terça-feira, julho 10, 2007

My Chemical Romance e uns vídeos

Ouvi, finalmente, The Black Parade. Parece-me um bom disco, fácil de gostar, que não justifica, de todo, ódios desmesurados. Boas canções, boas melodias, óptimos singles - até aqueles de que não gostava não soam nada mal...adoro os Modest Mouse, são uma das minhas bandas favoritas dos anos 2000, desde o The Moon & Antarctica que têm uma sucessão de óptimos discos (também são só mais dois), inclusivamente o deste ano, com o Johnny Marr (guitarrista de uma das minhas bandas favoritas, que também parece ter influenciado os MCR). Há muita coisa por aqui que navega pelos mesmos campos, a temática da morte e tal, só que sem letras boas. Até há momentos que soam a Modest Mouse ("Mama" até parece uma do novo, o que, tendo em conta que este disco é de 2006, é estranho, até o que o tipo canta, "Mama, we're all gonna die", podia ser MM). O pior dos My Chemical Romance são as letras, quase sempre horríveis, mas, tirando isso, do swing de big band da primeira metade do século XX de "House of Wolves" às bandas de marcha de "Welcome to the Black Parade" (cada vez gosto mais da canção toda e não só do refrão e da ponte que quando se sobrepõem é magnífico), isto é manifestamente bom. Hoje vou ver se tento os Fall Out Boy, para continuar na minha descoberta desta gente.
Li no New York Times no próprio dia mas não liguei muito. Também acho que não acabei de ler, mas os Boredoms, em pleno dia do Live Earth (acho que só vi os Police com o Kanye West e o John Mayer, foi horrendo, e eu lembrava-me de os Police serem bons), fizeram um concerto grátis com 77 bateristas. 7/7/7, 77 bateristas. A lista é extensa e tem muita gente boa, como malta dos Gang Gang Dance, dos Oneida, dos Modest Mouse, dos Lightning Bolt, etc. Tudo boa gente de boas bandas daquela zona e de outras zonas. Até o Jim Black, que julgo já ter visto tocar com o Carlos Bica (faz parte da formação Azul), estava lá, a não ser que haja dois Jim Black bateristas, o que também é possível. O Andrew W.K., esse idiota, por amor de Deus, esteve lá, deve ter ido vestido de branco e feito um discurso no início, motivador do caraças. Há uns vídeos disso no YouTube e na Pitchfork, e isto parece-me muito bem, e muito menos chato do que devia ser (para chatice de bateristas, ouvir Bumps, a banda dos três bateristas de uma das melhores bandas do mundo, o Dan Bitney, o John McEntire e o John Herndon dos Tortoise).
Para continuar em vídeos da Pitchfork (há coisas muito boas no Forkcast, apesar de eu já não ler textos da Pitchfork há mesmo muito tempo), Girl Talk no festival de jazz de Montréal. O meu herói. Ele tem um suporte para o laptop e vai para o meio da rua fazer a festa. É criminoso ele nunca ter vindo cá. Criminoso.
Zach Hill, dos Hella, não foi um dos bateristas convidados pelos Boredoms, mas toca no disco da Marnie Stern, que é as Sleater-Kinney reencarnadas cruzadas com o Eddie Van Halen. Tapping hipnótico na guitarra, com boas canções. Cada vez gosto mais do disco, memso não ligando muito ao fim e à faixa em que ela descreve uma viagem. Nunca pensei muito nisso, fui ouvindo desde há uns meses, e tem coisas realmente boas. Também há uns vídeos bons no YouTube dela a tocar com ele agora que deixou de vez (e ainda bem) o IPod (ela tocava com um IPod em vez de um baterista). Este é o tipo de coisa que podia ir a Paredes de Coura, mas certamente que teremos duas ou três bandas que são a enésima "revitalização" do som "pop puro" dos "anos 80", ou seja, "o futuro", apesar de estarmos a quase um mês do festival e o cartaz não estar, de todo, fechado.

1 comentário:

tmn disse...

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