Terça-feira, Maio 13, 2008

Roots

Os Roots têm um membro que toca sousafone. Chama-se Tuba Gooding Jr. Como é que é possível, assim, o Rising Down não ser óptimo? Também há outros factores claro. O afro e a barba do ?uestlove. E a bateria dele, claro. E aquela cantiga com o Wale e a Chrisette Michele. E começar com o Mos Def a rimar e não a cantar. E aqui não é só por causa dos 75 compassos sem o Blackthought parar para respirar.

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Algumas ideias/dúvidas

A descoberta do rock pela Santi White (Santogold) foi das maiores tragédias deste século e é por isso que Santogold não é assim tão bom ("Creator" continua a ser melhor-de-sempre, obviamente). O novo álbum do Common vai ter um verso dela. Da Billboard:

Cee-Lo and The Neptunes' pop group, Chester French, guest on the album, but Common says singer-MC Santogold is "one of my favorite artists right now" and adds that he's awaiting a verse from her for the track "Runaway," which draws its guitar riff from Pat Benatar's 'Love Is A Battlefield."

E se for como quando ela se mete no rock? Será menos mau do que quando ele se mete no rock (Electric Circus tem canções muito boas, mas também tem outras muito, muito más)? Será que "electro-tinged" é parecido com o Common a rimar por cima de beats do Switch ou do Diplo? Será que isso é tão mau na prática como em teoria?

Segunda-feira, Abril 28, 2008

Massamá

Dizem-me que afinal não há finanças em Massamá. Ou seja, só tornaria a coisa mais interessante.

Good ol' Bob and David

Segunda-feira, Abril 21, 2008

Fico contente #2

When you imagine Gervais and Merchant in a room together, you'd imagine they'd take their inspiration from schoolboy pranks and juvenile jokes. The reality is rather surprising. 'We use mood boards. Poems, music, reminding us of the place, the time, of what we're writing. For The Office, for instance, Betjeman's poem about Slough was there, reminding us. For Men at the Pru it's Springsteen: "Thunder Road".

"You ain't a beauty but hey you're alright." Como se não houvesse razões suficientes.

Fico contente

Eu, que nunca li um livro na vida, por isto:

The one time I'm properly taken aback by a response, for instance, comes when we're talking books. What does he like to read? (I can only assume that he does.) 'I don't read books. I'm sorry. I can't. I can't read books, other people's books. After the first sentence, the first paragraph, I'm off on my own scenario. It's no longer their book. I'm not reading it any more, I've put it down before turning the first page, I'm writing my own chapters, fitting in my own characters, trying to make it take off my way. So this would happen, then that would happen, of course that character would ... no, it's hopeless, so now I just don't.'

E ele é o Ricky Gervais. E não lê. E vai fazer uma série nova com o Stephen Merchant. É sobre vendedores de seguros nos anos 70 em Reading, mas podia ser sobre trabalhadores das finanças em Massamá nos anos 90 que seria igualmente interessante.

Domingo, Março 30, 2008

Charlie Kaufman

No meu post de ódio ao Hulu.com (que entretanto já consegui contornar) esqueci-me de uma das pessoas mais importantes (do mundo, de sempre, etc.) na lista de gente que escrevia o Dana Carvey Show: o Charlie Kaufman. Pequei.

Sexta-feira, Março 28, 2008

Afinal o Pete Doherty não vai morrer

A cientologia vai-lhe salvar a vida. Mas nem tudo são más notícias, pode ser que se reforme.

Quarta-feira, Março 26, 2008

Not feelin' it

A merda do Hulu. É um serviço que deixa ver séries gratuita e legalmente, mas só funciona para americanos. Tem uma das quatro séries mais importantes para o humor que se faz hoje em dia: Dana Carvey Show. As outras são o Mr. Show, o Freaks & Geeks e o Arrested Development, mesmo que o último não devesse contar por ser recente, todas têm em comum o facto de ninguém ter visto nenhuma delas e terem sido canceladas por isso mesmo e ter saído de lá muita gente muito importante. Nunca passou cá e tinha só gente grande como o Stephen Colbert, o Steve Carell, o Louis CK (melhor comediante de sempre sobre os desencantos do casamento, a milhas de meninos como o Ray Romano, grande tirada sobre casamento homossexual aqui) ou o Robert Smigel (um dos grandes responsáveis pelo programa do Conan O'Brien ser como é). Também nunca saiu em DVD. Está naquele site, mas só se formos americanos é que podemos ver. O que é lindo. Havia muitos sketches no YouTube e um torrent com cinco dos seis episódios que passaram na televisão, tudo tirado de VHS.

Feelin' it

As duas canções novas do enorme Al Green, com o ?uestlove dos Roots na bateria e na produção (e boas notícias, o suposto single dos Roots com o tipo dos Fall Out Boy, que é horrível, nem vai aparecer no disco). E The Wire, a melhor série sobre o crime em Baltimore de sempre (mais que isso, talvez, é óptima).

Sábado, Março 22, 2008

A semana

Esta foi a semana da homossexualidade. O Michael Stipe e a Solange F. assumiram-se, o Tom do Lost também. Foi igualmente a semana em que gastei dinheiro muito mal por ter sido enganado.
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?

Quarta-feira, Março 12, 2008

Aviso

As pessoas estão a pegar na Santogold pelo lado errado. O único 12" que tem é o de "Creator", cujo lado b é "L.E.S. Artistes", que agora tem um vídeo. "L.E.S. Artistes" podia ser uma canção dos Yeah Yeah Yeahs. "Creator" é uma produção do Switch, que produz grande parte das coisas da M.I.A., daí a comparação que se faz por todo o lado. Mas a M.I.A. não tem, de todo, a parte jamaicana da voz de Santogold nem capacidade vocal para o início da canção. Além disso, o Switch não entra na onda world-chunga do Kala (que eu adoro). E é mesmo muito estranho as pessoas pegarem pelo lado rock dela, que é normalmente banal.

Terça-feira, Março 11, 2008

Melhor vídeo de todo o sempre?

Domingo, Março 09, 2008

Razões pelas quais gosto do Kelefa Sanneh

Assim de cabeça, alguns dos meus textos favoritos dele (lista obviamente incompleta):

The Rap Against Rockism

Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.

Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs

O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.

Amid All the Cheers, a Few Signs of Change

Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:

All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”

A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle

Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).

He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke

Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.

Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.

A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band

A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.

New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”


O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.

Sexta-feira, Março 07, 2008

Kelefa 2

Mais aqui.

Kelefa Sanneh

Pode parecer triste, mas não é assim tanto. Nunca escondi que o Kelefa Sanneh é o meu herói. Saiu do New York Times para ir para a New Yorker. O NYT é que perde. New Yorker=mais espaço para os textos, não necessariamente para a frequência deles lá.

Quarta-feira, Março 05, 2008

Chicks with Shticks

Devia ter linkado antes, mas não queria parecer ter alguma ligação à Vanity Fair. E a Samantha Bee, não existe?

Afinal

está/va.

E a FADER

Mas a FADER era natural.

Terça-feira, Março 04, 2008

O hype internacional chegou

O vídeo dos Buraka Som Sistema com a M.I.A. anda a compensar. Já se fala dele no Stereogum. Apostas: estará no Forkcast da Pitchfork amanhã ou depois de amanhã (e sim, eu sei que já tinha havido muita gente a falar neles lá fora)?

Correcção

Isto, claro, se não contarmos com o beijo que o Daniel Day-Lewis deu ao George Clooney.

Sound of kuduro knocking at your door

A M.I.A. a dizer isto é o acontecimento do ano. Para confirmar aqui. Lisboa '08 (pronto, eu sei que é Angola '07). Êxito internacional imediato?

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

A.M.O.R.+Macacos do Chinês+CIMENTO.



Dois concertos de dois projectos da nova música urbana lisboeta ou o que quer que seja, que ouviu o que interessa lá de fora e trouxe-o para Portugal, ainda verdes, ainda não muito grandes e um DJ set. Quatro pontos finais ao todo, um sentimento, um jogo de crianças e a cola da cidade. Não me ocorre mais nada.

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

The Graduate 2

The camerawork wasn’t the only innovative element of The Graduate. About halfway through shooting, Nichols’s brother, a physician, sent him the 1966 Columbia LP Parsley, Sage, Rosemary, and Thyme. Nichols listened to it continuously for four weeks, then played a track for his actors. The New York actor William Daniels, who perfectly embodied Ben’s uptight father in the movie, recalls, “Mike Nichols said to us, ‘I have these two kids. One’s very tall and one’s sort of small. And I’m thinking of them to do the music for the picture.’ And so he played ‘The Sound of Silence.’ And I thought, Oh, wait a minute. That changed the whole idea of the picture for me.” For Daniels, who had originated the role of Peter in Edward Albee’s The Zoo Story, it was no longer just a comedy.

The Graduate

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Johansson e Bardem

Tão bom. Johansson e Bardem em vez de Kelly e Stewart é muito melhor que LiLo em vez de Marilyn.

CARLOS.

Paul Dano+Frances McDormand

A Joana demorou para aí quinhentos anos a ensinar-me o nome dele (costuma ser ao contrário), mas fico triste por ninguém se ter lembrado do Paul Dano para uma nomeaçãozita ou algo parecido. Tinha uns óculos de aros de metal redondos na cerimónia, ficavam-lhe bem.
A Frances McDormand sentiu os óscares dos Coen como se fossem dela. Ao lado tinha uma mulher que era a cara chapada do Daniel Day-Lewis, o que é estranhíssimo. Devia haver fotografias disso algures, era mesmo igual. Ou então imaginei. Também acontece.

Porque é que não gostei (assim tanto) de Juno

Os diálogos – especialmente no início – forçadíssimos, bem como as referências musicais – e as dos filmes de terror – às três pancadas . E eu sou o tipo de pessoa que adora "Superstar", tanto o original dos Carpenters como a versão magnífica dos Sonic Youth. Pouco ou nada separa este namedropping inconsequente de bandas do filme do que há no Freaky Friday com a Lindsay Lohan ou algo mau desse género. Mas é esticar demasiado a corda. Mas, essencialmente, a forma como a história decorre não deu tempo para me importar suficientemente com as personagens ou para achar que era importante isto ou aquilo. Como é natural, adoro muita da gente envolvida, a Ellen Page está óptima, o Michael Cera é o Michael Cera, o Jason Bateman vai muito bem – e não contracenam juntos, não há nem George Michael nem Michael –, a Jennifer Garner também, etc., ou seja, toda a gente menos o Rainn Wilson (adoro-o mas o cameo é irritante como tudo). É simpático, tem boas piadas, nada mais que isso. A parte boa é que a Kimya Dawson ficou famosa sem levar (muito) o palhaço do Adam Green com ela.

Ion

Diz-se, obviamente, "Jon Stewart" e não "Ion Stewart", ou seja, lê-se exactamente como se escreve. Que grande surpresa. É mesmo complicadíssimo. Como é que alguém ganha dinheiro para comentar os Óscares – de forma hedionda, devo adicionar – e nem se dá ao trabalho de perceber como é que se diz o nome do apresentador. É que até os americanos o dizem. Repetir o que é dito antes está fora do alcance dos comentadores? Para que é que eles existem, sinceramente? Para estragar. Pelo menos este ano não deixaram o microfone ligado em nenhuma parte importante enquanto conversavam entre eles, mas sobrepuseram-se algumas vezes e deram informação desinteressantíssima. Também falaram de um filme chamado Iuno e de um tipo chamado Gésse Jámes, como se houvesse um filme com esse nome no título. É uma tradição impecável, esta da incompetência.
Por falar nisso, o Jon Stewart não foi assim tão bom quanto devia ter sido. Algumas boas piadas, mas sempre a milhas do que fez há dois anos. A culpa, claro, é da greve. E os Coen, heróis de infância, sempre grandes, como se não houvesse razões suficientes para ir ver o No Country for Old Men logo na quinta-feira antes disto. De que é que o Javier Bardem e o Jack Nicholson falaram estando um ao lado do outro? O espectáculo devia estar todo ali. Bom beijo do Daniel Day-Lewis ao George Clooney. Não me lembro de mais nada.
Este é capaz de ser o melhor blog do mundo. Eu, naturalmente, sou branco.

Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Quando...

Este vídeo é antigo (tendo em conta que para aí uma semana é igual a um ano em termos de internet) mas ainda não consegui perceber em que momento é que o will.i.am deixou de ser o will.i.am para passar a ser o Wyclef Jean. wy.cli.am?

Domingo, Janeiro 27, 2008

Melhor de sempre

O trailer do melhor filme de sempre (sai em Fevereiro nos Estados Unidos) foi transformado ao estilo do melhor filme de sempre aqui pelo próprio Michel Gondry. Isso faz dele o melhor trailer de sempre (ou não, tendo em conta que, como nunca me canso de dizer, a parelha Mos Def+Jack Black é das melhores de todo o sempre e não aparecer aqui é a única falha).

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Ninguém me tira da cabeça

Ninguém me tira da cabeça que o Lethal Bizzle foi inventado pelo NME para eles poderem dizer "mas o tipo dos Bloc Party não é o único preto de que gostamos, como podem ver, até gostamos de um tipo mais ou menos do grime!" Isto é particularmente ofensivo. Pensava que todos tínhamos aprendido algumas lições de como não usurpar canções dos Clash há uns anos e de como samplá-los correctamente no ano passado. Mas não.

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Fest, Ronson, Jacko, Conan, Leno, Stewart

Via Notes From a Different Kitchen, tomei conhecimento da nova mixtape do Rhymefest. Uma nova mixtape do Rhymefest não devia ser notícia em lado nenhum. Claro, gostei muito do Blue Collar — parece que fui dos poucos —, mas a grande notícia aqui é que a mixtape não só foi feita pelo Mark Ronson, como é também dedicada ao Michael Jackson. O que é algo a ter muito em conta, visto as duas melhores canções de Blue Collar terem mãozinha do Ronson — "Build Me Up" e "Devil's Pie" (esta conseguiu a proeza de transformar os Strokes em música moderna). E não é só isto. O Mark Ronson, quando era pequenino, ia dormir a casa do melhor amigo — o Sean Lennon, filho do John e da Yoko, nada de mais — e um dia o Michael Jackson também apareceu lá (isto não é uma piada e ele jura que não aconteceu nada). Já para não dizer que o Rhymefest ficou semi-conhecido por ter coescrito o "Jesus Walks" do Kanye West — até ganharam um Grammy —, que por sua vez ficou podre de rico à custa da família Jackson (como o próprio Rhymefest diz, "That dude ain't been broke since 'H to the Izz O'"). Samples do Jackson, "All That I Got is You" do Ghostface, piadas parvas — o que não é mau em si, o Kanye West usava o Bernie Mac nos discos dele, pelo menos o Rhymefest usa-se a ele próprio e poupa-nos um dos piores comediantes de sempre —, e toda esta gente junta. Talvez seja a única mixtape que ouvi do início ao fim, e recomenda-se.
Para além disso, o Conan O'Brien volta à SIC Radical já com barba na segunda-feira e o Leno volta à SIC Mulher no mesmo dia. Para o Jon Stewart, que volta hoje à Comedy Central, a data de regresso à Radical é 21 de Janeiro. Óptimas notícias.

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

A imagem do ano



Nunca pensei que a do Conan estivesse tão bem, mesmo que a do Letterman lhe dê uma abada.

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Barbas

Não sou só eu que tenho barba. A greve da WGA deu a imensa gente a oportunidade de ter barba. A New Yorker fala sobre isso. O Conan O'Brien nunca tinha conseguido deixar crescer uma. O David Letterman arranjou uma bastante boa. O Conan quer deixá-la até quando voltar a fazer o Late Night sem argumentistas, como protesto. Eu apoio. Acho que fazia muito bem aos talk-shows.

Terça-feira, Dezembro 25, 2007

Natal

É natal e, como sempre, a maior cumpridora da tradição natalícia é a Spine. Trata-se de um mini-mix do grande DJ Yoda (vi-o em Barcelona, incrível) com temática natalícia. Tem bocadinhos de tudo, até excertos do Elf com o Will Ferrell.

Domingo, Dezembro 23, 2007

Janeiro 2008

Janeiro vai ser o melhor mês de todo o sempre. Aqui estão as razões, sem qualquer ordem:

- A lei do tabaco. Só devia ser ainda mais severa.
- O Darjeeling Limited. Acho que esta escolha se explica a ela própria. Tem tudo o que interessa no mundo.
- O Charlie Wilson's War, Mike Nichols e Aaron Sorkin com o Tom Hanks?
- Go! Team no Lux. Desde "Kool Thing" que os Sonic Youth e os Public Enemy não ficavam tão bem juntos.
- O regresso do Lost.
- Os talk-shows sem escritores. Mais uma vez, curiosidade mórbida.

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

Não sei bem

Mas isto parece querer dizer que a estreia do Charlie Kaufman como realizador terá o Phiip Seymour Hoffman no principal papel. A confirmar-se, será melhor par de sempre, pelo menos desde que o Michel Gondry juntou o Jack Black e o Mos Def (e por falar nisso, isso nunca mais vem?).

Por falar nisso, adicionei aqui ao lado uma coluna com coisas que leio no Google Reader e acho que devia partilhar com as pessoas do mundo.

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

Marquee Moon #2

Esta parte era importantíssima e esqueci-me dela. Os Óscares com o Jon Stewart. Como toda a gente sabe, adoro passar a noite dos Óscares a dizer mal dos comentadores da TVI. Sem os escritores da WGA, a minha tarefa vai estar muito facilitada. Mas não vai ser tão divertido (mais uma vez entra aqui a curiosidade mórbida de saber como é que o JS aguenta uma cerimónia daquelas sozinho).

Marquee Moon

A coisa está . Está muito má. O máximo de respeito pelos argumentistas, mas gostava mesmo de ver como é que o Conan e o Leno aguentam um programa sozinhos, por curiosidade. Sei que o Conan será melhor que o Leno, não acreditando especialmente em nenhum deles para fazer tudo sozinho (o Conan era argumentista, porém é fisicamente impossível fazer tudo sozinho). E depois também há uma boa notícia para quando a greve acabar.
O Natal do Extras é, como se esperava, óptimo. Não é nem nunca poderia ser um Office natalício (obra-prima), mas não deixa de ser o melhor fim para a série.

I said a hip-hop, the hippie

Anseio pelo dia em que o RZA lançará um DVD que consiste apenas nele ao piano e a dizer umas coisas, a julgar pelo DVD bónus do 8 Diagrams. E a fazer de polícia como no American Gangster, claro.

Sábado, Dezembro 15, 2007

É já amanhã



O acontecimento do ano. Na HBO (antes da BBC e tudo), claro, que se isto chegar cá no próximo ano é muita sorte.

Terça-feira, Dezembro 04, 2007

Extras

Dois factos muito específicos: o especial de natal do Office é do melhor que já se fez em comédia televisiva e a segunda série do Extras idem (tirando o último episódio, o final não foi o melhor possível). Tendo em conta isto, dia 16 chega o especial de natal do Extras. Aos EUA, antes de chegar ao Reino Unido. E cá, quando é que chega? É capaz de ser o acontecimento do ano.

Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Talk-box

OK, talk-box. E a XL já deu a possibilidade de verem o vídeo dos Vampire Weekend às pessoas do continente dela. Finalmente.

Quarta-feira, Novembro 28, 2007

O segundo melhor vídeo do ano

Está aqui. Segundo, claro, porque ainda só vi umas três ou quatro vezes e isto é demasiado bom e "velho" para sair já do topo. O auto-tuner, o estilo, o afro, as patilhas, os fatos, o teclado-guitarra, a canção. Curiosamente, não gostei dela quando a ouvi sem o vídeo. Incrível. Estupendo. Magnífico.

Sábado, Novembro 17, 2007

Site da MTV, morre, por favor

O site da MTV não deixa que cidadãos que vivam fora dos EUA vejam os seus vídeos. Adorava ver Spank Rock nos MTV-U Awards ou lá o que foi, mas não posso. Também não deu para ver os VMAs completos, que nem sequer passaram na televisão (só 50 segundos da versão que os Foo Fighters fizeram do Prince com o Cee-Lo Green é criminoso e vergonhoso), esta gente devia sofrer por isso. E o pior de tudo? Os Vampire Weekend, que têm aquela canção muito porreira que parece que saiu do Graceland 20 anos depois com um riff do caraças, têm um primeiro vídeo que está no site da MTV. Ainda por cima, a editora deles é a XL, que é inglesa. Para que é que a editora vai pôr um vídeo num sítio onde nem pode vê-lo?

Sexta-feira, Novembro 16, 2007

RZA, o melhor polícia de sempre

Ontem estreou um filme qualquer sobre uma figura mítica a quem toda a gente está a ligar demasiado mas também estreou o American Gangster. Foi esse, obviamente, que fui ver. Basicamente estava cheio de sono e não adormeci, o que só diz bem do filme de três. Não sei o que aconteceria do filme a preto e branco sobre o "poeta" e o caraças com o qual ninguém se cala (não há coisa que irrite mais do que toda a febre à volta dele, da figura, do filme, etc.). Este tem o RZA a fazer de polícia (e, para lá da pinta toda - que o RZA é o tipo com mais pinta no filme a seguir ao Denzel Washington, que só se descuida quando usa camisas abotoadas até ao último botão -, é óptimo) e o Common a fazer de pai do T.I. O T.I. é meramente competente, quase incompetente. O Common é o pior actor de sempre, provavelmente (e eu que pensava, antes de ver isto, que era o Sting). Para quem leu o artigo da New York Magazine que deu origem ao filme, como eu, rende. E o Mos Def voltou a rimar, mais ou menos, numa remistura do Benny Blanco (um puto de 19 anos que tem um bom duo com o Spank Rock, os Bangers & Cash, uma espécie de tributo aos 2 Live Crew) para a "D.A.N.C.E." dos Justice (uma das malhas do ano) também com o Spank Rock. Rende (cortesia do Discobelle, um dos meus blogs de mp3 favoritos).

Terça-feira, Novembro 06, 2007

A greve

Tenho acompanhado, através do New York Times, a greve dos argumentistas norte-americanos. Entre as vítimas está Two and a Half Men, cuja filmagem de novos episódios foi interrompida. Para mim é tremendamente assustador. Nunca pensei (nem eu nem ninguém que alguma vez a tenha visto) que houvesse gente a escrever aquilo.

Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Super-Baldas

Não há ninguém que falte a uma aula em Superbad. Mas a horrível, ignorante, estúpida e altamente injusta tradução trouxe-lhe o nome Super-Baldas e uma campanha publicitária das piores de sempre. "Vais às aulas ou vais-te baldar?" é a frase-chave. Frase essa que não tem nada a ver com o filme em questão. No processo da preparação do lançamento do filme em Portugal esqueceram-se de vê-lo, o que é uma coisa importante.
Superbad é um filme de adolescentes dos anos 80 feito em 2007, co-escrito por uma das maiores vozes cómicas do mundo, o incomparável Seth Rogen do incrivelmente bom e genial Knocked Up e produzido pelo brilhante Judd Apatow, que pratica o bem desde que começou a produzir uma das melhores séries de sempre, Freaks & Geeks. Num mundo pós-American Pie ainda não havia nada assim. O Jonah Hill é um tipo cheio de piada e o Michael Cera já desde o Arrested Development que merece o mundo. Ambos têm personalidades cómicas bem definidas que se traduzem bem neste filme, ao que ajuda a constante improvisação e etc. Não é um Knocked Up (filme do ano), mas é muito bom. Tem todos os ingredientes de uma comédia clássica: elementos de culto como o nome que o maior nerd de serviço escolhe para o seu bilhete de identidade falso, McLovin, peripécias, bebidas, drogas, polícias a reviver a adolescência, bullies com cortes de cabelo ridículos que de alguma forma gozam com alguém que não se lembram da simples frase "olha-te ao espelho, palhaço." É um filme, como todos os outros ligados ao Apatow (e como as suas séries), sobre crescer. E acaba por ser bonito como o resto.
Mal vendido em Portugal, vai ser um fracasso de bilheteira. Se 100 pessoas o virem cá, é muito. É vendido como algo que não é, e esta gente toda é por cá injustiçada apesar de fazer bons filmes e a melhor comédia. A culpa não é do filme, que é óptimo (boas personagens, boas piadas, boa história de amor e boa gestão da parte sentimental, excelente banda-sonora), é de quem o trouxe para cá e se esqueceu de vê-lo.

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

Foda-se

Para continuar a minha cobertura do Trapped in the Closet, volto de Paredes de Coura e vejo que o Will Oldham faz de polícia no capítulo 15. Espero que isto não estrague o divertimento de ninguém. Porra. Pareceu-me ser ele e depois googlei "Trapped in the Closet" e "Will Oldham" e confirmei. O maior, depois do vídeo do Kanye West, o Trapped in the Closet. Era a última fronteira. Há que lembrar, contudo, que já há anos que ele faz uma versão do "Ignition" do Kels ao vivo. Só é pena não ser "Ignition (Remix)", um dos melhores singles dos anos 2000.

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

The plot gets thicker

O capítulo de hoje foi muito bom, dos melhores de sempre. Há umas variações na música, telefonemas com um tipo com grills, funcionam optimamente bem. Há cada vez mais revelações e este teve imensas, depois do de ontem que não teve muita coisa.
Há algo que me irrita em toda a publicidade e imprensa à volta do festival de Paredes de Coura. É dizerem que aquilo é "o festival mais alternativo do país". Por amor de Deus, aquele é um festival que quase não arrisca e nem seq