quinta-feira, dezembro 14, 2006

Cinco razões para ter barba em 2006

2006, o ano do bigode. Até eu usei durante uns tempos. Mas a barba está longe de estar fora de moda. Aqui, e enquanto não aparecem as listas de melhores do ano (discos e singles), cinco razões que houve em 2006 para ter barba:

5. ?uestlove O baterista dos Roots tem uma barba pouco forte que condiz perfeitamente com o seu gigante afro (ou será um natural?) com pente dentro. É um grande homem, The Game Theory foi injustamente menosprezado e é com muita pena minha que não vou vê-lo ao Musicbox sábado. Dos hoodies aos pêlos faciais, estilo e barba intemporais.

4. O gajo dos Broken Social Scene que é uma versão barbuda do Andy Dick Para começar: eu sei que o nome dele é Brendan Canning. Mas não me lembrava. Lembro-me, sim, da sua barba belíssima durante Paredes de Coura. Sim, Broken Social Scene é de 2005, mas os Broken Social Scene ainda são uma das melhores bandas de indie-rock dos anos 2000. Respeito, pela barba e pela música.

3. Kyp Malone E o que é uma lista sem os TV On The Radio? Nada. Não só a barba, todo o guarda-roupa, as poses e o estilo. O natural no cabelo, a barba na face. A voz (claro, Tunde Adebimpe é o cantor da barba, mas o Kyp Malone também faz muito). A banda, a melhor banda rock do mundo. Afro-estilo para sempre. Grande, enorme, o maior.

2. Dan Bejar Blazers cinzentos e barba. É esta a receita especial do homem dos Destroyer. Houve novo disco de Destroyer, mesmo que ele não tenha passado por cá outra vez (2005, na ZDB, foi enorme) e houve Swan Lake. Beast Moans é grande, mesmo que não se goste da voz de Bejar (e isso é difícil, basta ele dizer "la la la" para eu o canonizar automaticamente, isso não acontece com muitos), há as de Carey Mercer (que esteve cá com os Frog Eyes como banda de suporte e abertura do Bejar) e a de Spencer Krug (dos Wolf Parade e dos Sunset Rubdown). Respeito pelo estilo Shakesperiano e a barba.

1. David Cross Estive indeciso entre dar o primeiro lugar a Dan Bejar ou a David Cross. Um comediante genial, brutal, da participação no Arrested Development ao vídeo de "Sugarcube" dos Yo La Tengo (uma das minhas canções favoritas de sempre). Aliás, até está ligado a Dan Bejar, já fez um vídeo dos New Pornographers, de uma faixa em que Bejar não aparece, nem no vídeo. A razão que me faz pô-lo aqui, a maior, é o facto de o ter visto nos programas do Conan O'Brien e do Jon Stewart com uma barba que impunha respeito. Ele é careca, eu não, mas não deixou de ser responsável por eu ter voltado a deixar crescer a barba. Também apareceu num vídeo de "Juicebox", o single medíocre dos Strokes, mas não deixa de ser o maior. E de ter a maior barba.

2006, o ano do bigode em barbas. Se houvesse lista de bigodes, estaria lá o Jason Lee e o tipo dos Killers (banda medíocre, bigode excelente). E é isto. Amanhã ou depois há mais, entre "Cinco razões para não odiar o will.i.am em 2006" ou "Cinco acontecimentos absolutamente indispensáveis de 2006" e qualquer coisa de que me lembre entretanto.

1 comentário:

Beep Beep disse...

Os comentários de fim de ano dos amigos no blog do Nick Sylvester são uma boa maneira de observar a quantidade de coninhas pretensiosos que para ali andam. É uma espécie de mistura: Eu - 45%, As relações giras e jogos de palavras que eu consigo fazer com a música, nomes e marcas - 50%, Essa coisa da música - 5%. Resulta tudo numa baralhada "stream-of-consciousness" sem puta de sentido. Foi um alívio ler a história simples do Tom Breihan sobre metal. Esse pessoal deve ter espelhos especiais em casa que dizem SUPERSTAR na testa quando se olham. Aquilo tem mais Eu Eu Eu do que uma entrevista com um político.

Pelo menos começaste do lado certo.