terça-feira, fevereiro 15, 2011

Swanson

Que me perdoe o Tom Haverford, mas o Ron Swanson (e, por conseguinte, o Duke Silver) faz-me feliz. A sério que faz.

Offerman e Mullaly

Gostava que o Nick Offerman me desse aulas de carpintaria.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Vencer

Quando o Seth Rogen era gordo, não era tão gordo quanto eu era quando era gordo. E quando ele emagreceu, não emagreceu tanto quanto eu. Ele fê-lo por uma razão específica, para fazer o Green Hornet (e para se enrolar com a Aubrey Plaza no Funny People). Eu não, fi-lo porque me apeteceu. Toda a gente, ou pelo menos quem escreveu criticamente sobre ele, odiou o Green Hornet. Eu não. Diverti-me, ri-me e senti-me como uma criança altamente entretida. Era um filme sobre o facto de os americanos terem crescido ricos e mimados e terem óptimas condições mas serem preguiçosos e os chineses, que nunca tiveram nada, terem-se esforçado e treinado para serem melhores que eles em tudo, não era? Dou pontos extra ao split screen à Thomas Crown Affair. Só não gostei de ter pago uma exorbitância para vê-lo, sob condições deploráveis, numa sala terrível, ainda para mais cheia de crianças de 10 anos que pura e simplesmente não se calavam. De certa maneira, senti-me como elas se devem sentir quando vêem o Twilight ou filmes detestáveis do género. Ou seja, contente, mas com a adição de me ter rido, algo que só acontece no Twilight em cenas que eram supostamente sérias (é isso, aliás, que é verdadeiramente detestável nessa saga nojenta: a falta de vontade de fazer rir). O filme foi um sucesso de bilheteira, rendeu algum dinheiro, mas de certa maneira falhou. Eu não. Há que dizer que nunca venci o que quer que fosse na vida. Nada, absolutamente nada. E, mesmo assim, houve, no mundo, quem me tenha considerado um vencedor, o que me levou a dizer, num certo sítio, um chorrilho de parvoíces ridículas (e a esquecer-me de mencionar que tenho saudades de ter mamas e de suar mesmo durante o Inverno). Há sempre uma primeira vez, que também será provavelmente a última. É que posso ter ganho esta etapa, mas acho que o Seth Rogen vai ganhar as outras.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

O melhor emprego do mundo

Há cinco anos, se me falassem do Jimmy Fallon, provavelmente diria uma variação de "esse gajo é o pior de sempre". E teria razões para tal. Afinal, estamos a falar de um tipo que era conhecido pelas imitações de celebridades – e, por falar nisso, imitar vozes de outras pessoas não é um talento significativo ou válido em lado nenhum, o que interessa é a piada que está por detrás das imitações, e adorava que um dia Portugal percebesse isso, porra – e por se partir a rir em tudo o que era sketch. Um gajo que fez o Taxi – que no outro dia estava a passar na SIC ou na TVI e não é assim tão horrível como passei anos a pensar que seria, é só muito fraquinho –, alguém que tentou uma carreira em Hollywood mas falhou. Quando o anunciaram como substituto do Conan O'Brien quase chorei. "Este gajo não tem piada", pensei eu. E continua a não ter, ou, pelo menos, não tem piada natural.
Mas é divertido. E o programa dele é divertido. Pode não ser hilariante ("funny"), mas é "fun" ("divertido"). Ele é porreiro, tem um faro para boas ideias e rodeia-se das pessoas certas (os Roots e o A.D. Miles, por exemplo), isto além de ter uma cultura cómica fora do normal (ele adora aquilo, idolatra as coisas que interessam, dá espaço a boa gente). E tem momentos incríveis. Não falo do medley com o Justin Timberlake sobre a história do hip-hop – que é óptimo –, mas, por exemplo, de ter o Jeff Goldblum, do nada, a tocar piano e a cantar "Just a Friend" com o Biz Markie, um daqueles momentos totalmente gratuitos que me fazem sorrir de orelha a orelha (como o próprio Fallon sorri). Ou o Steven Tyler a cantar "Walk This Way" com o Jimmy Fallon e o Black Thought a fazerem de Run e DMC com Adidas e calças pretas. Tudo incrível, tudo delicioso. Ele diverte-se e eu também. Ele tem o melhor emprego do mundo. De sempre. Nem sequer precisa de ter piada, algo que lhe tira imensa pressão de cima.
Já para não falar dos convidados musicais em si. Que outro sítio do mundo é que pode ter Liquid Liquid, Tom Tom Club, a reunião dos Dismemberment Plan e ainda haver espaço para uma banda residente que fica tão boa a tocar "Late in the Evening" com o Paul Simon como "Bring the Noise" com os Public Enemy, "Straight Outta Compton" com o Ice Cube, "So What'cha Want" com os Beastie Boys ou canções do último do Ludacris, dos Clipse ou do Rick Ross?
Isto só serve para provar que às vezes os ódios não duram para sempre e que quem é mau hoje poderá ser bom amanhã, ou que daqui a uns anos posso olhar para trás e pensar que afinal não era assim tão mau. Continuo, porém, com a certeza de que quem faz piadas básicas com o nome "Lyonce Viiktórya" não merece uma segunda oportunidade. É que já percebemos, toda a gente do mundo sabe que o nome é estranho, ridículo e hilariante, não é preciso mesmo mais nada.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

segunda-feira, novembro 15, 2010

Incredibilidade 2010

My Beautiful Dark Twisted Fantasy (e G.O.O.D. Fridays).
The Social Network.
Scott Pilgrim vs. the World.
I Don't Care About Your Band.
Kenny "Fucking" Powers (pelo segundo ano consecutivo) + Eduardo Sanchez.
Justified e Luther.
Treme.
Contra, The Stimulus Package, The Monitor Sir Lucious Left Foot e The ArchAndroid.
Boardwalk Empire.
O Twitter do Steve Martin.
Os abraços do Wayne Coyne, do Esau Mwamwaya (e da Nika).

terça-feira, novembro 02, 2010

Being Charlie Sheen

Não é fácil. Charlie acorda todos os dias, empurra a prostituta da noite anterior para o lado, levanta-se da cama e olha-se ao espelho. Sente-se mal, velho, acabado. Passam-lhe uma dúzia de pensamentos negativos pela cabeça: "O meu pai é incrível, foi o melhor presidente dos Estados Unidos de sempre, e eu não"; "Em termos de filmes do John Hughes, eu fiz de criminoso no Ferris Bueller's Day Off, o meu mano fez de beto desportista no Breakfast Club e, ao contrário de mim, parece ser um ser humano com o qual as pessoas podem simpatizar"; "Nasci e cresci rico, sou o actor mais bem pago da televisão", etc.
É aí que entra em jogo o primeiro risco de cocaína do dia. Entra-lhe pela narina e, tal como a água limpa a sujidade, o detergente colombiano livra a sua mente de dúvidas. Dá duas chapadas, uma em cada face, e, a muito custo, decide que vai acordar e encarar mais um dia de trabalho. "O mundo precisa de ti, Charlie", pensa ele enquanto tira do armário uma das centenas de camisas de bowling feias que lá guarda. Logo a seguir, mete-se no carro. No lugar do morto vai a primeira acompanhante de luxo do dia, que trabalha enquanto ele guia até ao estúdio onde é filmado o Two and a Half Men. A meio do caminho, Charlie liga à sua mulher. "Também tenho pensado em ti, amor. Não, nunca mais te apontarei uma faca."
A dor intensifica-se quando olha para um dos actores com quem ele partilha a série. "Este gajo foi o Ducky do Pretty in Pink, eu fui um criminoso no Ferris Bueller's Day Off." Vai ao camarim e acompanha um risco com um shot de whisky. Tudo corre bem. O guião é, como sempre, imaculado. A história do episódio envolve o facto de um homem rico e emocionalmente imaturo estar à procura do amor enquanto dorme com centenas mulheres bonitas e educa o seu sobrinho. As piadas são das melhores que o Chuck Lorre já escreveu para ele, cheias de inteligentíssimos trocadilhos e metáforas sexuais ou reciclagens de frases machistas anteriores.
Sem grande esforço, acaba o trabalho. Mais um dia, mais um zero para a conta bancária. Será mesmo assim? Não, Charlie prefere não ir para casa descansar. Ainda tem muito que fazer. Afinal, há prostitutas para contratar e usar, dealers por contactar e, do alto da bebedeira, quartos para destruir e esposas para ameaçar violentamente. É difícil ser Charlie Sheen e devíamos estar todos muito gratos pelo facto de ele, dia após dia, continuar a lutar para que nos possamos rir. Com ele, nunca dele.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Coincidência?

Nesta (altamente deprimente) entrevista, o Mitchell Hurwitz diz que o objectivo dele, ao criar o Arrested Development, era fazer uns Simpsons com imagem real. Nesta mesa redonda com o Edgar Wright, o Judd Apatow, o Todd Phillips, o Adam McKay e o John Landis, o Wright diz que o Spaced era uma tentativa de fazer uns Simpsons com imagem real. Ou seja, duas das melhores séries cómicas dos últimos 11 anos (a sério, o Spaced já tem 11 anos) surgiram a tentar transpor os Simpsons para o mundo real. Será que isso quererá dizer alguma coisa? Não encontro nenhuma citação do Dan Harmon, mas parece-me que o objectivo do Community era basicamente esse. Se ao menos o Chuck Lorre tivesse esse objectivo em mente quando cria sitcoms, em vez de "apelar ao mínimo denominador comum e fazer rir pessoas sem cérebro com as mesmas piadas batidíssimas de sempre", talvez o mundo fosse um sítio melhor. E é mesmo muito, muito triste que Running Wilde não tenha pegado. Supostamente, se pegasse, a fama da série daria finalmente ao mundo o filme do Arrested Development. É por estas e por outras que não podemos ter coisas boas, o mundo estraga-as.

terça-feira, outubro 05, 2010

'Ye



Sempre disse que o Eddie Murphy dos anos 80 era unfuckwithable. O 'Ye de '10 também é.



É do fato vermelho, de certeza.

terça-feira, setembro 21, 2010

segunda-feira, setembro 20, 2010

Crime

É criminoso viver no mundo, respirar e não ler isto todos os dias.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Betos

Há uns meses, entrevistei o Rostam Batmanglij e, além de me ter esquecido de lhe perguntar, como provavelmente lhe perguntaram mil vezes, se não era estranho ter como apelido "BATMANglij" e pertencer a uma banda chamada "Vampire Weekend", deu-me para falar sobre o mundo dos betos. "Cresci à volta dele, até certo ponto, mas nunca senti que fosse o meu mundo", disse-me ele, e eu apressei-me a dizer que também tinha sido assim comigo. Antes disso, contou-me que o seu interesse nesse mundo era puramente estético. Tal como o meu. Porque, apesar de eu vestir praticamente só camisas e polos, usar sapatos de vela e nunca andar desfraldado – "qualidades" que se podem aplicar apenas a betos vintage, e que pouca ou nenhuma importância têm hoje em dia –, orgulho-me de pouco ou nada ter a ver com betos a sério. Isto porque a generalidade dos betos inclui algumas das PIORES PESSOAS QUE JÁ EXISTIRAM NO MUNDO. Gente racista, misógina, ignorante, estúpida, sexista, homofóbica, altamente idiota, sem horizontes para expandir, com mentalidades fechadas e retrógadas e atitudes altamente detestáveis. Acabo de perceber que podia dizer isto tudo do Archie Bunker, mas o Archie Bunker tinha um coração e não fazia por mal. Os betos fazem por mal. Pode ser como tudo na vida, todos os grupos têm pessoas boas, pessoas más, pessoas assim-assim e o caraças. Não quero dizer que o campino do símbolo da Ralph Lauren torna as pessoas piores, mas hoje, depois de, na semana passada, ter lidado com betos poucos sérios que têm um ar bastante vintage e são uns idiotas de merda, apetece-me odiar betos, tendo em conta que as piores pessoas com que já me cruzei na vida eram betos. Ainda vou, contudo, gostar do Whit Stillman e divertir-me.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Comic Sans



O Casamento a Três é um filme que existe e, além de ser terrível, usa Comic Sans MS nos créditos e no genérico. Isto não é uma piada. O filme saiu mesmo para as salas. Assusta-me um bocadinho de nada ninguém ter reparado que havia Comic Sans envolvido.

domingo, setembro 05, 2010

Comercialidade

Ontem à noite, num casamento, pediram-me para passar algo mais comercial. O que é que estava a tocar nessa altura? Michael Jackson. E não era uma faixa obscura do meio de um álbum. Era a porra do "Thriller". Não sei se quero viver num mundo em que há algo mais comercial que o Michael Jackson. Não era essa a magia da coisa? Um artista em que todos podíamos concordar, que todos podíamos adorar, canções universais, que são boas e das quais toda a gente gosta, que partem qualquer pista de dança ao meio, que levam qualquer pessoa, normal ou snobe, à loucura? Pelos vistos não, e isso deprime-me.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Caro Verão



O Wayne Coyne deu-me um abraço. Pouco tempo depois, o Esau Mwamwaya deu-me um abraço. Eu, que não sou abraçável por aí além (não é bem falta de auto-estima, é só que raramente há gente a abraçar-me pouco tempo depois de me conhecer), não pedi nada. Eles é que me quiseram abraçar, de livre vontade. Antes disso tudo, os Very Best tinham tocado para praticamente ninguém, como a Rye Rye ainda antes e os Flaming Lips depois. É quase criminoso desperdiçar cartazes destes em festivais que não são feitos para ver música e onde se pode andar durante três ou quatro dias sem ouvir absolutamente nada. Mas, obviamente, os Flaming Lips foram mágicos. O Wayne Coyne, apesar de ser perigosamente parecido com um hippie, não merece um tiro na cabeça. Não sabe não entreter e desligar. O Wayne Coyne é entretenimento, além de fazer música incrível. Lembra-me um pouco o Nile Rodgers (sem a importância histórica): podia ficar a vê-los a existir, meramente, durante horas e horas a fio, ou para sempre (um bocado como o Christopher Guest e a banda britânica). E nunca me aborreceria. Enfim, o Wayne Coyne merece um abraço (mesmo que seja ele próprio a dá-lo). Dormi num carro num parque de estacionamento e no dia a seguir num hotel de cinco estrelas. No T-Club do Algarve vi a maior concentração de jogadores de polo ao peito de sempre (não consigo compreender aqueles modelos com um jogador de polo gigante e números nas mangas dos polos) e um imigrante britânico veio-me pedir Average White Band. Se calhar fez parte deles. É o tipo de coisa que um membro dos Average White Band faria, reformar-se e ir viver para o Algarve, apanhar sol e usar jogadores de polo ao peito até ao final da vida. Passei BATIDA (gosto imenso de BATIDA) e ninguém se importou, até gostaram, o que é bom, mas ninguém me abraçou. Aposto que se o Wayne Coyne e o Esau Mwamwaya lá estivessem teria recebido no mínimo dois abraços.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Duas coisas muito importantes

Não é preciso comentário:

One of my new-wave idols, Scritti Politti’s Green Gartside, used to tell a story about the days when he was an abrasive art-school punk. One night in the spring of 1980, he was the Electric Ballroom in Manchester, England, talking to Joy Division’s lead singer Ian Curtis, frustrated by the dead end of their doom-and-gloom musical styles. “I don’t think I was able to offer him any solace, nor he I,” Green said. “We were feeling pretty dejected and found our respective ways out of it.”
A week later, Ian Curtis killed himself, and Green began playing disco. Ian Curtis’s old bandmates went disco too, renaming themselves New Order. Green never looked back. As he proclaimed, “Fear of pop is an infantile disorder – you should face up to it like a man."

Rob Sheffield, Talking to Girls about Duran Duran (livro incrível, como seria de esperar depois do Love is a Mixtape, e eu iria mais além: o mundo tornou-se um sítio melhor quando os chatérrimos Joy Division acabaram e os New Order nasceram automaticamente pouco chatos)

So why not just let go of the conceit of originality, and let the songbook stand? The revival problem is also the repertory question. Very few people complain that “Hamlet” is restaged every year. Why treat music differently from any other art? Once the original authors are absent, and we agree that their ideas are perfect as is, there seems little reason to monkey with them.
I admit to having dismissed most of these acts out of hand on first listen. Their live shows began dismantling my skepticism. We are broadly taught to respect the innovator, to trust that he or she is doing something important. But we also like what we like, and I like a strong downbeat.

Sasha Frere-Jones, "The delicate art of revivals"

quarta-feira, agosto 18, 2010

Zanguineto

Parece que não sou o único a odiar o trabalho dele. Há fãs antigos: aqui. E há gente que ficou até ao final do filme à espera do nome dele e depois o assentou para ir Googlar e acabou por vir cá ter. É enternecedor.

Luís Zanguineto

É o meu novo ódio de estimação. É o tipo que traduziu o Expendables e não sabe falar inglês. É um bocado estranho. Gostava de ter o contacto dele para lhe perguntar por que raio fez ele aquilo, onde é que aprendeu inglês e se viu sequer o filme ou estava a olhar para outro sítio qualquer. Toda a minha vida vi legendas ao lado, desde ver o The Year Punk Broke na SIC Radical e ler "a Dee Dee Ramone" ou "o J. Mascotts" (quando os nomes vêm todos creditados) até ouvir o Biography Channel a falar d'"a Alan Parsons" e a Claire a perguntar à Nate no Six Feet Under se ela gosta "do Sleater-Kinney". Às vezes percebe-se (mas não se desculpa) por ser conhecimento específico e não haver tempo para os tradutores e encolhe-se ombros por não haver nada a fazer. Já legendas como as do Expendables não têm justificação possível. O Dolph Lundgren é agarrado e o tradutor só se lembra disso a meio. Quando o Sly lhe diz "You're using", o grande Luís Zanguineto escreve "Ainda estás utilizável". Isto, claro, além de traduzir mal, sem perceber, quase todas as frases do filme, especialmente os comentários atirados para o ar, que são quase todos desprovidos da linguagem colorida das personagens e ganham um novo significado, totalmente diferente do que estava planeado. Luís Zanguineto, por favor demite-te. Pára de estragar filmes com as tuas legendas terríveis. És mesmo muito mau no teu trabalho e devias dedicar-te a outra coisa. Eu falo americano e é o Expendables, mas tenho medo de que gente como esta traduza os filmes falados noutro estrangeiro que não o americano. Assusta-me.

sexta-feira, julho 23, 2010

Inception

Incrível, sem dúvida, mas alguém devia dizer ao Nolan que ele não sabe escrever diálogos (é assim tão difícil pedir a alguém para fazê-lo por ele?) e que a exposição deve ser evitada e não abusada. Ou ele faltou à aula do "Show, don't tell"?

domingo, julho 04, 2010

Time to sit back and unwind

É triste que, no dia a seguir a um (bom) barbecue de apresentação do (óptimo) É uma Água dos PAUS, bem complementado pelo 2001 do Dre e o Bitte Orca dos Dirty Projectors (não há, nem nunca houve, saco para o embuste que são os cLOUDDEAD, muito menos ao sol), saia uma banda sonora perfeita para qualquer evento ao ar livre. Falo, é claro, da mixtape do Mick Boogie com o Jazzy Jeff, com todas as canções do mundo que sabem a Verão. Até a mais óbvia, a perfeita, do próprio JJ, o mega-clássico "Summertime" (OK, falta a "Roller Skating Jam Named 'Saturdays'", não se pode ser gritantemente óbvio). Até dá vontade de ter um terraço e fazer barbecues a toda a hora.