terça-feira, fevereiro 24, 2009

Boas notícias

O Michael Cera quer fazer o filme do Arrested Development. Era o elo que faltava. Venha ele. O Andy Richter vai voltar para o Conan. Óptimo.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Funny People


Vai ser, obviamente, um acontecimento. O terceiro filme do Judd Apatow e um pouco mais sério que o resto, com um elenco só de gente grande (além da malta que aparece aqui, há o Aziz Ansari e o RZA, tenho quase a certeza de que se alguma vez fizesse um filme essas duas pessoas teriam de aparecer de alguma forma, nem que fosse sob a forma de uma fotografia escondida ou algo parecido). Porque ninguém me diz tanto quanto o Judd Apatow. Ninguém.

Óscares

Comentadores da TVI: se não sabem quem é que o Ben Stiller estava a imitar, demitam-se. Não fazem ideia do que é que estão a fazer ali. Toda a gente vos odeia. São incompetentes. Demitam-se. É mais fácil do que serem despedidos. Pelo menos admitem que são péssimos. Vocês não têm amigos? Se são vossos amigos a sério têm a obrigação de vos dizer: "Por favor parem." Não estranham que quando lhes perguntam se gostaram dos vossos comentários eles façam um silêncio desconfortável? Desapareçam. E levem convosco o Hugh Jackman. P-i-o-r d-e s-e-m-p-r-e. O Steve Martin disse menos de 10 frases e pôs-me a rebolar no chão a rir. E, já agora, o Ben Stiller estava a imitar o Joaquin Phoenix.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Conan

Sexta-feira vai para o ar o último episódio do Late Night with Conan O'Brien e não há maneira de não me sentir triste por isso. Apesar de prometerem que não, aquilo vai ser muito diferente na Califórnia. Uma hora antes, público novo, a cadeira do Carson e do Leno, a distância geográfica do Abe Vigoda e do James Lipton – sejamos francos, ele também vale muito lá e, sim, eu vi o episódio do Inside the Actors Studio com o Conan e quase chorei –, ou mesmo do Alec Baldwin – que diz que não vai até lá, até chamaram o Paulie Walnuts para matá-lo –, a falta de personagens e momentos irrelevantes de piadas inúteis que não se podem fazer naquele horário, convidados que têm de ser mais mediáticos, etc. É impossível não mudar.
Como – ainda mais – miúdo, há uns anos, a apanhar aquele senhor estranho na TV Cabo, ao lado daquele tipo meio gordo que agora já não está lá, o Late Night foi fulcral na formação do meu sentido de humor. Ensinou-me a inteligência da estupidez, do completamente irrelevante, idiota e a importância do não fazer sentido nenhum. Da classe e do estilo enquanto se faz isso.
Em 2001, com o advento da SIC Radical, apanhei dois programas que, de um modo ou de outro, mudaram completamente a minha vida, ou, no mínimo, a minha forma de ver certas coisas. Um era o Freaks and Geeks – fica para outra divagação – e outro o TV Funhouse. Este último, um falso programa para crianças que durou pouco tempo da Comedy Central, mostrou-me uma parte do génio do Robert Smigel quando eu não fazia ideia de quem era o Robert Smigel. Sabia, ou calculava, que tinha alguma coisa a ver com o Triumph, nada mais que isso. Só depois é que percebi que ele era uma das peças-chave da formação da identidade do Late Night, que fazia aquelas vozes todas – fui descobrindo, depois, pérolas dele como esta, no Dana Carvey Show, uma das maravilhas da década de 90 ou alguns sketches de TV Funhouse no Saturday Night Live.
Sexta-feira acaba isso tudo. Tenho fé num bom Tonight Show, disso não há dúvida, mas não vai ser a mesma coisa. Não vai ser tão parvo, tão Smigel. Vai ser mais profissional, menos inútil. E tenho muitas dúvidas de que Jimmy Fallon se safe no Late Night. O melhor, até agora, desta mudança, é a excitação do ?uestlove dos Roots – a nova banda residente do programa – que se topa à distância no Twitter dele. É que não reconheço piada nenhuma ao Fallon, mas dou-lhe o benefício da dúvida. Mesmo que ele se safe, o mundo vai mudar na sexta-feira. Sem dúvida alguma. E tenho medo que não volte a ser o mesmo.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

A roulotte do 'Ye

É sublime. Magistral. Magnífica. Épica. É tudo aquilo que se podia querer na nuca dele e muito mais. É assim que se faz, malta. Pudesse eu ter uma e teria certamente. E a Complex traça uma história da roulotte negra ao longo dos tempos. Sem desrespeito por nenhum dos nomes que aparecem na lista da Complex, é bom acabar a seguinte lista com o nome Kanye West: Richard Dean Anderson, Pedro Santana Lopes, Paulo Futre, Marco Paulo. Kanye West.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

The Pretender

Peça incrível do Kelefa Sanneh na New Yorker desta semana sobre o Will Oldham. É estupendo vê-lo a voltar a escrever sobre música. Óptima notícia. Ninguém escreve assim. Muito, muito bom. Melhor perfil de 2009. Sem sombra de dúvida.

sábado, janeiro 03, 2009

Fazem-me chorar

Os anúncios de Os Produtores que passam na televisão. Porquê? Porquê? Porquê?

sábado, dezembro 20, 2008

2009 3

Ainda outro conceito implícito: o Christopher Guest, o Harry Shearer e o Michael McKean (ou seja, os Spinal Tap e os Folksmen) são talvez o expoente máximo desse tipo de coisa.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

2009 2

O que está subentendido é que o Christopher Guest fez uma carreira inteira (brilhante) a partir da observação daquela cena. E momentos musicais que resultam em comédia portuguesa: os do fim d'O Programa do Aleixo. Porque não são canções originais.

2009

A história que o Christopher Guest contou de estar num hotel e ver o manager de uma banda inglesa a falar do baixista de uma banda de rock inglesa e pensar que podia ficar até ao final dos seus dias a assistir à troca idiota de palavras é a melhor parte do encontro entre o Ricky Gervais e o Christopher Guest, dois génios (prémio de consolação: o Guest a explicar que fica às vezes um ano sem fazer nada, sem ter uma única ideia, e que os filmes dele demoram imenso tempo a passar do pensamento à concretização). Um, claro, influenciou imensamente o outro, como fosse sequer concebível o The Office sem o This is Spinal Tap e o Waiting For Guffman (o Best in Show não deve ter saído a tempo de figurar como influência).
São os dois brilhantes fora desses dois contextos que são os seus expoentes máximos (o Guest é grande em praticamente tudo o que faz, especialmente pequenos papéis em filmes, conseguiu fazer com que a Jamie Lee Curtis casasse com ele; o Ricky Gervais tem o Extras, os espectáculos e milhares de coisas óptimas, nomeadamente o blog), e são os dois incríveis juntos nesta entrevista (muito melhor que a do Gervais ao Garry Shandling, outra influência-chave dele por causa do Larry Sanders Show). E já estiveram juntos em For Your Consideration, vão estar no Night at the Museum 2 (presumo que não contracenarão juntos), mas 2009 vai ser o melhor ano de sempre porque vai sair o This Side of the Truth, a estreia na realização do Gervais com praticamente toda a gente que interessa no mundo hoje em dia (sem qualquer tipo de exagero, basta provar aqui).
Não é só pelo filme, claro, 2009 também assistirá à ascensão do Aziz Ansari, a mais brilhante mente cómica nascida nos anos 80. No spin-off que não é spin-off do The Office americano que levou a que a Amy Poehler a sair do Saturday Night Live (quase que chorei no discurso dela no final do Weekend Update na semana passada) e no Funny People do Apatow (outro acontecimento do ano).
O Tumblr dele é provavelmente a coisa com mais piada que eu conheço e vai ser uma pena vê-lo abandoná-lo quando ficar famoso até dizer chega (ou não, o Gervais não abandona o blog e é uma estrela internacional, o Patton Oswalt – outro tipo brilhante – esteve no King of Queens, uma série muito mais bem sucedida do que a em que o Aziz aparecerá alguma vez será, fez a voz principal do Ratatouille e escrevia no blog do MySpace, mas são blogs pós-fama – não se pode chamar ao Human Giant fama a sério).
2009 também trará a estreia em disco dos Lonely Island, o trio do qual faz parte o Andy Samberg, provavelmente – agora que não há Amy Poehler – o melhor membro do elenco do Saturday Night Live (o Bill Hader também é grande, a Kristen Wiig é muito melhor e mais versátil que muitos dos papéis que mostra lá, e há gente muito boa, só que o Fred Armisen foi parvo este fim-de-semana); as não-imitações de celebridades dele são geniais, "I'm *inserir nome de famoso*, wazaaaaa? Laterz" (e as imitações a sério também: Mark Wahlberg talks to animals=muito nível). A questão é que faz todo o sentido lançarem um disco: têm acesso a convidados bons e sabem que para criar uma boa canção de comédia ou uma boa paródia é adorar acima de tudo aquilo que estão a parodiar (o que se nota imenso, se se tirasse a parte cómica, muito daquilo funcionaria como canções a sério). O que é muito, muito mais do que a preguiça que muita gente costuma ter nestas coisas (especialmente os portugueses): não basta pegar num ou dois lugares comuns e ideias feitas e transformá-las em piada, é preciso saber como é que funciona o jogo.
Pegue-se no exemplo de "I Ran", para mim, um dos melhores momentos de humor desta década e algo de que nunca me farto (o que é estranho para algo que é humor tópico, que servia o propósito de gozar com a estadia de Mahmoud Ahmadinejad – consegui escrever o nome dele à primeira sem precisar de confirmação e é só por causa do meu amor pela canção – em Nova Iorque e os comentários sobre homossexuais). E tudo porque parece que é a sério. Como o Kanye West um dia percebeu, bastava um sample de piano triste e o Adam Levine dos Maroon 5 no refrão para fazer alguém chorar. E foi isso que o Samberg fez, para além de pegar no brilhante Fred Armisen (o Obama dele é muito bom, digam o que disserem) para imitar o Mahmoud, pôs o Adam Levine a cantar o refrão. A letra é óptima, e mesmo que tenha demorado pouco tempo a fazer (há sempre a pressão do programa e uma semana apenas), eles conheciam e sabiam como devia ser feito (aquele sample do Aphex Twin pedia uma canção assim, fora de qualquer comédia). E é essa a grande diferença entre eles e gente que não se dá sequer ao trabalho de saber um bocadinho sobre o que está a fazer. A entrevista deles na Pitchfork vale muito a pena (são amigos do Justin Timberlake e colaboram com o T-Pain, mas o Samberg tem um pedigree indie brutal: andou/anda com a Joanna Newsom, o que me faz invejá-lo de ainda mais uma maneira).

O meu novo herói

O gajo da luva do 30 Rock. Que grande.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Foda-se. Isto não tinha obrigação nenhuma de ser bom. Seria impressionante só pela quantidade de gente envolvida (esta malha tem o David Byrne, o Chuck D e o Seu Jorge, por exemplo, o disco tem o Tom Waits, a M.I.A., membros do Wu-Tang Clan, etc.). Valeria só por isso, curiosidade. Mas é malha. Vês, Norman Cook? É assim que se junta o Byrne e rap.

sexta-feira, novembro 28, 2008

The Mentalist

The Mentalist. Coletes e sobrancelhas. Precisava de um police procedural na minha vida. Encontrei-o.

quarta-feira, novembro 26, 2008

What's so funny, Stephen?



Soberbo.

segunda-feira, novembro 24, 2008

The greatest gift of all

Este é o melhor Natal de sempre. Não há nada de especial a passar-se em Inglaterra, ao contrário do ano passado, quando houve o especial do Extras. Mas noutros sítios há. A melhor mini-série portuguesa de sempre, Um Mundo Catita, já estreou na televisão. É um conto de Natal incrível. E ontem, lá no estrangeiro, estreou A Colbert Christmas, o especial de Natal do Stephen Colbert. A história é simples: o Stephen Colbert quer fazer um especial de Natal com o Elvis Costello. Isso seria, só por si, um evento, um acontecimento, algo a celebrar. Só que o raio da coisa tem 40 minutos e é brilhante. E grandes, grandes canções. Esta é uma delas:




O John Legend é o R. Kelly das especiarias. E canta, no final, uma canção do Elvis Costello. Um bocadinho, pelo menos. Algo que o Kells nunca faria. Pontos para ele.

Por falar nisso, quarta-feira sai na Time Out um texto meu sobre o enorme, o grande, o incomparável, o sublime Stephen Colbert e o seu delicioso Colbert Report. Não é só por isso que estou a insistir tanto nele. É que este vai ser mesmo o melhor Natal do mundo de sempre.

sexta-feira, novembro 21, 2008

30 Rock

O episódio de ontem tinha o Steve Martin (também conhecido como o maior de todo o sempre e o homem com mais classe do mundo). E consegue continuar a média de uma frase genial, hilariante e intensamente memorável que nunca me sairá da cabeça até morrer por minuto. Aquela gente é rude, anda a brincar com isto, uma pessoa tem de escolher quais vai decorar. Esta foi a que ficou: "I can't believe you're out of the game, it's like Picasso not painting, or Bruce Willis not combining action and rock harmonica." E a classe do Alec Baldwin estava no mesmo ecrã que a classe do Steve Martin e o mundo não explodiu. Curioso.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Simon+Colbert





O maior escritor de canções de sempre (e rei da comédia, desde o primeiro ano do SNL) com o Stephen Colbert. Clássico instantâneo.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Kano

A cadência das palavras dele por causa da pronúncia inglesa são perfeitas e ficam óptimas aqui. Já me esquecia do quanto gostava do Kano, porra. "Brown Eyes", a história de amor na onda chipmunk soul ao nível de produções do Kanye West ou do Just Blaze, "Nite Nite" com a parte cantada do Leo The Lion e o tom conversacional do Mike Skinner e o "War Pigs" (melhor canção de sempre?) em "I Don't Know Why".

Black Diamond

Segundo isto, a versão internacional do Black Diamond tem uma malha com o Kano. O primeiro disco do Kano era bestial (a malha com o Mike Skinner, a "Brown Eyes" e a malha que samplava Black Sabbath eram as três melhores), o outro não ouvi, já que o single com o Craig David era demasiado mau. Mas uma malha com Buraka Som Sistema? Deve ser pouco grande, deve. É uma pena não ter saído cá.