O gajo da luva do 30 Rock. Que grande.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
terça-feira, dezembro 02, 2008
Foda-se. Isto não tinha obrigação nenhuma de ser bom. Seria impressionante só pela quantidade de gente envolvida (esta malha tem o David Byrne, o Chuck D e o Seu Jorge, por exemplo, o disco tem o Tom Waits, a M.I.A., membros do Wu-Tang Clan, etc.). Valeria só por isso, curiosidade. Mas é malha. Vês, Norman Cook? É assim que se junta o Byrne e rap.
sexta-feira, novembro 28, 2008
The Mentalist
The Mentalist. Coletes e sobrancelhas. Precisava de um police procedural na minha vida. Encontrei-o.
quarta-feira, novembro 26, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
The greatest gift of all
Este é o melhor Natal de sempre. Não há nada de especial a passar-se em Inglaterra, ao contrário do ano passado, quando houve o especial do Extras. Mas noutros sítios há. A melhor mini-série portuguesa de sempre, Um Mundo Catita, já estreou na televisão. É um conto de Natal incrível. E ontem, lá no estrangeiro, estreou A Colbert Christmas, o especial de Natal do Stephen Colbert. A história é simples: o Stephen Colbert quer fazer um especial de Natal com o Elvis Costello. Isso seria, só por si, um evento, um acontecimento, algo a celebrar. Só que o raio da coisa tem 40 minutos e é brilhante. E grandes, grandes canções. Esta é uma delas:
O John Legend é o R. Kelly das especiarias. E canta, no final, uma canção do Elvis Costello. Um bocadinho, pelo menos. Algo que o Kells nunca faria. Pontos para ele.
Por falar nisso, quarta-feira sai na Time Out um texto meu sobre o enorme, o grande, o incomparável, o sublime Stephen Colbert e o seu delicioso Colbert Report. Não é só por isso que estou a insistir tanto nele. É que este vai ser mesmo o melhor Natal do mundo de sempre.
The Colbert ReportMon - Thurs 11:30pm / 10:30c
O John Legend é o R. Kelly das especiarias. E canta, no final, uma canção do Elvis Costello. Um bocadinho, pelo menos. Algo que o Kells nunca faria. Pontos para ele.
Por falar nisso, quarta-feira sai na Time Out um texto meu sobre o enorme, o grande, o incomparável, o sublime Stephen Colbert e o seu delicioso Colbert Report. Não é só por isso que estou a insistir tanto nele. É que este vai ser mesmo o melhor Natal do mundo de sempre.
sexta-feira, novembro 21, 2008
30 Rock
O episódio de ontem tinha o Steve Martin (também conhecido como o maior de todo o sempre e o homem com mais classe do mundo). E consegue continuar a média de uma frase genial, hilariante e intensamente memorável que nunca me sairá da cabeça até morrer por minuto. Aquela gente é rude, anda a brincar com isto, uma pessoa tem de escolher quais vai decorar. Esta foi a que ficou: "I can't believe you're out of the game, it's like Picasso not painting, or Bruce Willis not combining action and rock harmonica." E a classe do Alec Baldwin estava no mesmo ecrã que a classe do Steve Martin e o mundo não explodiu. Curioso.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Simon+Colbert
O maior escritor de canções de sempre (e rei da comédia, desde o primeiro ano do SNL) com o Stephen Colbert. Clássico instantâneo.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Kano
A cadência das palavras dele por causa da pronúncia inglesa são perfeitas e ficam óptimas aqui. Já me esquecia do quanto gostava do Kano, porra. "Brown Eyes", a história de amor na onda chipmunk soul ao nível de produções do Kanye West ou do Just Blaze, "Nite Nite" com a parte cantada do Leo The Lion e o tom conversacional do Mike Skinner e o "War Pigs" (melhor canção de sempre?) em "I Don't Know Why".
Black Diamond
Segundo isto, a versão internacional do Black Diamond tem uma malha com o Kano. O primeiro disco do Kano era bestial (a malha com o Mike Skinner, a "Brown Eyes" e a malha que samplava Black Sabbath eram as três melhores), o outro não ouvi, já que o single com o Craig David era demasiado mau. Mas uma malha com Buraka Som Sistema? Deve ser pouco grande, deve. É uma pena não ter saído cá.
sábado, outubro 25, 2008
Once
Porque é que "Once in a Lifetime", dos Talking Heads (provavelmente, a melhor canção de sempre), é sempre usada para anunciar filmes políticos? Há quase um ano foi o Charlie Wilson's War, agora é o W.
sexta-feira, outubro 24, 2008
'808s and Heartbreak
'808s and Heartbreak é o melhor nome de sempre. Porquê? Porque sim. Porque de um lado há o TR-808 da Roland. A caixa de ritmos. O sintético. A máquina. As batidas. A batida sintética que imita o bater do coração na "Love Lockdown". O auto-tune que o Kanye West usa na voz em quase todas as canções (ou mesmo todas, ao que parece) do disco. Por outro, a dor de coração. O sentimento. O orgânico. A rima imperfeita que há no título. O plural e o singular. Porque vai ser importante, quer se goste, quer não. E parece-me muito provável que eu vá gostar. Mesmo que não seja um bom disco, já tem o título que não me sai da cabeça, por muito que tente.
sábado, outubro 18, 2008
I need love
A minha insistência em dizer que a parte rock da Santogold não rende é enorme. Mas é porque me irrita. Há boas canções escondidas por detrás daqueles arranjos banais. Anda aí um remix de uma delas, "I'm a Lady", pelo Diplo. Transforma uma canção assim-assim numa versão da "I Need Love" do LL Cool J (um clássico das slow jams, e o vídeo também) com a voz da Amanda Blank (a minha heroína desde que a vi em Londres com Bonde do Rolê e uma t-shirt de mangas cortadas do Purple Rain do Prince e alguém que merece o céu pelas estrofes na "Bump" e na "Loose" de Spank Rock e a participação na "Sexy MF" do Pase Rock). Malha.
E ainda estou à espera de um remix que mostre que "Lights Out" é uma das canções do ano, que a versão original dá a entender isso mas estraga tudo.
E ainda estou à espera de um remix que mostre que "Lights Out" é uma das canções do ano, que a versão original dá a entender isso mas estraga tudo.
sexta-feira, outubro 17, 2008
'Ye
'808s, coração partido, 40 mulheres nuas (pretas e brancas) e auto-tune. "Love Lockdown" (diz o Jon Caramanica – que me faz não ter muitas saudades do Kelefa Sanneh – no New York Times que é a melhor canção dos TV On The Radio deste ano e faz sentido), "Heartless" e "Coldest Winter". Se há alguém que consegue fazer isto funcionar, é o Kanye West.
quarta-feira, outubro 15, 2008
You're on point
A brincar, a brincar, o meu MC preferido vai ter novo álbum não tarda nada e (provavelmente) vai ser bom.
segunda-feira, outubro 06, 2008
The Very Best
O facto de o Esau Mwamwaya (tão bom que merece um Óscar; daqui a seis meses vai tomar conta do mundo, já podia tê-lo feito antes, mas decidiu esperar) ainda não ter lançado nada em formato físico é uma espécie de apelo à pirataria em DJ sets, não é? E onde é que está o freestyle dele por cima do beat da "A Milli"? Isso é que eu gostava de saber.
domingo, setembro 28, 2008
Feig, o falhado
Vinha no New York Times anteontem, só vi hoje: um perfil do Paul Feig. Criador do Freaks and Geeks (no meu top 10 de séries favoritas de sempre, certamente) e o maior/melhor falhado de sempre. Grande, grande, muito grande. Cheio de ideias, cheio de falhanços, cheio de desilusões. A comédia dos falhados, dos perdedores, dos feios, dos gordos, dos incompreendidos, dos que gostam demasiado de coisas pouco fixes. Em suma, o meu herói.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Love Lockdown #2
O que não quer, de todo, dizer que espero que o 808s and Heartbreak seja todo assim, mas espero que tenha TR-808s e corações partidos e, se não fosse pedir demasiado, rap (ele pode ser um mau rapper, mas é melhor rapper que cantor, e o auto-tune cansa imenso, alguém alguma vez ouviu um disco do T-Pain até ao fim, para além dele?). Kanye triste vale sempre.
Love Lockdown
Que se foda: "Love Lockdown" é malha. Auto-tune, batida do coração, piano, refrão, vale. Mas também, como o próprio diz: "I could stand there in a fucking Speedo and still look like a fuckin' hero."
sábado, setembro 20, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
Melhor site de todo o sempre
Porque todas as canções do mundo, por muito boas que sejam, seriam sempre melhores com um bocadinho de cowbell e um bocadinho de Christopher Walken. A sério. Experimentem com qualquer uma. Este é o site e com ele qualquer canção pode ficar com o som de dinamite que o Bruce Dickinson ("yes, the Bruce Dickinson") deu a "(Don't Fear) The Reaper". Antes havia canções que podiam ser melhores. Agora não. Exemplo (já passaram oito anos [pronto, nove no caso da malha] e o sketch e a malha continuam míticos, para sempre, comédia e música para sempre):
| Make your own at MoreCowbell.dj | ||
quinta-feira, setembro 11, 2008
This is how I live, Russell
Uma "entrevista" estupenda, uma conversa entre o Russell Brand e o Morrissey (e a mãe do Russell Brand). Achava o Russell Brand irritante, por causa do cabelo, a voz, etc., mas passei a gostar dele algures durante este ano, não faço ideia porquê. O ego enorme, a constante necessidade de atenção, as partes auto-depreciativas não justificáveis, etc. Tem muito em comum com a pessoa com quem fala aqui, o homem mais bonito do mundo e o maior de sempre. "There's nothing else to be obsessed with but the self", diz Brand. "Is there anything that you're not? Because you seem to claim you're everything", diz Morrissey. Ambos têm uma extrema necessidade de serem amados e de lhes darem atenção. E ambos têm muita piada. E divertem-se. É bom.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Um dos meus grandes desgostos na vida
O Ol' Dirty Bastard nunca ter gravado um disco de standards. Ou de canções de natal. Seria incrível. Era a voz de um anjo. O Mark Ronson aproveitou-a para fazer magia. O Gregg Gillis (Girl Talk) pegou nela e pô-la em cima de "Autumn Sweater" dos Yo La Tengo e fez muito bem, mas aí não estava a cantar. Se existissem mais gravações dele a cantar o mundo seria um sítio bem mais bonito. Muito melhor que o Sid Vicious a cantar "My Way" seria o Ol' Dirty Bastard a fazê-lo. Alguém o ressuscite para cantar os songbook de Gershwin, Irving Berlin, Cole Porter, Rodgers e Hart? Meu Deus, até Bacharach e David. Seria incrível. E canções de natal? "Jingle Bells"? "White Christmas"? OK, teríamos de atirar um ou outro "oh nigga I'm burnin' up" ou um "I'll fuck yo' ass up" no meio, mas seria bestial.
Melhor nome de sempre?
O novo disco do Kanye West, diz-se, vai-se chamar 808s and Heartbreak. Melhor nome de sempre?
quarta-feira, setembro 03, 2008
Alec
O Alec Baldwin é o meu herói. Narrou um dos meus filmes preferidos e é basicamente o maior do mundo no 30 Rock, uma sitcom bestial. Não é só a voz dele, é também o porte e a pinta – ninguém tem mais pinta que ele no mundo inteiro. Este perfil da New Yorker mostra-o como um homem desiludido, chateado com as voltas que a vida deu, sem grande amor-próprio e com muitos desgostos. Ou seja, fá-lo parecer ainda mais fixe.
He is very conscious of what is lacking in his life—a spouse, for example, and a film career something like Jack Nicholson’s, and the governorship of New York—and his rhetoric can sometimes bring to mind a scene from “30 Rock” in which Baldwin, in his role as Jack Donaghy, a shameless but astute TV executive, stares at an equestrian painting by Stubbs and, in a growled whisper of longing, says, “I wish I were a horse—strong, free, my chestnut haunches glistening in the sun.” According to Lorne Michaels, the executive producer of “Saturday Night Live” and an executive producer of “30 Rock,” Baldwin “guards against enjoyment.” (Michaels is a friend of Baldwin’s and was a model for the Donaghy character.) “I’ll say, ‘Alec, you have one of the best writers in television’ ”—Tina Fey—“ ‘writing this part for you. It’s shot in New York, where you chose to live. You work three days a week, you get paid a lot of money, you’re getting awards. It’s a great time in your life. It’s an all-good thing. And, if you were capable of enjoying it, it would be even better.’ ” Or, as William Baldwin, one of Alec’s three younger brothers, said recently, “There’s always something for him to fucking whine about.”
–
“Do you want to know the truth?” Baldwin said to me not long ago. “I don’t think I really have a talent for movie acting. I’m not bad at it, but I don’t think I really have a talent for it.” He described the film actor’s need to project strength and weakness simultaneously. “Nicholson’s my idol this way. Pacino. There’s a mix you have to have where the character is vulnerable, the character is up against it, but there’s still a glimmer of resourcefulness in his eye—you look at him and the character is telegraphing to you this is not going to last very long. ‘I’m down’—Randle McMurphy, Serpico, whatever it is—‘but it’s not going to last, I’m still going to figure my way out of this.’ ” In contrast, he referred to Orson Welles. “Welles was a powerful actor, but he wasn’t always a great actor,” Baldwin said, with, perhaps, a faint nod to his own career. “Even when Welles was lost, he was arrogant.”
–
I recently asked Marci Klein, one of Baldwin’s closest friends, if she had tried to discourage Baldwin from writing the book about his legal battle with Kim Basinger. “Oh, yes,” she said. Klein is a senior producer on “Saturday Night Live” and an executive producer on “30 Rock”; she has known Baldwin since he was first on “S.N.L.” She told me, “I said, ‘Do not write this book. Nobody cares. Nobody wants to hear about your divorce anymore.’ ” She laughed. “He goes, ‘You bitch!’ I go, ‘You loser!’ We work well together.”
Baldwin and Klein—who is forty-one and married, with young children—chaperone each other to award shows or sit at home and order takeout. “He’s happiest eating Lupe’s Mexican food and watching a movie,” Klein said. “I like to ask him, ‘Who fucked you up? Which girl in sixth grade?’ ” Baldwin often jokes about how they should have married. “But we’re friends,” she said. “And also I feel like I’m his mother, even though I’m a lot younger than him. I feel like I take care of him.” She added, “Marriage is very important to him. He didn’t want to get divorced. He wanted to make it work. He was very committed. With men, it’s not the first thing—‘I want to get married, I want to have kids’—but Alec is a different kind of guy. And therefore having it not work, for whatever reasons, was very difficult for him.”
–
In late 2004, when Fey—then the head writer for “Saturday Night Live”—began to devise “30 Rock,” it was in the hope, but not the expectation, that Baldwin would play the boss of Fey’s character, Liz Lemon, who is the head writer for a show something like “Saturday Night Live.” As Lorne Michaels said recently, “We were looking for a foil for Tina’s character—someone who was right just often enough to be infuriating.” Baldwin was wary. It was a sitcom, and he had played Macbeth and Stanley Kowalski on the New York stage. His mind turned to the example of Conrad Bain, the actor with a fine theatrical background who came to be Philip Drummond, the white father of two adopted African-American boys, on “Diff’rent Strokes.” Embroidering on this thought, Baldwin imagined an actor who signs up for the quick money of a sitcom pilot quite confident that the show will never be commissioned: “The agent’s saying, ‘Don’t worry, it’s the biggest piece of shit in the history of show business.’ Cut to six years later: you’re in your dressing room, you’re in season five, and on the wall are posters of you from the New York Shakespeare Festival—these achingly beautiful posters on the wall. By that point, you’re making a hundred and seventy-five thousand a week, you’ve got a house in East Hampton, you’re getting laid constantly, you’ve got closets of beautiful Italian suits, and you’ve got three cars in the garage and you’re paying alimony to your ex-wife who’s living down in Florida. And you’re doing the same jokes, again and again and again.”
Baldwin, who admires Fey—“She’s so bright you’re always wondering if you’re boring her,” he says—agreed to be in the pilot, but on the understanding that, if the show worked out, he would appear in no more than six episodes a season, for six seasons. The pilot was made. NBC saw it, and offered to take the show only if Baldwin was in all twenty-one episodes of the first season. It was a fair judgment: Baldwin’s Donaghy—too smart and too perverse to be a standard business blowhard—was an obvious asset. Although originally conceived as a bullying antagonist to Liz Lemon, by the time of the pilot the character had already begun to expand into a fellow-protagonist, a cynic who guides a neurotic. Unpunished for saying aloud what he should not even be thinking (“Don’t ever make me talk to a woman that old again”), Donaghy became a kind of mentor to the writers and performers under him. In Baldwin’s mind, “Jack Donaghy is Lorne, first and foremost. ‘What am I, a farmer?’ That is Lorne. I think he said that. Lorne’s got a tuxedo in the glove compartment of his car. Lorne is a big-ticket A-list New York water buffalo. He’s big on the Serengeti. Lorne is a person who seduces you into thinking that if you take his advice and play your cards right you’re going to end up with his life.”
–
He bought a coffee at Starbucks, where a young woman said something nice about “30 Rock.” “I do feel I’m entering that Clinton phase,” he said after we left. “I’m fifty. There are women who’ll go up to a young movie star and they’ll look at him, like, ‘There are certain things I really want to do with you, and it’s pretty plain to anyone why I’d want to do them with you.’ And then there are people who look at me now, at my age, and they’ll look at me and the look is ‘I can’t explain why, because it’s kind of strange . . .’ It confounds and perplexes even them. ‘In spite of the fact that you don’t look like a young leading man anymore, I’d quite like to throw you down on this blanket right now.’ A bit of that.”
He is very conscious of what is lacking in his life—a spouse, for example, and a film career something like Jack Nicholson’s, and the governorship of New York—and his rhetoric can sometimes bring to mind a scene from “30 Rock” in which Baldwin, in his role as Jack Donaghy, a shameless but astute TV executive, stares at an equestrian painting by Stubbs and, in a growled whisper of longing, says, “I wish I were a horse—strong, free, my chestnut haunches glistening in the sun.” According to Lorne Michaels, the executive producer of “Saturday Night Live” and an executive producer of “30 Rock,” Baldwin “guards against enjoyment.” (Michaels is a friend of Baldwin’s and was a model for the Donaghy character.) “I’ll say, ‘Alec, you have one of the best writers in television’ ”—Tina Fey—“ ‘writing this part for you. It’s shot in New York, where you chose to live. You work three days a week, you get paid a lot of money, you’re getting awards. It’s a great time in your life. It’s an all-good thing. And, if you were capable of enjoying it, it would be even better.’ ” Or, as William Baldwin, one of Alec’s three younger brothers, said recently, “There’s always something for him to fucking whine about.”
–
“Do you want to know the truth?” Baldwin said to me not long ago. “I don’t think I really have a talent for movie acting. I’m not bad at it, but I don’t think I really have a talent for it.” He described the film actor’s need to project strength and weakness simultaneously. “Nicholson’s my idol this way. Pacino. There’s a mix you have to have where the character is vulnerable, the character is up against it, but there’s still a glimmer of resourcefulness in his eye—you look at him and the character is telegraphing to you this is not going to last very long. ‘I’m down’—Randle McMurphy, Serpico, whatever it is—‘but it’s not going to last, I’m still going to figure my way out of this.’ ” In contrast, he referred to Orson Welles. “Welles was a powerful actor, but he wasn’t always a great actor,” Baldwin said, with, perhaps, a faint nod to his own career. “Even when Welles was lost, he was arrogant.”
–
I recently asked Marci Klein, one of Baldwin’s closest friends, if she had tried to discourage Baldwin from writing the book about his legal battle with Kim Basinger. “Oh, yes,” she said. Klein is a senior producer on “Saturday Night Live” and an executive producer on “30 Rock”; she has known Baldwin since he was first on “S.N.L.” She told me, “I said, ‘Do not write this book. Nobody cares. Nobody wants to hear about your divorce anymore.’ ” She laughed. “He goes, ‘You bitch!’ I go, ‘You loser!’ We work well together.”
Baldwin and Klein—who is forty-one and married, with young children—chaperone each other to award shows or sit at home and order takeout. “He’s happiest eating Lupe’s Mexican food and watching a movie,” Klein said. “I like to ask him, ‘Who fucked you up? Which girl in sixth grade?’ ” Baldwin often jokes about how they should have married. “But we’re friends,” she said. “And also I feel like I’m his mother, even though I’m a lot younger than him. I feel like I take care of him.” She added, “Marriage is very important to him. He didn’t want to get divorced. He wanted to make it work. He was very committed. With men, it’s not the first thing—‘I want to get married, I want to have kids’—but Alec is a different kind of guy. And therefore having it not work, for whatever reasons, was very difficult for him.”
–
In late 2004, when Fey—then the head writer for “Saturday Night Live”—began to devise “30 Rock,” it was in the hope, but not the expectation, that Baldwin would play the boss of Fey’s character, Liz Lemon, who is the head writer for a show something like “Saturday Night Live.” As Lorne Michaels said recently, “We were looking for a foil for Tina’s character—someone who was right just often enough to be infuriating.” Baldwin was wary. It was a sitcom, and he had played Macbeth and Stanley Kowalski on the New York stage. His mind turned to the example of Conrad Bain, the actor with a fine theatrical background who came to be Philip Drummond, the white father of two adopted African-American boys, on “Diff’rent Strokes.” Embroidering on this thought, Baldwin imagined an actor who signs up for the quick money of a sitcom pilot quite confident that the show will never be commissioned: “The agent’s saying, ‘Don’t worry, it’s the biggest piece of shit in the history of show business.’ Cut to six years later: you’re in your dressing room, you’re in season five, and on the wall are posters of you from the New York Shakespeare Festival—these achingly beautiful posters on the wall. By that point, you’re making a hundred and seventy-five thousand a week, you’ve got a house in East Hampton, you’re getting laid constantly, you’ve got closets of beautiful Italian suits, and you’ve got three cars in the garage and you’re paying alimony to your ex-wife who’s living down in Florida. And you’re doing the same jokes, again and again and again.”
Baldwin, who admires Fey—“She’s so bright you’re always wondering if you’re boring her,” he says—agreed to be in the pilot, but on the understanding that, if the show worked out, he would appear in no more than six episodes a season, for six seasons. The pilot was made. NBC saw it, and offered to take the show only if Baldwin was in all twenty-one episodes of the first season. It was a fair judgment: Baldwin’s Donaghy—too smart and too perverse to be a standard business blowhard—was an obvious asset. Although originally conceived as a bullying antagonist to Liz Lemon, by the time of the pilot the character had already begun to expand into a fellow-protagonist, a cynic who guides a neurotic. Unpunished for saying aloud what he should not even be thinking (“Don’t ever make me talk to a woman that old again”), Donaghy became a kind of mentor to the writers and performers under him. In Baldwin’s mind, “Jack Donaghy is Lorne, first and foremost. ‘What am I, a farmer?’ That is Lorne. I think he said that. Lorne’s got a tuxedo in the glove compartment of his car. Lorne is a big-ticket A-list New York water buffalo. He’s big on the Serengeti. Lorne is a person who seduces you into thinking that if you take his advice and play your cards right you’re going to end up with his life.”
–
He bought a coffee at Starbucks, where a young woman said something nice about “30 Rock.” “I do feel I’m entering that Clinton phase,” he said after we left. “I’m fifty. There are women who’ll go up to a young movie star and they’ll look at him, like, ‘There are certain things I really want to do with you, and it’s pretty plain to anyone why I’d want to do them with you.’ And then there are people who look at me now, at my age, and they’ll look at me and the look is ‘I can’t explain why, because it’s kind of strange . . .’ It confounds and perplexes even them. ‘In spite of the fact that you don’t look like a young leading man anymore, I’d quite like to throw you down on this blanket right now.’ A bit of that.”
quarta-feira, agosto 27, 2008
sexta-feira, agosto 22, 2008
Spaced
Não me consigo cansar de ler entrevistas com o Edgar Wright, o Simon Pegg e a Jessica Hynes (antes Stevenson) sobre o lançamento do Spaced em DVD nos Estados Unidos (é uma pena eu ter a versão inglesa do DVD, sem o documentário e sem os comentários de luxo: Kevin Smith, Quentin Tarantino, Patton Oswalt, Bill Hader e o embuste que é a Diablo Cody). Esta, do Ain't it Cool News, foi feita há três semanas na Comic Con. E são três génios a falar sobre uma série incrível, óptimas pessoas com quem se quer passar muito, muito tempo. Vem aí um filme escrito pelo Simon Pegg e o Nick Frost que não é realizado pelo Wright, mas sim pelo Greg Mottola. Isso e o This Side of the Truth do Ricky Gervais, cujo blog também não me canso de ler, são algumas das melhores coisas que aí vêm.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Rindo da tragédia
O Expresso fez-me rir da morte do Isaac Hayes. Traduziram "treadmill" como "moinho", quando "treadmill" é uma passadeira de exercício. Sim, sim, a música e tal, Shaft, milhentas outras coisas, génio absoluto, mas terá sempre lugar no meu coração como Asneeze, pai de Ahchoo, num filme que vi demasiadas vezes quando era pequeno (e que, a par do South Park, mostra que Hayes, apesar da loucura induzida pela cientologista, era um comediante muito melhor do que um certo senhor de cor que morreu ontem, com o devido respeito pela sua morte).
segunda-feira, julho 21, 2008
Outras falhas
"Come Close", Common com Mary J. Blige. Está aqui. Vi este vídeo no MTV New (quando era apresentado por uma americana qualquer) algures em 2003, ela dzia que era o equivalente alternativo do dueto do Nelly com a Kelly Rowland ("Dilemma"). Na altura pareceu-me bem (sou parcial, nunca resisto à voz do Pharrell e aqui ouve-se lá ao fundo, por baixo da da Mary J. Blige), tinha decidido há pouco tempo que não gostava do Common, mas gostei. "It's just a fly love song", diz ele no início, citando o Q-Tip numa canção que não era, de todo, uma "fly love song".
Melhor cena de sempre?
Uma lição incrível sobre a pop do final dos anos 90 e dos anos 2000. Tirem uma tarde ou uma noite para absorver isto. São 50 e tal clássicos. Falta uma das minhas favoritas, contudo: "The Art of Noise" de um Cee-Lo Green pré-Gnarls Barkley. E também tem tiros ao lado (pergunto-me se existe alguma coisa no mundo pior que "Allure" do Jay-Z), para além de um erro factual (segundo consta, o Pharrell escreveu uma das estrofes do "Rump Shaker" dos Wreckx-N-Effect, não foi trabalho de produção, o que é estranhíssimo tendo em conta que ele é péssimo com as palavras).
terça-feira, maio 13, 2008
Roots
Os Roots têm um membro que toca sousafone. Chama-se Tuba Gooding Jr. Como é que é possível, assim, o Rising Down não ser óptimo? Também há outros factores claro. O afro e a barba do ?uestlove. E a bateria dele, claro. E aquela cantiga com o Wale e a Chrisette Michele. E começar com o Mos Def a rimar e não a cantar. E aqui não é só por causa dos 75 compassos sem o Blackthought parar para respirar.
quinta-feira, maio 01, 2008
Algumas ideias/dúvidas
A descoberta do rock pela Santi White (Santogold) foi das maiores tragédias deste século e é por isso que Santogold não é assim tão bom ("Creator" continua a ser melhor-de-sempre, obviamente). O novo álbum do Common vai ter um verso dela. Da Billboard:
Cee-Lo and The Neptunes' pop group, Chester French, guest on the album, but Common says singer-MC Santogold is "one of my favorite artists right now" and adds that he's awaiting a verse from her for the track "Runaway," which draws its guitar riff from Pat Benatar's 'Love Is A Battlefield."
E se for como quando ela se mete no rock? Será menos mau do que quando ele se mete no rock (Electric Circus tem canções muito boas, mas também tem outras muito, muito más)? Será que "electro-tinged" é parecido com o Common a rimar por cima de beats do Switch ou do Diplo? Será que isso é tão mau na prática como em teoria?
Cee-Lo and The Neptunes' pop group, Chester French, guest on the album, but Common says singer-MC Santogold is "one of my favorite artists right now" and adds that he's awaiting a verse from her for the track "Runaway," which draws its guitar riff from Pat Benatar's 'Love Is A Battlefield."
E se for como quando ela se mete no rock? Será menos mau do que quando ele se mete no rock (Electric Circus tem canções muito boas, mas também tem outras muito, muito más)? Será que "electro-tinged" é parecido com o Common a rimar por cima de beats do Switch ou do Diplo? Será que isso é tão mau na prática como em teoria?
segunda-feira, abril 28, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
Fico contente #2
When you imagine Gervais and Merchant in a room together, you'd imagine they'd take their inspiration from schoolboy pranks and juvenile jokes. The reality is rather surprising. 'We use mood boards. Poems, music, reminding us of the place, the time, of what we're writing. For The Office, for instance, Betjeman's poem about Slough was there, reminding us. For Men at the Pru it's Springsteen: "Thunder Road".
"You ain't a beauty but hey you're alright." Como se não houvesse razões suficientes.
"You ain't a beauty but hey you're alright." Como se não houvesse razões suficientes.
Fico contente
Eu, que nunca li um livro na vida, por isto:
The one time I'm properly taken aback by a response, for instance, comes when we're talking books. What does he like to read? (I can only assume that he does.) 'I don't read books. I'm sorry. I can't. I can't read books, other people's books. After the first sentence, the first paragraph, I'm off on my own scenario. It's no longer their book. I'm not reading it any more, I've put it down before turning the first page, I'm writing my own chapters, fitting in my own characters, trying to make it take off my way. So this would happen, then that would happen, of course that character would ... no, it's hopeless, so now I just don't.'
E ele é o Ricky Gervais. E não lê. E vai fazer uma série nova com o Stephen Merchant. É sobre vendedores de seguros nos anos 70 em Reading, mas podia ser sobre trabalhadores das finanças em Massamá nos anos 90 que seria igualmente interessante.
The one time I'm properly taken aback by a response, for instance, comes when we're talking books. What does he like to read? (I can only assume that he does.) 'I don't read books. I'm sorry. I can't. I can't read books, other people's books. After the first sentence, the first paragraph, I'm off on my own scenario. It's no longer their book. I'm not reading it any more, I've put it down before turning the first page, I'm writing my own chapters, fitting in my own characters, trying to make it take off my way. So this would happen, then that would happen, of course that character would ... no, it's hopeless, so now I just don't.'
E ele é o Ricky Gervais. E não lê. E vai fazer uma série nova com o Stephen Merchant. É sobre vendedores de seguros nos anos 70 em Reading, mas podia ser sobre trabalhadores das finanças em Massamá nos anos 90 que seria igualmente interessante.
domingo, março 30, 2008
Charlie Kaufman
No meu post de ódio ao Hulu.com (que entretanto já consegui contornar) esqueci-me de uma das pessoas mais importantes (do mundo, de sempre, etc.) na lista de gente que escrevia o Dana Carvey Show: o Charlie Kaufman. Pequei.
sexta-feira, março 28, 2008
Afinal o Pete Doherty não vai morrer
A cientologia vai-lhe salvar a vida. Mas nem tudo são más notícias, pode ser que se reforme.
quarta-feira, março 26, 2008
Not feelin' it
A merda do Hulu. É um serviço que deixa ver séries gratuita e legalmente, mas só funciona para americanos. Tem uma das quatro séries mais importantes para o humor que se faz hoje em dia: Dana Carvey Show. As outras são o Mr. Show, o Freaks & Geeks e o Arrested Development, mesmo que o último não devesse contar por ser recente, todas têm em comum o facto de ninguém ter visto nenhuma delas e terem sido canceladas por isso mesmo e ter saído de lá muita gente muito importante. Nunca passou cá e tinha só gente grande como o Stephen Colbert, o Steve Carell, o Louis CK (melhor comediante de sempre sobre os desencantos do casamento, a milhas de meninos como o Ray Romano, grande tirada sobre casamento homossexual aqui) ou o Robert Smigel (um dos grandes responsáveis pelo programa do Conan O'Brien ser como é). Também nunca saiu em DVD. Está naquele site, mas só se formos americanos é que podemos ver. O que é lindo. Havia muitos sketches no YouTube e um torrent com cinco dos seis episódios que passaram na televisão, tudo tirado de VHS.
Feelin' it
As duas canções novas do enorme Al Green, com o ?uestlove dos Roots na bateria e na produção (e boas notícias, o suposto single dos Roots com o tipo dos Fall Out Boy, que é horrível, nem vai aparecer no disco). E The Wire, a melhor série sobre o crime em Baltimore de sempre (mais que isso, talvez, é óptima).
sábado, março 22, 2008
A semana
Esta foi a semana da homossexualidade. O Michael Stipe e a Solange F. assumiram-se, o Tom do Lost também. Foi igualmente a semana em que gastei dinheiro muito mal por ter sido enganado.
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?
quarta-feira, março 12, 2008
Aviso
As pessoas estão a pegar na Santogold pelo lado errado. O único 12" que tem é o de "Creator", cujo lado b é "L.E.S. Artistes", que agora tem um vídeo. "L.E.S. Artistes" podia ser uma canção dos Yeah Yeah Yeahs. "Creator" é uma produção do Switch, que produz grande parte das coisas da M.I.A., daí a comparação que se faz por todo o lado. Mas a M.I.A. não tem, de todo, a parte jamaicana da voz de Santogold nem capacidade vocal para o início da canção. Além disso, o Switch não entra na onda world-chunga do Kala (que eu adoro). E é mesmo muito estranho as pessoas pegarem pelo lado rock dela, que é normalmente banal.
terça-feira, março 11, 2008
domingo, março 09, 2008
Razões pelas quais gosto do Kelefa Sanneh
Assim de cabeça, alguns dos meus textos favoritos dele (lista obviamente incompleta):
The Rap Against Rockism
Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.
Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs
O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.
Amid All the Cheers, a Few Signs of Change
Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:
All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”
A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle
Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).
He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke
Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.
Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.
A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band
A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.
New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”
O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.
The Rap Against Rockism
Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.
Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs
O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.
Amid All the Cheers, a Few Signs of Change
Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:
All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”
A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle
Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).
He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke
Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.
Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.
A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band
A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.
New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”
O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.
sexta-feira, março 07, 2008
Kelefa Sanneh
Pode parecer triste, mas não é assim tanto. Nunca escondi que o Kelefa Sanneh é o meu herói. Saiu do New York Times para ir para a New Yorker. O NYT é que perde. New Yorker=mais espaço para os textos, não necessariamente para a frequência deles lá.
quarta-feira, março 05, 2008
terça-feira, março 04, 2008
O hype internacional chegou
O vídeo dos Buraka Som Sistema com a M.I.A. anda a compensar. Já se fala dele no Stereogum. Apostas: estará no Forkcast da Pitchfork amanhã ou depois de amanhã (e sim, eu sei que já tinha havido muita gente a falar neles lá fora)?
Sound of kuduro knocking at your door
A M.I.A. a dizer isto é o acontecimento do ano. Para confirmar aqui. Lisboa '08 (pronto, eu sei que é Angola '07). Êxito internacional imediato?
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
A.M.O.R.+Macacos do Chinês+CIMENTO.

Dois concertos de dois projectos da nova música urbana lisboeta ou o que quer que seja, que ouviu o que interessa lá de fora e trouxe-o para Portugal, ainda verdes, ainda não muito grandes e um DJ set. Quatro pontos finais ao todo, um sentimento, um jogo de crianças e a cola da cidade. Não me ocorre mais nada.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Paul Dano+Frances McDormand
A Joana demorou para aí quinhentos anos a ensinar-me o nome dele (costuma ser ao contrário), mas fico triste por ninguém se ter lembrado do Paul Dano para uma nomeaçãozita ou algo parecido. Tinha uns óculos de aros de metal redondos na cerimónia, ficavam-lhe bem.
A Frances McDormand sentiu os óscares dos Coen como se fossem dela. Ao lado tinha uma mulher que era a cara chapada do Daniel Day-Lewis, o que é estranhíssimo. Devia haver fotografias disso algures, era mesmo igual. Ou então imaginei. Também acontece.
A Frances McDormand sentiu os óscares dos Coen como se fossem dela. Ao lado tinha uma mulher que era a cara chapada do Daniel Day-Lewis, o que é estranhíssimo. Devia haver fotografias disso algures, era mesmo igual. Ou então imaginei. Também acontece.
Porque é que não gostei (assim tanto) de Juno
Os diálogos – especialmente no início – forçadíssimos, bem como as referências musicais – e as dos filmes de terror – às três pancadas . E eu sou o tipo de pessoa que adora "Superstar", tanto o original dos Carpenters como a versão magnífica dos Sonic Youth. Pouco ou nada separa este namedropping inconsequente de bandas do filme do que há no Freaky Friday com a Lindsay Lohan ou algo mau desse género. Mas é esticar demasiado a corda. Mas, essencialmente, a forma como a história decorre não deu tempo para me importar suficientemente com as personagens ou para achar que era importante isto ou aquilo. Como é natural, adoro muita da gente envolvida, a Ellen Page está óptima, o Michael Cera é o Michael Cera, o Jason Bateman vai muito bem – e não contracenam juntos, não há nem George Michael nem Michael –, a Jennifer Garner também, etc., ou seja, toda a gente menos o Rainn Wilson (adoro-o mas o cameo é irritante como tudo). É simpático, tem boas piadas, nada mais que isso. A parte boa é que a Kimya Dawson ficou famosa sem levar (muito) o palhaço do Adam Green com ela.
Ion
Diz-se, obviamente, "Jon Stewart" e não "Ion Stewart", ou seja, lê-se exactamente como se escreve. Que grande surpresa. É mesmo complicadíssimo. Como é que alguém ganha dinheiro para comentar os Óscares – de forma hedionda, devo adicionar – e nem se dá ao trabalho de perceber como é que se diz o nome do apresentador. É que até os americanos o dizem. Repetir o que é dito antes está fora do alcance dos comentadores? Para que é que eles existem, sinceramente? Para estragar. Pelo menos este ano não deixaram o microfone ligado em nenhuma parte importante enquanto conversavam entre eles, mas sobrepuseram-se algumas vezes e deram informação desinteressantíssima. Também falaram de um filme chamado Iuno e de um tipo chamado Gésse Jámes, como se houvesse um filme com esse nome no título. É uma tradição impecável, esta da incompetência.
Por falar nisso, o Jon Stewart não foi assim tão bom quanto devia ter sido. Algumas boas piadas, mas sempre a milhas do que fez há dois anos. A culpa, claro, é da greve. E os Coen, heróis de infância, sempre grandes, como se não houvesse razões suficientes para ir ver o No Country for Old Men logo na quinta-feira antes disto. De que é que o Javier Bardem e o Jack Nicholson falaram estando um ao lado do outro? O espectáculo devia estar todo ali. Bom beijo do Daniel Day-Lewis ao George Clooney. Não me lembro de mais nada.
Este é capaz de ser o melhor blog do mundo. Eu, naturalmente, sou branco.
Por falar nisso, o Jon Stewart não foi assim tão bom quanto devia ter sido. Algumas boas piadas, mas sempre a milhas do que fez há dois anos. A culpa, claro, é da greve. E os Coen, heróis de infância, sempre grandes, como se não houvesse razões suficientes para ir ver o No Country for Old Men logo na quinta-feira antes disto. De que é que o Javier Bardem e o Jack Nicholson falaram estando um ao lado do outro? O espectáculo devia estar todo ali. Bom beijo do Daniel Day-Lewis ao George Clooney. Não me lembro de mais nada.
Este é capaz de ser o melhor blog do mundo. Eu, naturalmente, sou branco.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Melhor de sempre
O trailer do melhor filme de sempre (sai em Fevereiro nos Estados Unidos) foi transformado ao estilo do melhor filme de sempre aqui pelo próprio Michel Gondry. Isso faz dele o melhor trailer de sempre (ou não, tendo em conta que, como nunca me canso de dizer, a parelha Mos Def+Jack Black é das melhores de todo o sempre e não aparecer aqui é a única falha).
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Ninguém me tira da cabeça
Ninguém me tira da cabeça que o Lethal Bizzle foi inventado pelo NME para eles poderem dizer "mas o tipo dos Bloc Party não é o único preto de que gostamos, como podem ver, até gostamos de um tipo mais ou menos do grime!" Isto é particularmente ofensivo. Pensava que todos tínhamos aprendido algumas lições de como não usurpar canções dos Clash há uns anos e de como samplá-los correctamente no ano passado. Mas não.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Fest, Ronson, Jacko, Conan, Leno, Stewart
Via Notes From a Different Kitchen, tomei conhecimento da nova mixtape do Rhymefest. Uma nova mixtape do Rhymefest não devia ser notícia em lado nenhum. Claro, gostei muito do Blue Collar — parece que fui dos poucos —, mas a grande notícia aqui é que a mixtape não só foi feita pelo Mark Ronson, como é também dedicada ao Michael Jackson. O que é algo a ter muito em conta, visto as duas melhores canções de Blue Collar terem mãozinha do Ronson — "Build Me Up" e "Devil's Pie" (esta conseguiu a proeza de transformar os Strokes em música moderna). E não é só isto. O Mark Ronson, quando era pequenino, ia dormir a casa do melhor amigo — o Sean Lennon, filho do John e da Yoko, nada de mais — e um dia o Michael Jackson também apareceu lá (isto não é uma piada e ele jura que não aconteceu nada). Já para não dizer que o Rhymefest ficou semi-conhecido por ter coescrito o "Jesus Walks" do Kanye West — até ganharam um Grammy —, que por sua vez ficou podre de rico à custa da família Jackson (como o próprio Rhymefest diz, "That dude ain't been broke since 'H to the Izz O'"). Samples do Jackson, "All That I Got is You" do Ghostface, piadas parvas — o que não é mau em si, o Kanye West usava o Bernie Mac nos discos dele, pelo menos o Rhymefest usa-se a ele próprio e poupa-nos um dos piores comediantes de sempre —, e toda esta gente junta. Talvez seja a única mixtape que ouvi do início ao fim, e recomenda-se.
Para além disso, o Conan O'Brien volta à SIC Radical já com barba na segunda-feira e o Leno volta à SIC Mulher no mesmo dia. Para o Jon Stewart, que volta hoje à Comedy Central, a data de regresso à Radical é 21 de Janeiro. Óptimas notícias.
Para além disso, o Conan O'Brien volta à SIC Radical já com barba na segunda-feira e o Leno volta à SIC Mulher no mesmo dia. Para o Jon Stewart, que volta hoje à Comedy Central, a data de regresso à Radical é 21 de Janeiro. Óptimas notícias.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
A imagem do ano

Nunca pensei que a do Conan estivesse tão bem, mesmo que a do Letterman lhe dê uma abada.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Barbas
Não sou só eu que tenho barba. A greve da WGA deu a imensa gente a oportunidade de ter barba. A New Yorker fala sobre isso. O Conan O'Brien nunca tinha conseguido deixar crescer uma. O David Letterman arranjou uma bastante boa. O Conan quer deixá-la até quando voltar a fazer o Late Night sem argumentistas, como protesto. Eu apoio. Acho que fazia muito bem aos talk-shows.
terça-feira, dezembro 25, 2007
domingo, dezembro 23, 2007
Janeiro 2008
Janeiro vai ser o melhor mês de todo o sempre. Aqui estão as razões, sem qualquer ordem:
- A lei do tabaco. Só devia ser ainda mais severa.
- O Darjeeling Limited. Acho que esta escolha se explica a ela própria. Tem tudo o que interessa no mundo.
- O Charlie Wilson's War, Mike Nichols e Aaron Sorkin com o Tom Hanks?
- Go! Team no Lux. Desde "Kool Thing" que os Sonic Youth e os Public Enemy não ficavam tão bem juntos.
- O regresso do Lost.
- Os talk-shows sem escritores. Mais uma vez, curiosidade mórbida.
- A lei do tabaco. Só devia ser ainda mais severa.
- O Darjeeling Limited. Acho que esta escolha se explica a ela própria. Tem tudo o que interessa no mundo.
- O Charlie Wilson's War, Mike Nichols e Aaron Sorkin com o Tom Hanks?
- Go! Team no Lux. Desde "Kool Thing" que os Sonic Youth e os Public Enemy não ficavam tão bem juntos.
- O regresso do Lost.
- Os talk-shows sem escritores. Mais uma vez, curiosidade mórbida.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Não sei bem
Mas isto parece querer dizer que a estreia do Charlie Kaufman como realizador terá o Phiip Seymour Hoffman no principal papel. A confirmar-se, será melhor par de sempre, pelo menos desde que o Michel Gondry juntou o Jack Black e o Mos Def (e por falar nisso, isso nunca mais vem?).
Por falar nisso, adicionei aqui ao lado uma coluna com coisas que leio no Google Reader e acho que devia partilhar com as pessoas do mundo.
Por falar nisso, adicionei aqui ao lado uma coluna com coisas que leio no Google Reader e acho que devia partilhar com as pessoas do mundo.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Marquee Moon #2
Esta parte era importantíssima e esqueci-me dela. Os Óscares com o Jon Stewart. Como toda a gente sabe, adoro passar a noite dos Óscares a dizer mal dos comentadores da TVI. Sem os escritores da WGA, a minha tarefa vai estar muito facilitada. Mas não vai ser tão divertido (mais uma vez entra aqui a curiosidade mórbida de saber como é que o JS aguenta uma cerimónia daquelas sozinho).
Marquee Moon
A coisa está má. Está muito má. O máximo de respeito pelos argumentistas, mas gostava mesmo de ver como é que o Conan e o Leno aguentam um programa sozinhos, por curiosidade. Sei que o Conan será melhor que o Leno, não acreditando especialmente em nenhum deles para fazer tudo sozinho (o Conan era argumentista, porém é fisicamente impossível fazer tudo sozinho). E depois também há uma boa notícia para quando a greve acabar.
O Natal do Extras é, como se esperava, óptimo. Não é nem nunca poderia ser um Office natalício (obra-prima), mas não deixa de ser o melhor fim para a série.
O Natal do Extras é, como se esperava, óptimo. Não é nem nunca poderia ser um Office natalício (obra-prima), mas não deixa de ser o melhor fim para a série.
I said a hip-hop, the hippie
Anseio pelo dia em que o RZA lançará um DVD que consiste apenas nele ao piano e a dizer umas coisas, a julgar pelo DVD bónus do 8 Diagrams. E a fazer de polícia como no American Gangster, claro.
sábado, dezembro 15, 2007
É já amanhã

O acontecimento do ano. Na HBO (antes da BBC e tudo), claro, que se isto chegar cá no próximo ano é muita sorte.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Extras
Dois factos muito específicos: o especial de natal do Office é do melhor que já se fez em comédia televisiva e a segunda série do Extras idem (tirando o último episódio, o final não foi o melhor possível). Tendo em conta isto, dia 16 chega o especial de natal do Extras. Aos EUA, antes de chegar ao Reino Unido. E cá, quando é que chega? É capaz de ser o acontecimento do ano.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Talk-box
OK, talk-box. E a XL já deu a possibilidade de verem o vídeo dos Vampire Weekend às pessoas do continente dela. Finalmente.
quarta-feira, novembro 28, 2007
O segundo melhor vídeo do ano
Está aqui. Segundo, claro, porque ainda só vi umas três ou quatro vezes e isto é demasiado bom e "velho" para sair já do topo. O auto-tuner, o estilo, o afro, as patilhas, os fatos, o teclado-guitarra, a canção. Curiosamente, não gostei dela quando a ouvi sem o vídeo. Incrível. Estupendo. Magnífico.
sábado, novembro 17, 2007
Site da MTV, morre, por favor
O site da MTV não deixa que cidadãos que vivam fora dos EUA vejam os seus vídeos. Adorava ver Spank Rock nos MTV-U Awards ou lá o que foi, mas não posso. Também não deu para ver os VMAs completos, que nem sequer passaram na televisão (só 50 segundos da versão que os Foo Fighters fizeram do Prince com o Cee-Lo Green é criminoso e vergonhoso), esta gente devia sofrer por isso. E o pior de tudo? Os Vampire Weekend, que têm aquela canção muito porreira que parece que saiu do Graceland 20 anos depois com um riff do caraças, têm um primeiro vídeo que está no site da MTV. Ainda por cima, a editora deles é a XL, que é inglesa. Para que é que a editora vai pôr um vídeo num sítio onde nem pode vê-lo?
sexta-feira, novembro 16, 2007
RZA, o melhor polícia de sempre
Ontem estreou um filme qualquer sobre uma figura mítica a quem toda a gente está a ligar demasiado mas também estreou o American Gangster. Foi esse, obviamente, que fui ver. Basicamente estava cheio de sono e não adormeci, o que só diz bem do filme de três. Não sei o que aconteceria do filme a preto e branco sobre o "poeta" e o caraças com o qual ninguém se cala (não há coisa que irrite mais do que toda a febre à volta dele, da figura, do filme, etc.). Este tem o RZA a fazer de polícia (e, para lá da pinta toda - que o RZA é o tipo com mais pinta no filme a seguir ao Denzel Washington, que só se descuida quando usa camisas abotoadas até ao último botão -, é óptimo) e o Common a fazer de pai do T.I. O T.I. é meramente competente, quase incompetente. O Common é o pior actor de sempre, provavelmente (e eu que pensava, antes de ver isto, que era o Sting). Para quem leu o artigo da New York Magazine que deu origem ao filme, como eu, rende. E o Mos Def voltou a rimar, mais ou menos, numa remistura do Benny Blanco (um puto de 19 anos que tem um bom duo com o Spank Rock, os Bangers & Cash, uma espécie de tributo aos 2 Live Crew) para a "D.A.N.C.E." dos Justice (uma das malhas do ano) também com o Spank Rock. Rende (cortesia do Discobelle, um dos meus blogs de mp3 favoritos).
terça-feira, novembro 06, 2007
A greve
Tenho acompanhado, através do New York Times, a greve dos argumentistas norte-americanos. Entre as vítimas está Two and a Half Men, cuja filmagem de novos episódios foi interrompida. Para mim é tremendamente assustador. Nunca pensei (nem eu nem ninguém que alguma vez a tenha visto) que houvesse gente a escrever aquilo.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Super-Baldas
Não há ninguém que falte a uma aula em Superbad. Mas a horrível, ignorante, estúpida e altamente injusta tradução trouxe-lhe o nome Super-Baldas e uma campanha publicitária das piores de sempre. "Vais às aulas ou vais-te baldar?" é a frase-chave. Frase essa que não tem nada a ver com o filme em questão. No processo da preparação do lançamento do filme em Portugal esqueceram-se de vê-lo, o que é uma coisa importante.
Superbad é um filme de adolescentes dos anos 80 feito em 2007, co-escrito por uma das maiores vozes cómicas do mundo, o incomparável Seth Rogen do incrivelmente bom e genial Knocked Up e produzido pelo brilhante Judd Apatow, que pratica o bem desde que começou a produzir uma das melhores séries de sempre, Freaks & Geeks. Num mundo pós-American Pie ainda não havia nada assim. O Jonah Hill é um tipo cheio de piada e o Michael Cera já desde o Arrested Development que merece o mundo. Ambos têm personalidades cómicas bem definidas que se traduzem bem neste filme, ao que ajuda a constante improvisação e etc. Não é um Knocked Up (filme do ano), mas é muito bom. Tem todos os ingredientes de uma comédia clássica: elementos de culto como o nome que o maior nerd de serviço escolhe para o seu bilhete de identidade falso, McLovin, peripécias, bebidas, drogas, polícias a reviver a adolescência, bullies com cortes de cabelo ridículos que de alguma forma gozam com alguém que não se lembram da simples frase "olha-te ao espelho, palhaço." É um filme, como todos os outros ligados ao Apatow (e como as suas séries), sobre crescer. E acaba por ser bonito como o resto.
Mal vendido em Portugal, vai ser um fracasso de bilheteira. Se 100 pessoas o virem cá, é muito. É vendido como algo que não é, e esta gente toda é por cá injustiçada apesar de fazer bons filmes e a melhor comédia. A culpa não é do filme, que é óptimo (boas personagens, boas piadas, boa história de amor e boa gestão da parte sentimental, excelente banda-sonora), é de quem o trouxe para cá e se esqueceu de vê-lo.
Superbad é um filme de adolescentes dos anos 80 feito em 2007, co-escrito por uma das maiores vozes cómicas do mundo, o incomparável Seth Rogen do incrivelmente bom e genial Knocked Up e produzido pelo brilhante Judd Apatow, que pratica o bem desde que começou a produzir uma das melhores séries de sempre, Freaks & Geeks. Num mundo pós-American Pie ainda não havia nada assim. O Jonah Hill é um tipo cheio de piada e o Michael Cera já desde o Arrested Development que merece o mundo. Ambos têm personalidades cómicas bem definidas que se traduzem bem neste filme, ao que ajuda a constante improvisação e etc. Não é um Knocked Up (filme do ano), mas é muito bom. Tem todos os ingredientes de uma comédia clássica: elementos de culto como o nome que o maior nerd de serviço escolhe para o seu bilhete de identidade falso, McLovin, peripécias, bebidas, drogas, polícias a reviver a adolescência, bullies com cortes de cabelo ridículos que de alguma forma gozam com alguém que não se lembram da simples frase "olha-te ao espelho, palhaço." É um filme, como todos os outros ligados ao Apatow (e como as suas séries), sobre crescer. E acaba por ser bonito como o resto.
Mal vendido em Portugal, vai ser um fracasso de bilheteira. Se 100 pessoas o virem cá, é muito. É vendido como algo que não é, e esta gente toda é por cá injustiçada apesar de fazer bons filmes e a melhor comédia. A culpa não é do filme, que é óptimo (boas personagens, boas piadas, boa história de amor e boa gestão da parte sentimental, excelente banda-sonora), é de quem o trouxe para cá e se esqueceu de vê-lo.
quinta-feira, agosto 16, 2007
Foda-se
Para continuar a minha cobertura do Trapped in the Closet, volto de Paredes de Coura e vejo que o Will Oldham faz de polícia no capítulo 15. Espero que isto não estrague o divertimento de ninguém. Porra. Pareceu-me ser ele e depois googlei "Trapped in the Closet" e "Will Oldham" e confirmei. O maior, depois do vídeo do Kanye West, o Trapped in the Closet. Era a última fronteira. Há que lembrar, contudo, que já há anos que ele faz uma versão do "Ignition" do Kels ao vivo. Só é pena não ser "Ignition (Remix)", um dos melhores singles dos anos 2000.
quarta-feira, agosto 15, 2007
The plot gets thicker
O capítulo de hoje foi muito bom, dos melhores de sempre. Há umas variações na música, telefonemas com um tipo com grills, funcionam optimamente bem. Há cada vez mais revelações e este teve imensas, depois do de ontem que não teve muita coisa.
Há algo que me irrita em toda a publicidade e imprensa à volta do festival de Paredes de Coura. É dizerem que aquilo é "o festival mais alternativo do país". Por amor de Deus, aquele é um festival que quase não arrisca e nem sequer traz as bandas no momento exacto em que estão a dar. Isso foi, por exemplo, o que se disse quando trouxeram os Arcade Fire, um fenómeno totalmente de 2004, diga-se o que se quiser, à escala mundial, visto toda a gente do mundo ter internet, no verão de 2005, um ano depois, mais ou menos. Não que isso interesse muito ou que seja mau, mas é uma questão de se dizer a verdade. O cartaz deste ano é bastante fraco, só fico com pena de não ver a M.I.A. e talvez os Spoon. Mas vou ver os Sonic Youth pela segunda vez em dois meses e terceira vez no geral e também as Electrelane pela primeira. E gosto dos Peter, Björn & John, mas não o suficiente para estar muito feliz por vê-los. Claro que isto é bom, mas não é a melhor coisa do mundo, que não correm assim tantos riscos, já para não falar da vergonha que foi anunciarem aos bocados o cartaz que se mostrava cada vez mais fraco.
Há algo que me irrita em toda a publicidade e imprensa à volta do festival de Paredes de Coura. É dizerem que aquilo é "o festival mais alternativo do país". Por amor de Deus, aquele é um festival que quase não arrisca e nem sequer traz as bandas no momento exacto em que estão a dar. Isso foi, por exemplo, o que se disse quando trouxeram os Arcade Fire, um fenómeno totalmente de 2004, diga-se o que se quiser, à escala mundial, visto toda a gente do mundo ter internet, no verão de 2005, um ano depois, mais ou menos. Não que isso interesse muito ou que seja mau, mas é uma questão de se dizer a verdade. O cartaz deste ano é bastante fraco, só fico com pena de não ver a M.I.A. e talvez os Spoon. Mas vou ver os Sonic Youth pela segunda vez em dois meses e terceira vez no geral e também as Electrelane pela primeira. E gosto dos Peter, Björn & John, mas não o suficiente para estar muito feliz por vê-los. Claro que isto é bom, mas não é a melhor coisa do mundo, que não correm assim tantos riscos, já para não falar da vergonha que foi anunciarem aos bocados o cartaz que se mostrava cada vez mais fraco.
terça-feira, agosto 14, 2007
Kels
Regozijai, irmãos. Chegou o capítulo 13. De quê? Do Trapped in the Closet a maior história dos nossos tempos escrita, composta e interpretada pelo maior contador de histórias dos nossos tempos. Estou, claro, a falar do R. Kelly. O Kels. Antes de ser julgado definitivamente por várias acusações de pedofilia (não é ele no vídeo; ele não sabia que ela tinha 14 anos; porque é que não prendem o Akon e o T-Pain em vez dele?), toda a próxima dezena de dias terá um novo episódio do Trapped in the Closet por dia. O que é magnífico, porque é melhor entretenimento que qualquer outra coisa do mundo agora. Este décimo terceiro capítulo não é dos melhores da saga, não acontece nada muito grande nem há um clímax, nem sequer uma revelaçãozita, só se descobrem nomes de duas personagens que aí vêm, mas vale por ter o Kels com cabelo branco a fazer de velho. Não há nada melhor. Depois de "Same Girl" com o Usher, o single muito ao estilo da saga, só que com princípio, meio e fim, é óptimo ver novos episódios. E deve haver muito para acontecer, quer dizer, depois do stripper anão ainda há um mundo de oportunidades a serem narradas em falsete.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Reynolds on Moz
Ando a ler o Bring The Noise do Simon Reynolds (um dos meus críticos favoritos), depois de tê-lo pousado, e é óptimo voltar a ler a entrevista de 1988 ao Morrissey no Melody Maker. Acaba assim:
As I neurotically double-check if the tape is running, I mutter by way of apology, "I've had some bad experiences with tape recorders."
"Oh, I've had some bad experiences with people actually... you're very lucky."
Delicioso.
As I neurotically double-check if the tape is running, I mutter by way of apology, "I've had some bad experiences with tape recorders."
"Oh, I've had some bad experiences with people actually... you're very lucky."
Delicioso.
Allen on Bergman, Scorsese on Antonioni
Hoje no New York Times.
And yet the man was a warm, amusing, joking character, insecure about his immense gifts, beguiled by the ladies. To meet him was not to suddenly enter the creative temple of a formidable, intimidating, dark and brooding genius who intoned complex insights with a Swedish accent about man’s dreadful fate in a bleak universe. It was more like this: “Woody, I have this silly dream where I show up on the set to make a film and I can’t figure out where to put the camera; the point is, I know I am pretty good at it and I have been doing it for years. You ever have those nervous dreams?” or “You think it will be interesting to make a movie where the camera never moves an inch and the actors just enter and exit frame? Or would people just laugh at me?”
What does one say on the phone to a genius? I didn’t think it was a good idea, but in his hands I guess it would have turned out to be something special.
e
I used to have long phone conversations with him. He would arrange them from the island he lived on. I never accepted his invitations to visit because the plane travel bothered me, and I didn’t relish flying on a small aircraft to some speck near Russia for what I envisioned as a lunch of yogurt. We always discussed movies, and of course I let him do most of the talking because I felt privileged hearing his thoughts and ideas. He screened movies for himself every day and never tired of watching them. All kinds, silents and talkies. To go to sleep he’d watch a tape of the kind of movie that didn’t make him think and would relax his anxiety, sometimes a James Bond film.
Via filmes do Bond e tinha piada, o Bergman. Simpático.
(e o Scorsese)
And yet the man was a warm, amusing, joking character, insecure about his immense gifts, beguiled by the ladies. To meet him was not to suddenly enter the creative temple of a formidable, intimidating, dark and brooding genius who intoned complex insights with a Swedish accent about man’s dreadful fate in a bleak universe. It was more like this: “Woody, I have this silly dream where I show up on the set to make a film and I can’t figure out where to put the camera; the point is, I know I am pretty good at it and I have been doing it for years. You ever have those nervous dreams?” or “You think it will be interesting to make a movie where the camera never moves an inch and the actors just enter and exit frame? Or would people just laugh at me?”
What does one say on the phone to a genius? I didn’t think it was a good idea, but in his hands I guess it would have turned out to be something special.
e
I used to have long phone conversations with him. He would arrange them from the island he lived on. I never accepted his invitations to visit because the plane travel bothered me, and I didn’t relish flying on a small aircraft to some speck near Russia for what I envisioned as a lunch of yogurt. We always discussed movies, and of course I let him do most of the talking because I felt privileged hearing his thoughts and ideas. He screened movies for himself every day and never tired of watching them. All kinds, silents and talkies. To go to sleep he’d watch a tape of the kind of movie that didn’t make him think and would relax his anxiety, sometimes a James Bond film.
Via filmes do Bond e tinha piada, o Bergman. Simpático.
(e o Scorsese)
sábado, agosto 11, 2007
Be Kind, Rewind
Já há trailer do novo do Michel Gondry. Grande, grande, grande. Melhor par cómico de sempre. Mos Def e Jack Black é uma dádiva dos Deuses. E, a julgar pelo trailer, a viagem do Gondry pelos sonhos/subconsciente ainda não se esgotou em nada. Parece que há-de ser o filme mais tipo entretenimento dele, mas vai ser certamente óptimo.
sexta-feira, agosto 10, 2007
terça-feira, agosto 07, 2007
Imagens
Adorava ter fotografias em cada post, assim como o Sasha Frere-Jones, que nunca ninguém sabe bem o que quer dizer, nem com as fotografias nem com os textos. Isto porque em Inglaterra vi escrito num cartaz colocado à porta de uma igreja. Dizia "Jesus, the greatest comeback of all". Nada mais errado. Toda a gente sabe que o "greatest comeback of all" foi o dos Go-Betweens em 1999, ainda por cima com as Sleater-Kinney. Tirando isso, gosto do novo disco dos Go! Team, gostei dos Of Montreal e dos National pela segunda vez ao vivo e tenho uma imagem, mas não uma fotografia, porque eu não tenho uma máquina para tirar fotografias a tudo. Gostava de ter, um dia.

Pronto, é esta a imagem, mais publicidade.

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quinta-feira, agosto 02, 2007
quarta-feira, agosto 01, 2007
Bergman on Antonioni
Quando a Joana me disse ontem, ao telefone, que o Antonioni também tinha morrido, pensei logo nisto:
[on Michelangelo Antonioni] "He's done two masterpieces, you don't have to bother with the rest. One is Blow-Up, which I've seen many times, and the other is La Notte, also a wonderful film, although that's mostly because of the young Jeanne Moreau. In my collection I have a copy of Il Grido, and damn what a boring movie it is. So devilishly sad, I mean. You know, Antonioni never really learned the trade. He concentrated on single images, never realising that film is a rhythmic flow of images, a movement. Sure, there are brilliant moments in his films. But I don't feel anything for L'Avventura, for example. Only indifference. I never understood why Antonioni was so incredibly applauded. And I thought his muse Monica Vitti was a terrible actress."
Está na página do IMDB do Bergman, na secção de trivia. É muito mais divertido do que qualquer homenagem que passe por "a forma como filmava e sentia o sofrimento e as imagens bonitas". Também não quero muito saber do sofrimento e das imagens bonitas, mas gostei do Sétimo Selo (não costumo usar nomes em português, mas há alguém no mundo que não seja sueco e saiba falar sueco?), o único filme que vi dele. Esta citação é gira porque morreram no mesmo dia e, apesar de não ter palavrões, tem o Bergman a chamar chato a alguém ("diz o roto ao nu"?).
[on Michelangelo Antonioni] "He's done two masterpieces, you don't have to bother with the rest. One is Blow-Up, which I've seen many times, and the other is La Notte, also a wonderful film, although that's mostly because of the young Jeanne Moreau. In my collection I have a copy of Il Grido, and damn what a boring movie it is. So devilishly sad, I mean. You know, Antonioni never really learned the trade. He concentrated on single images, never realising that film is a rhythmic flow of images, a movement. Sure, there are brilliant moments in his films. But I don't feel anything for L'Avventura, for example. Only indifference. I never understood why Antonioni was so incredibly applauded. And I thought his muse Monica Vitti was a terrible actress."
Está na página do IMDB do Bergman, na secção de trivia. É muito mais divertido do que qualquer homenagem que passe por "a forma como filmava e sentia o sofrimento e as imagens bonitas". Também não quero muito saber do sofrimento e das imagens bonitas, mas gostei do Sétimo Selo (não costumo usar nomes em português, mas há alguém no mundo que não seja sueco e saiba falar sueco?), o único filme que vi dele. Esta citação é gira porque morreram no mesmo dia e, apesar de não ter palavrões, tem o Bergman a chamar chato a alguém ("diz o roto ao nu"?).
M.I.A.
É impossível não adorar alguém que começa um disco de dança chunga com uma citação do Jonathan Richman, ainda por cima do tempo dos Modern Lovers. É impossível.
Kyp Malone

(e os meus pêsames para a Joana, para a minha mãe, para o João Bonifácio e para a Mafalda por causa da morte do Bergman)
quinta-feira, julho 26, 2007
How did this bitch get the remix?
Uma das piores actividades de quem escreve sobre o que quer que seja é transcrever entrevistas. Especialmente as que, como é o caso, demoram mais de uma hora. É uma tarefa extremamente aborrecida e, quando não há grande urgência, tem-se sempre tendência a adiar. Aconteceu-me isso com a entrevista que fiz ao Kyp Malone há quase duas semanas, que será publicada talvez na segunda ou assim, não sei, não vou estar cá para ver. Vou para Inglaterra amanhã. Não sei porquê, mas costumo assinalá-lo sempre que vou lá. No ano passado fi-lo, mas foi depois. Vou ver Os Mutantes, que não vi cá, porque é com muito mais coisas (com o Diplo, os Bonde do Rolê e a Amanda Blank). É só para dizer que fui a um concerto em Londres, a minha vontade de ver Os Mutantes não é assim tão grande, depois de ter visto as fotografias deles no Ípsilon e no New York Times na semana passada. Estão velhos. Mas a Amanda Blank é uma rapper que me parece divertida, pelo menos as rimas em canções dos Spank Rock ("Bump") e dos Plastic Little ("Crambodia", podia jurar que o sample é d'Os Mutantes, mas não tenho certezas, soa mesmo a isso) são muito apreciadas por mim, mesmo que ela não tenha um estilo muito idiossincrásico e se limite a dizer coisas porcas. É a maneira como ela faz que salva tudo, acelerando o discurso a meio, etc. Deve dar um espectáculo interessante, mesmo que eu não conheça absolutamente nada dela que não seja essas duas canções ("My rhymes are painfully fresh / my pussy's tastin' the best" está ao nível do "My Neck, My Back" da Khia, com "All you ladies pop yo' pussy like this" e "Do it now, lick it good, suck this pussy just like you should"). Deve ser divertido. Espero que seja divertido.
quarta-feira, julho 25, 2007
The Kings of Comedy
Três comediantes no mesmo vídeo. O Sasha Frere-Jones da New Yorker dizia, na Slate Magazine sobre o Kanye West, quando saiu o College Dropout, que ele era um comediante. Um entertainer é certamente, mas é uma noção interessante na mesma. Acontece que "Can't Tell Me Nothing" não é uma canção assim tão boa (nem assim tão má quanto eu pensava). Habituei-me a ela, o refrão é bom e cantarolável e já nem me importo muito com isso. Apareceu, no site dele, um novo vídeo para ela. É magnífico. Para além do comediante que fez a canção, outros dois aparecem, dois donos das melhores barbas do mundo: Zach Galifianakis e Will Oldham. O Will Oldham não tem barba aqui, escolhe apenas as patilhas e o bigode que dão sempre um bocadinho de classe à sua cara, mas quem não acha que ele é um comediante nunca o viu ao vivo. Quase melhor do que a música é o que ele diz quando não está a tocá-la, um tipo cheio de piada. No meio do campo e com dançarinas adolescentes, o Zach Galifianakis canta a letra com uma cara séria e o Oldham faz parvoíces com ele. É bastante divertido.
terça-feira, julho 24, 2007
The Darjeeling Limited
Adoro o Wes Anderson. Todos os filmes dele são estupendamente bons, não gosto assim tanto tanto do Bottle Rocket, mas o resto é magnífico. The Darjeeling Limited é o quinto filme do homem e o trailer já apareceu na internet. Topa-se, logo nas primeiras imagens, que é um filme dele (até quando entra a música), talvez mais facilmente do que qualquer outro realizador actual. O Jason Schwartzman (com bigode, boa escolha), o Adrien Brody e o Owen Wilson são irmãos que atravessam a Índia e se reencontram. A família é sempre importante no Wes Anderson, e isto parece-me muito, muito bem, como tudo o que ele fez até hoje. Uma das melhores presenças dos filmes dele, tirando o Life Aquatic With Steve Zissou, é o Kumar Pallana, um actor indiano que era o dono do café no Texas onde o Wes Anderson e o Owen Wilson iam. Era uma boa ideia fazer um filme na Índia sem o indiano que ele põe nos filmes, mas seria realmente bom que ele voltasse aos filmes do tipo. É que a forma como ele diz "You son-of-a-bitch!" é quase poesia.
segunda-feira, julho 23, 2007
Jeff Tweedy e a parte mais importante do Conan
Ontem, no New York Times (não vai durar muito tempo, mas é muito boa)), publicaram uma lista de discos recentes dos quais o Jeff Tweedy gosta. Entre eles, Grizzly Bear e Battles. É estranho pensar que deixei os Grizzly Bear a meio para ver os Wilco e que perdi o início dos Battles para ver o fim dos Wilco no Primavera Sound. Dr. Dog, Grizzly Bear, Battles, A Hawk and a Hacksaw e Panda Bear (não é assim tão difícil saber coisas sobre os Animal Collective, Sr. Tweedy). E há esta frase: "I’m probably the only person that wanted to be a rock critic and failed at it and started a band." E que banda. E isto não vinha na biografia dos Wilco que eu comprei e li. Que desperdício de tempo.
A parte mais importante da tal entrevista do Conan é esta:
But the great thing about The Simpsons for me personally is that for the last 14 years of doing my show, I've been working hard on this comedy, but it's pretty disposable. I could light my arms on fire on the show tonight and you might see it for a couple of days on YouTube, but then it's gone.
I'm constantly, no matter where I go in the world, running into people who know which episodes of The Simpsons I worked on, and they're quoting lines to me. I think long after my Late Night show is gone, I feel like the Simpsons episodes I worked on will always be in the ether. People will be watching them on some space station, like, 200 years from now. That's a nice feeling. It's always gonna be there. It's something I'm really proud of. I'm always going to be connected to these people, and every couple of years I'll get to talk about it, and think about it, and it's fantastic.
A parte mais importante da tal entrevista do Conan é esta:
But the great thing about The Simpsons for me personally is that for the last 14 years of doing my show, I've been working hard on this comedy, but it's pretty disposable. I could light my arms on fire on the show tonight and you might see it for a couple of days on YouTube, but then it's gone.
I'm constantly, no matter where I go in the world, running into people who know which episodes of The Simpsons I worked on, and they're quoting lines to me. I think long after my Late Night show is gone, I feel like the Simpsons episodes I worked on will always be in the ether. People will be watching them on some space station, like, 200 years from now. That's a nice feeling. It's always gonna be there. It's something I'm really proud of. I'm always going to be connected to these people, and every couple of years I'll get to talk about it, and think about it, and it's fantastic.
With the radio on
Esta semana saiu no Guardian um artigo de uma repórter que foi à procura dos sítios que o Jonathan Richman menciona na canção Road Runner dos seus Modern Lovers. Soa muito melhor do que é realmente, mas é sempre uma boa oportunidade de recordar o quão boa é a canção e do quão genial é o Richman. Por que raio foi ele só tocar meia-hora em Barcelona transcende-me. Espero mesmo que ele venha cá em Fevereiro ou lá o que é.
A Vanity Fair cobre o lançamento do filme dos Simpsons com um artigo daqueles grandes e bons que eles fazem e um top dos melhores episódios de sempre (o número um é magnífico, com os Ramones a cantarem os parabéns ao Mr. Burns dizendo que ele é velho, o que leva a que ele peça para o Smithers matar os Rolling Stones, devo tê-lo visto, sem exagero, mais de 20 vezes, tinha-o gravado em VHS, para além de um com um ladrão de casas idoso e do Stampy, o elefante do Bart) Há também uma óptima entrevista curta (em relação ao resto) ao Conan O'Brien, que é basicamente uma versão expandida das citações dele que aparecem no artigo maior, uma história oral com algumas das pessoas envolvidas na criação da série, mesmo que Matt Groening, James L. Brooks e Sam Simon estejam de fora. Uma boa parte da história vinda de um grande, grande senhor:
I pleaded with Matt and advised him strongly from my elder-statesman position to not work with Fox. "Whatever you do, don't work with those guys! They're gangsters! They're gonna take your rights away!" He's never let me forget it.
O Finding Forever do Common é óptimo: "The Game" é um grande, grande single e "Drivin' Me Wild" também será. Este e o Ear Drum do Talib Kweli são óptimos discos de MCs "conscientes" ou lá o que é. Falta o Graduation do Kanye West e o novo do Lupe Fiasco e esta família fica toda completa (não que o Kweli pertença realmente a ela, só até certo ponto).
Ao ver o novo vídeo dos Travis (óptimo vídeo, canção medíocre, o vocalista soa como a Crissie Hynde, o que é estranho, e o vídeo tem o grande Demetri Martin a despir todas as t-shirts com dizeres que acompanham a letra que tem vestidas), lembrei-me de que hoje descobri que o Zach Galifianakis (que fez uma das minhas coisas favoritas de sempre, uma das maneiras mais brilhantes de acabar um especial de comédia) e a Sarah Silverman (o facto de o Sarah Silverman Program nunca ter sido comprado pela SIC Radical só pode querer dizer que aquela gente está morta ou pelo menos adormecida) aparecem no pior filme de sempre, que eu até vi no cinema na altura (não tinha nada melhor para fazer, gostava de dizer que hoje em dia já tenho, mas não, continuo a não ter): Heartbreakers. Mas só vi um bocado, a barba do Galifianakis já era boa na altura, mas podia ser melhor. Leva para aí um 3 em 5 por causa do esforço. Às vezes sinto, quando estou a ver coisas ou do Galifianakis ou do Martin, que piadas sem muitos conectores entre elas não é a melhor forma de comédia, mas o que eles fazem com o formato ao vivo é estupendo e a criatividade que têm para fazer outras coisas, como tocar piano ou guitarra, usar escritos, trazer gente de fora, etc. Para além do mais, gente como Steven Wright e o Emo Philips sempre foi grande a fazer isso mesmo (claro que com estilos obviamente totalmente diferentes e idiossincrásicos) e nenhum mal vem ao mundo por causa disso.
Vi o Death Proof hoje e gostei, mas teria gostado bastante mais se tivesse chegado a tempo de ver o início e se fosse o Grindhouse todo. O diálogo é óptimo e é sempre magnífico ouvir o que o Tarantino dá aos seus actores para dizer. Por muito que gire à volta do mesmo e que siga uma fórmula, é sempre excelente entretenimento. É giro ver como ele evoluiu do Reservoir Dogs (que tem apenas uma mulher, a que tenta matar o Tim Roth) para isto, onde muitas e muitas mulheres se defrontam com o Kurt Russell. Mas é difícil ver isto sem ver o Planet Terror do Rodriguez. Desde que li sobre isso no New York Times em Janeiro que fiquei completamente ansioso pela chegada do filme cá, e saber que nunca chegará é bastante mau. Sobre o diálogo, guardei algures isto desse mesmo artigo, que já não dá para ler online:
Mr. Tarantino called his female characters’ dialogue, which simultaneously evokes both “Sex and the City” and teenage girls’ MySpace profiles, “some of the best dialogue I’ve ever written in my life.” After finishing the script he sent it to Bob Dylan, because he thought Mr. Dylan “would appreciate the wordplay.” He has not yet heard back.
A Vanity Fair cobre o lançamento do filme dos Simpsons com um artigo daqueles grandes e bons que eles fazem e um top dos melhores episódios de sempre (o número um é magnífico, com os Ramones a cantarem os parabéns ao Mr. Burns dizendo que ele é velho, o que leva a que ele peça para o Smithers matar os Rolling Stones, devo tê-lo visto, sem exagero, mais de 20 vezes, tinha-o gravado em VHS, para além de um com um ladrão de casas idoso e do Stampy, o elefante do Bart) Há também uma óptima entrevista curta (em relação ao resto) ao Conan O'Brien, que é basicamente uma versão expandida das citações dele que aparecem no artigo maior, uma história oral com algumas das pessoas envolvidas na criação da série, mesmo que Matt Groening, James L. Brooks e Sam Simon estejam de fora. Uma boa parte da história vinda de um grande, grande senhor:
I pleaded with Matt and advised him strongly from my elder-statesman position to not work with Fox. "Whatever you do, don't work with those guys! They're gangsters! They're gonna take your rights away!" He's never let me forget it.
O Finding Forever do Common é óptimo: "The Game" é um grande, grande single e "Drivin' Me Wild" também será. Este e o Ear Drum do Talib Kweli são óptimos discos de MCs "conscientes" ou lá o que é. Falta o Graduation do Kanye West e o novo do Lupe Fiasco e esta família fica toda completa (não que o Kweli pertença realmente a ela, só até certo ponto).
Ao ver o novo vídeo dos Travis (óptimo vídeo, canção medíocre, o vocalista soa como a Crissie Hynde, o que é estranho, e o vídeo tem o grande Demetri Martin a despir todas as t-shirts com dizeres que acompanham a letra que tem vestidas), lembrei-me de que hoje descobri que o Zach Galifianakis (que fez uma das minhas coisas favoritas de sempre, uma das maneiras mais brilhantes de acabar um especial de comédia) e a Sarah Silverman (o facto de o Sarah Silverman Program nunca ter sido comprado pela SIC Radical só pode querer dizer que aquela gente está morta ou pelo menos adormecida) aparecem no pior filme de sempre, que eu até vi no cinema na altura (não tinha nada melhor para fazer, gostava de dizer que hoje em dia já tenho, mas não, continuo a não ter): Heartbreakers. Mas só vi um bocado, a barba do Galifianakis já era boa na altura, mas podia ser melhor. Leva para aí um 3 em 5 por causa do esforço. Às vezes sinto, quando estou a ver coisas ou do Galifianakis ou do Martin, que piadas sem muitos conectores entre elas não é a melhor forma de comédia, mas o que eles fazem com o formato ao vivo é estupendo e a criatividade que têm para fazer outras coisas, como tocar piano ou guitarra, usar escritos, trazer gente de fora, etc. Para além do mais, gente como Steven Wright e o Emo Philips sempre foi grande a fazer isso mesmo (claro que com estilos obviamente totalmente diferentes e idiossincrásicos) e nenhum mal vem ao mundo por causa disso.
Vi o Death Proof hoje e gostei, mas teria gostado bastante mais se tivesse chegado a tempo de ver o início e se fosse o Grindhouse todo. O diálogo é óptimo e é sempre magnífico ouvir o que o Tarantino dá aos seus actores para dizer. Por muito que gire à volta do mesmo e que siga uma fórmula, é sempre excelente entretenimento. É giro ver como ele evoluiu do Reservoir Dogs (que tem apenas uma mulher, a que tenta matar o Tim Roth) para isto, onde muitas e muitas mulheres se defrontam com o Kurt Russell. Mas é difícil ver isto sem ver o Planet Terror do Rodriguez. Desde que li sobre isso no New York Times em Janeiro que fiquei completamente ansioso pela chegada do filme cá, e saber que nunca chegará é bastante mau. Sobre o diálogo, guardei algures isto desse mesmo artigo, que já não dá para ler online:
Mr. Tarantino called his female characters’ dialogue, which simultaneously evokes both “Sex and the City” and teenage girls’ MySpace profiles, “some of the best dialogue I’ve ever written in my life.” After finishing the script he sent it to Bob Dylan, because he thought Mr. Dylan “would appreciate the wordplay.” He has not yet heard back.
domingo, julho 15, 2007
"Orchestral shit"
I’m making songs, nigga, songs that you can have Carnegie Hall play one day, I’m making songs that you can write out on a piece of paper and give it to another band, and they’ll do it. - RZA, na Urb
Depois de uma semana bastante atarefada (dois sets de CIMENTO., o Dancestation - o Will Ferrell seria a melhor pessoa para fazer de Nic Offer dos !!! num possível biopic, não? -, o Kyp Malone no Lounge e em entrevista no dia a seguir - melhor pessoa de sempre? -, textos, etc.), leio isto da Urb e fico à espera do 8 Diagrams. Não só por isto, mas há-de ser bom, mesmo que o Ghostface não apareça e o ODB esteja morto (ele também não fez nada nos últimos discos). Vi o Science of Sleep ontem e cada vez gosto mais do Michel Gondry. Não consigo deixar de pensar no que o Charlie Kafuman faria se tivesse escrito o argumento, mas mesmo assim é óptimo. O próximo supostamente tem o Mos Def e o Jack Black como melhores amigos e, mesmo que eu pensasse muito - e acho que até já disse isto bastante veezs -, não arranjaria par melhor (por acaso há dois anos arranjaram, o Mos Def e o Elvis Costello, mas foi só um cameo no Talladega Nights).
Depois de uma semana bastante atarefada (dois sets de CIMENTO., o Dancestation - o Will Ferrell seria a melhor pessoa para fazer de Nic Offer dos !!! num possível biopic, não? -, o Kyp Malone no Lounge e em entrevista no dia a seguir - melhor pessoa de sempre? -, textos, etc.), leio isto da Urb e fico à espera do 8 Diagrams. Não só por isto, mas há-de ser bom, mesmo que o Ghostface não apareça e o ODB esteja morto (ele também não fez nada nos últimos discos). Vi o Science of Sleep ontem e cada vez gosto mais do Michel Gondry. Não consigo deixar de pensar no que o Charlie Kafuman faria se tivesse escrito o argumento, mas mesmo assim é óptimo. O próximo supostamente tem o Mos Def e o Jack Black como melhores amigos e, mesmo que eu pensasse muito - e acho que até já disse isto bastante veezs -, não arranjaria par melhor (por acaso há dois anos arranjaram, o Mos Def e o Elvis Costello, mas foi só um cameo no Talladega Nights).
quinta-feira, julho 12, 2007
Mas é necessário dizê-lo
Os Panic! At The Disco continuam a ser francamente maus, bem como os Gym Class Heroes, duas bandas que me fizeram inflacionar o preconceito contra os Fall Out Boy.
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