"Come Close", Common com Mary J. Blige. Está aqui. Vi este vídeo no MTV New (quando era apresentado por uma americana qualquer) algures em 2003, ela dzia que era o equivalente alternativo do dueto do Nelly com a Kelly Rowland ("Dilemma"). Na altura pareceu-me bem (sou parcial, nunca resisto à voz do Pharrell e aqui ouve-se lá ao fundo, por baixo da da Mary J. Blige), tinha decidido há pouco tempo que não gostava do Common, mas gostei. "It's just a fly love song", diz ele no início, citando o Q-Tip numa canção que não era, de todo, uma "fly love song".
segunda-feira, julho 21, 2008
Melhor cena de sempre?
Uma lição incrível sobre a pop do final dos anos 90 e dos anos 2000. Tirem uma tarde ou uma noite para absorver isto. São 50 e tal clássicos. Falta uma das minhas favoritas, contudo: "The Art of Noise" de um Cee-Lo Green pré-Gnarls Barkley. E também tem tiros ao lado (pergunto-me se existe alguma coisa no mundo pior que "Allure" do Jay-Z), para além de um erro factual (segundo consta, o Pharrell escreveu uma das estrofes do "Rump Shaker" dos Wreckx-N-Effect, não foi trabalho de produção, o que é estranhíssimo tendo em conta que ele é péssimo com as palavras).
terça-feira, maio 13, 2008
Roots
Os Roots têm um membro que toca sousafone. Chama-se Tuba Gooding Jr. Como é que é possível, assim, o Rising Down não ser óptimo? Também há outros factores claro. O afro e a barba do ?uestlove. E a bateria dele, claro. E aquela cantiga com o Wale e a Chrisette Michele. E começar com o Mos Def a rimar e não a cantar. E aqui não é só por causa dos 75 compassos sem o Blackthought parar para respirar.
quinta-feira, maio 01, 2008
Algumas ideias/dúvidas
A descoberta do rock pela Santi White (Santogold) foi das maiores tragédias deste século e é por isso que Santogold não é assim tão bom ("Creator" continua a ser melhor-de-sempre, obviamente). O novo álbum do Common vai ter um verso dela. Da Billboard:
Cee-Lo and The Neptunes' pop group, Chester French, guest on the album, but Common says singer-MC Santogold is "one of my favorite artists right now" and adds that he's awaiting a verse from her for the track "Runaway," which draws its guitar riff from Pat Benatar's 'Love Is A Battlefield."
E se for como quando ela se mete no rock? Será menos mau do que quando ele se mete no rock (Electric Circus tem canções muito boas, mas também tem outras muito, muito más)? Será que "electro-tinged" é parecido com o Common a rimar por cima de beats do Switch ou do Diplo? Será que isso é tão mau na prática como em teoria?
Cee-Lo and The Neptunes' pop group, Chester French, guest on the album, but Common says singer-MC Santogold is "one of my favorite artists right now" and adds that he's awaiting a verse from her for the track "Runaway," which draws its guitar riff from Pat Benatar's 'Love Is A Battlefield."
E se for como quando ela se mete no rock? Será menos mau do que quando ele se mete no rock (Electric Circus tem canções muito boas, mas também tem outras muito, muito más)? Será que "electro-tinged" é parecido com o Common a rimar por cima de beats do Switch ou do Diplo? Será que isso é tão mau na prática como em teoria?
segunda-feira, abril 28, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
Fico contente #2
When you imagine Gervais and Merchant in a room together, you'd imagine they'd take their inspiration from schoolboy pranks and juvenile jokes. The reality is rather surprising. 'We use mood boards. Poems, music, reminding us of the place, the time, of what we're writing. For The Office, for instance, Betjeman's poem about Slough was there, reminding us. For Men at the Pru it's Springsteen: "Thunder Road".
"You ain't a beauty but hey you're alright." Como se não houvesse razões suficientes.
"You ain't a beauty but hey you're alright." Como se não houvesse razões suficientes.
Fico contente
Eu, que nunca li um livro na vida, por isto:
The one time I'm properly taken aback by a response, for instance, comes when we're talking books. What does he like to read? (I can only assume that he does.) 'I don't read books. I'm sorry. I can't. I can't read books, other people's books. After the first sentence, the first paragraph, I'm off on my own scenario. It's no longer their book. I'm not reading it any more, I've put it down before turning the first page, I'm writing my own chapters, fitting in my own characters, trying to make it take off my way. So this would happen, then that would happen, of course that character would ... no, it's hopeless, so now I just don't.'
E ele é o Ricky Gervais. E não lê. E vai fazer uma série nova com o Stephen Merchant. É sobre vendedores de seguros nos anos 70 em Reading, mas podia ser sobre trabalhadores das finanças em Massamá nos anos 90 que seria igualmente interessante.
The one time I'm properly taken aback by a response, for instance, comes when we're talking books. What does he like to read? (I can only assume that he does.) 'I don't read books. I'm sorry. I can't. I can't read books, other people's books. After the first sentence, the first paragraph, I'm off on my own scenario. It's no longer their book. I'm not reading it any more, I've put it down before turning the first page, I'm writing my own chapters, fitting in my own characters, trying to make it take off my way. So this would happen, then that would happen, of course that character would ... no, it's hopeless, so now I just don't.'
E ele é o Ricky Gervais. E não lê. E vai fazer uma série nova com o Stephen Merchant. É sobre vendedores de seguros nos anos 70 em Reading, mas podia ser sobre trabalhadores das finanças em Massamá nos anos 90 que seria igualmente interessante.
domingo, março 30, 2008
Charlie Kaufman
No meu post de ódio ao Hulu.com (que entretanto já consegui contornar) esqueci-me de uma das pessoas mais importantes (do mundo, de sempre, etc.) na lista de gente que escrevia o Dana Carvey Show: o Charlie Kaufman. Pequei.
sexta-feira, março 28, 2008
Afinal o Pete Doherty não vai morrer
A cientologia vai-lhe salvar a vida. Mas nem tudo são más notícias, pode ser que se reforme.
quarta-feira, março 26, 2008
Not feelin' it
A merda do Hulu. É um serviço que deixa ver séries gratuita e legalmente, mas só funciona para americanos. Tem uma das quatro séries mais importantes para o humor que se faz hoje em dia: Dana Carvey Show. As outras são o Mr. Show, o Freaks & Geeks e o Arrested Development, mesmo que o último não devesse contar por ser recente, todas têm em comum o facto de ninguém ter visto nenhuma delas e terem sido canceladas por isso mesmo e ter saído de lá muita gente muito importante. Nunca passou cá e tinha só gente grande como o Stephen Colbert, o Steve Carell, o Louis CK (melhor comediante de sempre sobre os desencantos do casamento, a milhas de meninos como o Ray Romano, grande tirada sobre casamento homossexual aqui) ou o Robert Smigel (um dos grandes responsáveis pelo programa do Conan O'Brien ser como é). Também nunca saiu em DVD. Está naquele site, mas só se formos americanos é que podemos ver. O que é lindo. Havia muitos sketches no YouTube e um torrent com cinco dos seis episódios que passaram na televisão, tudo tirado de VHS.
Feelin' it
As duas canções novas do enorme Al Green, com o ?uestlove dos Roots na bateria e na produção (e boas notícias, o suposto single dos Roots com o tipo dos Fall Out Boy, que é horrível, nem vai aparecer no disco). E The Wire, a melhor série sobre o crime em Baltimore de sempre (mais que isso, talvez, é óptima).
sábado, março 22, 2008
A semana
Esta foi a semana da homossexualidade. O Michael Stipe e a Solange F. assumiram-se, o Tom do Lost também. Foi igualmente a semana em que gastei dinheiro muito mal por ter sido enganado.
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?
quarta-feira, março 12, 2008
Aviso
As pessoas estão a pegar na Santogold pelo lado errado. O único 12" que tem é o de "Creator", cujo lado b é "L.E.S. Artistes", que agora tem um vídeo. "L.E.S. Artistes" podia ser uma canção dos Yeah Yeah Yeahs. "Creator" é uma produção do Switch, que produz grande parte das coisas da M.I.A., daí a comparação que se faz por todo o lado. Mas a M.I.A. não tem, de todo, a parte jamaicana da voz de Santogold nem capacidade vocal para o início da canção. Além disso, o Switch não entra na onda world-chunga do Kala (que eu adoro). E é mesmo muito estranho as pessoas pegarem pelo lado rock dela, que é normalmente banal.
terça-feira, março 11, 2008
domingo, março 09, 2008
Razões pelas quais gosto do Kelefa Sanneh
Assim de cabeça, alguns dos meus textos favoritos dele (lista obviamente incompleta):
The Rap Against Rockism
Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.
Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs
O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.
Amid All the Cheers, a Few Signs of Change
Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:
All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”
A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle
Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).
He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke
Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.
Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.
A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band
A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.
New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”
O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.
The Rap Against Rockism
Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.
Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs
O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.
Amid All the Cheers, a Few Signs of Change
Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:
All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”
A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle
Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).
He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke
Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.
Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.
A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band
A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.
New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”
O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.
sexta-feira, março 07, 2008
Kelefa Sanneh
Pode parecer triste, mas não é assim tanto. Nunca escondi que o Kelefa Sanneh é o meu herói. Saiu do New York Times para ir para a New Yorker. O NYT é que perde. New Yorker=mais espaço para os textos, não necessariamente para a frequência deles lá.
quarta-feira, março 05, 2008
Chicks with Shticks
Devia ter linkado antes, mas não queria parecer ter alguma ligação à Vanity Fair. E a Samantha Bee, não existe?
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