As duas canções novas do enorme Al Green, com o ?uestlove dos Roots na bateria e na produção (e boas notícias, o suposto single dos Roots com o tipo dos Fall Out Boy, que é horrível, nem vai aparecer no disco). E The Wire, a melhor série sobre o crime em Baltimore de sempre (mais que isso, talvez, é óptima).
quarta-feira, março 26, 2008
sábado, março 22, 2008
A semana
Esta foi a semana da homossexualidade. O Michael Stipe e a Solange F. assumiram-se, o Tom do Lost também. Foi igualmente a semana em que gastei dinheiro muito mal por ter sido enganado.
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?
Comprei o single da "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse. Pensava (é o que diz lá) que tinha a magnífica versão com o Ghostface Killah que aparece no More Fish (e que já tinha em CD). Mas não. Nunca escondi que adoro essa versão do Ghostface, e gostava muito de tê-la num máxi. Esta versão é horrivelmente má, mantém tudo o que a original tem – enquanto a versão corta as partes que não interessam e adiciona as estrofes do Ghost – e só tem a segunda estrofe do Ghostface, que não serve para nada se não houver a primeira. Para quê ter a canção se não o ouvirmos perguntar "Why you actin' like you're more trouble than Tony Starks when you need to just walk away like Kelly Clarkson?"? Para quê? Para além disso começa com uns "yo yo" irritantes que se põem em remistus forçadas de canções com rappers por cima, algo que a versão do Ghostface (a verdadeira) não é, de todo. Pelo menos há a canção original da Amy Winehouse e um lado b com "Rehab" e a remistura dos Hot Chip, que é porreira. Tudo o que eu queria era um dos melhores singles da pop dos anos 2000 e acabei por ser enganado.
Comprei o Grindhouse, ou pelo menos achava que tinha comprado, já que é isso que diz a capa. Mas o que está lá dentro não é mais que o Death Proof e o Planet Terror em caixas diferentes. O Grindhouse, que nunca saiu cá, é muito mais (os trailers) e menos (as cenas cortadas) que isso. E era isso que eu queria ver/ter. A Weinstein Company não me deixou e insiste em enganar as pessoas. Óptimo. Quem é que tenho de matar para ver o trailer do Edgar Wright, por amor de Deus?
quarta-feira, março 12, 2008
Aviso
As pessoas estão a pegar na Santogold pelo lado errado. O único 12" que tem é o de "Creator", cujo lado b é "L.E.S. Artistes", que agora tem um vídeo. "L.E.S. Artistes" podia ser uma canção dos Yeah Yeah Yeahs. "Creator" é uma produção do Switch, que produz grande parte das coisas da M.I.A., daí a comparação que se faz por todo o lado. Mas a M.I.A. não tem, de todo, a parte jamaicana da voz de Santogold nem capacidade vocal para o início da canção. Além disso, o Switch não entra na onda world-chunga do Kala (que eu adoro). E é mesmo muito estranho as pessoas pegarem pelo lado rock dela, que é normalmente banal.
terça-feira, março 11, 2008
domingo, março 09, 2008
Razões pelas quais gosto do Kelefa Sanneh
Assim de cabeça, alguns dos meus textos favoritos dele (lista obviamente incompleta):
The Rap Against Rockism
Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.
Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs
O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.
Amid All the Cheers, a Few Signs of Change
Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:
All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”
A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle
Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).
He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke
Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.
Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.
A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band
A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.
New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”
O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.
The Rap Against Rockism
Partir da Ashlee Simpson para lançar uma grande discussão da década num texto polémico que fez muita gente odiá-lo. Idiotas.
Making Room for the Hopeless Pop Star in a Crowd of Professional Amateurs
O amadorismo das celebridades como Paris Hilton e Kevin Federline na música (e em tudo o resto) como lufada de ar fresco na pop.
Amid All the Cheers, a Few Signs of Change
Sobre a Hilary Duff, especialmente por este parágrafo:
All night she stuck to sharp beats and simple refrains. Maybe she doesn’t have a choice; suffice it to say that operatic ballads are out of the question. And maybe her very unextraordinary singing is part of her appeal. A young fan usually looks at a pop star and thinks, “That could be me, if only I had the voice.” Ms. Duff takes away the “if only.”
A Singer of Suffering, Resurrected From Illness, Reaffirms His Mettle
Morrissey. Um herói sobre um herói (ou não).
He Writes the Songs, He Spans the Decades, He Inspires the Karaoke
Sobre o Barry Manilow no Madison Square Garden.
Godfather Of Soul, And C.E.O. Of His Band
O melhor epitáfio de James Brown, com tudo aquilo que de importante havia nele.
A Wild Welcome to a German Teen-Pop Band
A histeria à volta dos Tokio Hotel mesmo nos EUA onde não têm discos editados. Encontrar o melhor que há em tudo. Mesmo em tudo, sem limites. E ser sempre interessante ao fazê-lo.
New CDs: SPOON
“Ga Ga Ga Ga Ga”
O rock esquelético dos Spoon. Fez-me pegar na banda outra vez e ficar a gostar dela, o que culminou com um concerto porreiro há umas duas semanas.
sexta-feira, março 07, 2008
Kelefa Sanneh
Pode parecer triste, mas não é assim tanto. Nunca escondi que o Kelefa Sanneh é o meu herói. Saiu do New York Times para ir para a New Yorker. O NYT é que perde. New Yorker=mais espaço para os textos, não necessariamente para a frequência deles lá.
quarta-feira, março 05, 2008
terça-feira, março 04, 2008
O hype internacional chegou
O vídeo dos Buraka Som Sistema com a M.I.A. anda a compensar. Já se fala dele no Stereogum. Apostas: estará no Forkcast da Pitchfork amanhã ou depois de amanhã (e sim, eu sei que já tinha havido muita gente a falar neles lá fora)?
Sound of kuduro knocking at your door
A M.I.A. a dizer isto é o acontecimento do ano. Para confirmar aqui. Lisboa '08 (pronto, eu sei que é Angola '07). Êxito internacional imediato?
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
A.M.O.R.+Macacos do Chinês+CIMENTO.

Dois concertos de dois projectos da nova música urbana lisboeta ou o que quer que seja, que ouviu o que interessa lá de fora e trouxe-o para Portugal, ainda verdes, ainda não muito grandes e um DJ set. Quatro pontos finais ao todo, um sentimento, um jogo de crianças e a cola da cidade. Não me ocorre mais nada.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Paul Dano+Frances McDormand
A Joana demorou para aí quinhentos anos a ensinar-me o nome dele (costuma ser ao contrário), mas fico triste por ninguém se ter lembrado do Paul Dano para uma nomeaçãozita ou algo parecido. Tinha uns óculos de aros de metal redondos na cerimónia, ficavam-lhe bem.
A Frances McDormand sentiu os óscares dos Coen como se fossem dela. Ao lado tinha uma mulher que era a cara chapada do Daniel Day-Lewis, o que é estranhíssimo. Devia haver fotografias disso algures, era mesmo igual. Ou então imaginei. Também acontece.
A Frances McDormand sentiu os óscares dos Coen como se fossem dela. Ao lado tinha uma mulher que era a cara chapada do Daniel Day-Lewis, o que é estranhíssimo. Devia haver fotografias disso algures, era mesmo igual. Ou então imaginei. Também acontece.
Porque é que não gostei (assim tanto) de Juno
Os diálogos – especialmente no início – forçadíssimos, bem como as referências musicais – e as dos filmes de terror – às três pancadas . E eu sou o tipo de pessoa que adora "Superstar", tanto o original dos Carpenters como a versão magnífica dos Sonic Youth. Pouco ou nada separa este namedropping inconsequente de bandas do filme do que há no Freaky Friday com a Lindsay Lohan ou algo mau desse género. Mas é esticar demasiado a corda. Mas, essencialmente, a forma como a história decorre não deu tempo para me importar suficientemente com as personagens ou para achar que era importante isto ou aquilo. Como é natural, adoro muita da gente envolvida, a Ellen Page está óptima, o Michael Cera é o Michael Cera, o Jason Bateman vai muito bem – e não contracenam juntos, não há nem George Michael nem Michael –, a Jennifer Garner também, etc., ou seja, toda a gente menos o Rainn Wilson (adoro-o mas o cameo é irritante como tudo). É simpático, tem boas piadas, nada mais que isso. A parte boa é que a Kimya Dawson ficou famosa sem levar (muito) o palhaço do Adam Green com ela.
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