quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A.M.O.R.+Macacos do Chinês+CIMENTO.



Dois concertos de dois projectos da nova música urbana lisboeta ou o que quer que seja, que ouviu o que interessa lá de fora e trouxe-o para Portugal, ainda verdes, ainda não muito grandes e um DJ set. Quatro pontos finais ao todo, um sentimento, um jogo de crianças e a cola da cidade. Não me ocorre mais nada.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

The Graduate 2

The camerawork wasn’t the only innovative element of The Graduate. About halfway through shooting, Nichols’s brother, a physician, sent him the 1966 Columbia LP Parsley, Sage, Rosemary, and Thyme. Nichols listened to it continuously for four weeks, then played a track for his actors. The New York actor William Daniels, who perfectly embodied Ben’s uptight father in the movie, recalls, “Mike Nichols said to us, ‘I have these two kids. One’s very tall and one’s sort of small. And I’m thinking of them to do the music for the picture.’ And so he played ‘The Sound of Silence.’ And I thought, Oh, wait a minute. That changed the whole idea of the picture for me.” For Daniels, who had originated the role of Peter in Edward Albee’s The Zoo Story, it was no longer just a comedy.

The Graduate

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Johansson e Bardem

Tão bom. Johansson e Bardem em vez de Kelly e Stewart é muito melhor que LiLo em vez de Marilyn.

CARLOS.

Paul Dano+Frances McDormand

A Joana demorou para aí quinhentos anos a ensinar-me o nome dele (costuma ser ao contrário), mas fico triste por ninguém se ter lembrado do Paul Dano para uma nomeaçãozita ou algo parecido. Tinha uns óculos de aros de metal redondos na cerimónia, ficavam-lhe bem.
A Frances McDormand sentiu os óscares dos Coen como se fossem dela. Ao lado tinha uma mulher que era a cara chapada do Daniel Day-Lewis, o que é estranhíssimo. Devia haver fotografias disso algures, era mesmo igual. Ou então imaginei. Também acontece.

Porque é que não gostei (assim tanto) de Juno

Os diálogos – especialmente no início – forçadíssimos, bem como as referências musicais – e as dos filmes de terror – às três pancadas . E eu sou o tipo de pessoa que adora "Superstar", tanto o original dos Carpenters como a versão magnífica dos Sonic Youth. Pouco ou nada separa este namedropping inconsequente de bandas do filme do que há no Freaky Friday com a Lindsay Lohan ou algo mau desse género. Mas é esticar demasiado a corda. Mas, essencialmente, a forma como a história decorre não deu tempo para me importar suficientemente com as personagens ou para achar que era importante isto ou aquilo. Como é natural, adoro muita da gente envolvida, a Ellen Page está óptima, o Michael Cera é o Michael Cera, o Jason Bateman vai muito bem – e não contracenam juntos, não há nem George Michael nem Michael –, a Jennifer Garner também, etc., ou seja, toda a gente menos o Rainn Wilson (adoro-o mas o cameo é irritante como tudo). É simpático, tem boas piadas, nada mais que isso. A parte boa é que a Kimya Dawson ficou famosa sem levar (muito) o palhaço do Adam Green com ela.

Ion

Diz-se, obviamente, "Jon Stewart" e não "Ion Stewart", ou seja, lê-se exactamente como se escreve. Que grande surpresa. É mesmo complicadíssimo. Como é que alguém ganha dinheiro para comentar os Óscares – de forma hedionda, devo adicionar – e nem se dá ao trabalho de perceber como é que se diz o nome do apresentador. É que até os americanos o dizem. Repetir o que é dito antes está fora do alcance dos comentadores? Para que é que eles existem, sinceramente? Para estragar. Pelo menos este ano não deixaram o microfone ligado em nenhuma parte importante enquanto conversavam entre eles, mas sobrepuseram-se algumas vezes e deram informação desinteressantíssima. Também falaram de um filme chamado Iuno e de um tipo chamado Gésse Jámes, como se houvesse um filme com esse nome no título. É uma tradição impecável, esta da incompetência.
Por falar nisso, o Jon Stewart não foi assim tão bom quanto devia ter sido. Algumas boas piadas, mas sempre a milhas do que fez há dois anos. A culpa, claro, é da greve. E os Coen, heróis de infância, sempre grandes, como se não houvesse razões suficientes para ir ver o No Country for Old Men logo na quinta-feira antes disto. De que é que o Javier Bardem e o Jack Nicholson falaram estando um ao lado do outro? O espectáculo devia estar todo ali. Bom beijo do Daniel Day-Lewis ao George Clooney. Não me lembro de mais nada.
Este é capaz de ser o melhor blog do mundo. Eu, naturalmente, sou branco.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Quando...

Este vídeo é antigo (tendo em conta que para aí uma semana é igual a um ano em termos de internet) mas ainda não consegui perceber em que momento é que o will.i.am deixou de ser o will.i.am para passar a ser o Wyclef Jean. wy.cli.am?

domingo, janeiro 27, 2008

Melhor de sempre

O trailer do melhor filme de sempre (sai em Fevereiro nos Estados Unidos) foi transformado ao estilo do melhor filme de sempre aqui pelo próprio Michel Gondry. Isso faz dele o melhor trailer de sempre (ou não, tendo em conta que, como nunca me canso de dizer, a parelha Mos Def+Jack Black é das melhores de todo o sempre e não aparecer aqui é a única falha).

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Ninguém me tira da cabeça

Ninguém me tira da cabeça que o Lethal Bizzle foi inventado pelo NME para eles poderem dizer "mas o tipo dos Bloc Party não é o único preto de que gostamos, como podem ver, até gostamos de um tipo mais ou menos do grime!" Isto é particularmente ofensivo. Pensava que todos tínhamos aprendido algumas lições de como não usurpar canções dos Clash há uns anos e de como samplá-los correctamente no ano passado. Mas não.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Fest, Ronson, Jacko, Conan, Leno, Stewart

Via Notes From a Different Kitchen, tomei conhecimento da nova mixtape do Rhymefest. Uma nova mixtape do Rhymefest não devia ser notícia em lado nenhum. Claro, gostei muito do Blue Collar — parece que fui dos poucos —, mas a grande notícia aqui é que a mixtape não só foi feita pelo Mark Ronson, como é também dedicada ao Michael Jackson. O que é algo a ter muito em conta, visto as duas melhores canções de Blue Collar terem mãozinha do Ronson — "Build Me Up" e "Devil's Pie" (esta conseguiu a proeza de transformar os Strokes em música moderna). E não é só isto. O Mark Ronson, quando era pequenino, ia dormir a casa do melhor amigo — o Sean Lennon, filho do John e da Yoko, nada de mais — e um dia o Michael Jackson também apareceu lá (isto não é uma piada e ele jura que não aconteceu nada). Já para não dizer que o Rhymefest ficou semi-conhecido por ter coescrito o "Jesus Walks" do Kanye West — até ganharam um Grammy —, que por sua vez ficou podre de rico à custa da família Jackson (como o próprio Rhymefest diz, "That dude ain't been broke since 'H to the Izz O'"). Samples do Jackson, "All That I Got is You" do Ghostface, piadas parvas — o que não é mau em si, o Kanye West usava o Bernie Mac nos discos dele, pelo menos o Rhymefest usa-se a ele próprio e poupa-nos um dos piores comediantes de sempre —, e toda esta gente junta. Talvez seja a única mixtape que ouvi do início ao fim, e recomenda-se.
Para além disso, o Conan O'Brien volta à SIC Radical já com barba na segunda-feira e o Leno volta à SIC Mulher no mesmo dia. Para o Jon Stewart, que volta hoje à Comedy Central, a data de regresso à Radical é 21 de Janeiro. Óptimas notícias.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

A imagem do ano



Nunca pensei que a do Conan estivesse tão bem, mesmo que a do Letterman lhe dê uma abada.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Barbas

Não sou só eu que tenho barba. A greve da WGA deu a imensa gente a oportunidade de ter barba. A New Yorker fala sobre isso. O Conan O'Brien nunca tinha conseguido deixar crescer uma. O David Letterman arranjou uma bastante boa. O Conan quer deixá-la até quando voltar a fazer o Late Night sem argumentistas, como protesto. Eu apoio. Acho que fazia muito bem aos talk-shows.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Natal

É natal e, como sempre, a maior cumpridora da tradição natalícia é a Spine. Trata-se de um mini-mix do grande DJ Yoda (vi-o em Barcelona, incrível) com temática natalícia. Tem bocadinhos de tudo, até excertos do Elf com o Will Ferrell.

domingo, dezembro 23, 2007

Janeiro 2008

Janeiro vai ser o melhor mês de todo o sempre. Aqui estão as razões, sem qualquer ordem:

- A lei do tabaco. Só devia ser ainda mais severa.
- O Darjeeling Limited. Acho que esta escolha se explica a ela própria. Tem tudo o que interessa no mundo.
- O Charlie Wilson's War, Mike Nichols e Aaron Sorkin com o Tom Hanks?
- Go! Team no Lux. Desde "Kool Thing" que os Sonic Youth e os Public Enemy não ficavam tão bem juntos.
- O regresso do Lost.
- Os talk-shows sem escritores. Mais uma vez, curiosidade mórbida.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Não sei bem

Mas isto parece querer dizer que a estreia do Charlie Kaufman como realizador terá o Phiip Seymour Hoffman no principal papel. A confirmar-se, será melhor par de sempre, pelo menos desde que o Michel Gondry juntou o Jack Black e o Mos Def (e por falar nisso, isso nunca mais vem?).

Por falar nisso, adicionei aqui ao lado uma coluna com coisas que leio no Google Reader e acho que devia partilhar com as pessoas do mundo.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Marquee Moon #2

Esta parte era importantíssima e esqueci-me dela. Os Óscares com o Jon Stewart. Como toda a gente sabe, adoro passar a noite dos Óscares a dizer mal dos comentadores da TVI. Sem os escritores da WGA, a minha tarefa vai estar muito facilitada. Mas não vai ser tão divertido (mais uma vez entra aqui a curiosidade mórbida de saber como é que o JS aguenta uma cerimónia daquelas sozinho).

Marquee Moon

A coisa está . Está muito má. O máximo de respeito pelos argumentistas, mas gostava mesmo de ver como é que o Conan e o Leno aguentam um programa sozinhos, por curiosidade. Sei que o Conan será melhor que o Leno, não acreditando especialmente em nenhum deles para fazer tudo sozinho (o Conan era argumentista, porém é fisicamente impossível fazer tudo sozinho). E depois também há uma boa notícia para quando a greve acabar.
O Natal do Extras é, como se esperava, óptimo. Não é nem nunca poderia ser um Office natalício (obra-prima), mas não deixa de ser o melhor fim para a série.

I said a hip-hop, the hippie

Anseio pelo dia em que o RZA lançará um DVD que consiste apenas nele ao piano e a dizer umas coisas, a julgar pelo DVD bónus do 8 Diagrams. E a fazer de polícia como no American Gangster, claro.