sexta-feira, novembro 30, 2007

Talk-box

OK, talk-box. E a XL já deu a possibilidade de verem o vídeo dos Vampire Weekend às pessoas do continente dela. Finalmente.

quarta-feira, novembro 28, 2007

O segundo melhor vídeo do ano

Está aqui. Segundo, claro, porque ainda só vi umas três ou quatro vezes e isto é demasiado bom e "velho" para sair já do topo. O auto-tuner, o estilo, o afro, as patilhas, os fatos, o teclado-guitarra, a canção. Curiosamente, não gostei dela quando a ouvi sem o vídeo. Incrível. Estupendo. Magnífico.

sábado, novembro 17, 2007

Site da MTV, morre, por favor

O site da MTV não deixa que cidadãos que vivam fora dos EUA vejam os seus vídeos. Adorava ver Spank Rock nos MTV-U Awards ou lá o que foi, mas não posso. Também não deu para ver os VMAs completos, que nem sequer passaram na televisão (só 50 segundos da versão que os Foo Fighters fizeram do Prince com o Cee-Lo Green é criminoso e vergonhoso), esta gente devia sofrer por isso. E o pior de tudo? Os Vampire Weekend, que têm aquela canção muito porreira que parece que saiu do Graceland 20 anos depois com um riff do caraças, têm um primeiro vídeo que está no site da MTV. Ainda por cima, a editora deles é a XL, que é inglesa. Para que é que a editora vai pôr um vídeo num sítio onde nem pode vê-lo?

sexta-feira, novembro 16, 2007

RZA, o melhor polícia de sempre

Ontem estreou um filme qualquer sobre uma figura mítica a quem toda a gente está a ligar demasiado mas também estreou o American Gangster. Foi esse, obviamente, que fui ver. Basicamente estava cheio de sono e não adormeci, o que só diz bem do filme de três. Não sei o que aconteceria do filme a preto e branco sobre o "poeta" e o caraças com o qual ninguém se cala (não há coisa que irrite mais do que toda a febre à volta dele, da figura, do filme, etc.). Este tem o RZA a fazer de polícia (e, para lá da pinta toda - que o RZA é o tipo com mais pinta no filme a seguir ao Denzel Washington, que só se descuida quando usa camisas abotoadas até ao último botão -, é óptimo) e o Common a fazer de pai do T.I. O T.I. é meramente competente, quase incompetente. O Common é o pior actor de sempre, provavelmente (e eu que pensava, antes de ver isto, que era o Sting). Para quem leu o artigo da New York Magazine que deu origem ao filme, como eu, rende. E o Mos Def voltou a rimar, mais ou menos, numa remistura do Benny Blanco (um puto de 19 anos que tem um bom duo com o Spank Rock, os Bangers & Cash, uma espécie de tributo aos 2 Live Crew) para a "D.A.N.C.E." dos Justice (uma das malhas do ano) também com o Spank Rock. Rende (cortesia do Discobelle, um dos meus blogs de mp3 favoritos).

terça-feira, novembro 06, 2007

A greve

Tenho acompanhado, através do New York Times, a greve dos argumentistas norte-americanos. Entre as vítimas está Two and a Half Men, cuja filmagem de novos episódios foi interrompida. Para mim é tremendamente assustador. Nunca pensei (nem eu nem ninguém que alguma vez a tenha visto) que houvesse gente a escrever aquilo.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Super-Baldas

Não há ninguém que falte a uma aula em Superbad. Mas a horrível, ignorante, estúpida e altamente injusta tradução trouxe-lhe o nome Super-Baldas e uma campanha publicitária das piores de sempre. "Vais às aulas ou vais-te baldar?" é a frase-chave. Frase essa que não tem nada a ver com o filme em questão. No processo da preparação do lançamento do filme em Portugal esqueceram-se de vê-lo, o que é uma coisa importante.
Superbad é um filme de adolescentes dos anos 80 feito em 2007, co-escrito por uma das maiores vozes cómicas do mundo, o incomparável Seth Rogen do incrivelmente bom e genial Knocked Up e produzido pelo brilhante Judd Apatow, que pratica o bem desde que começou a produzir uma das melhores séries de sempre, Freaks & Geeks. Num mundo pós-American Pie ainda não havia nada assim. O Jonah Hill é um tipo cheio de piada e o Michael Cera já desde o Arrested Development que merece o mundo. Ambos têm personalidades cómicas bem definidas que se traduzem bem neste filme, ao que ajuda a constante improvisação e etc. Não é um Knocked Up (filme do ano), mas é muito bom. Tem todos os ingredientes de uma comédia clássica: elementos de culto como o nome que o maior nerd de serviço escolhe para o seu bilhete de identidade falso, McLovin, peripécias, bebidas, drogas, polícias a reviver a adolescência, bullies com cortes de cabelo ridículos que de alguma forma gozam com alguém que não se lembram da simples frase "olha-te ao espelho, palhaço." É um filme, como todos os outros ligados ao Apatow (e como as suas séries), sobre crescer. E acaba por ser bonito como o resto.
Mal vendido em Portugal, vai ser um fracasso de bilheteira. Se 100 pessoas o virem cá, é muito. É vendido como algo que não é, e esta gente toda é por cá injustiçada apesar de fazer bons filmes e a melhor comédia. A culpa não é do filme, que é óptimo (boas personagens, boas piadas, boa história de amor e boa gestão da parte sentimental, excelente banda-sonora), é de quem o trouxe para cá e se esqueceu de vê-lo.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Foda-se

Para continuar a minha cobertura do Trapped in the Closet, volto de Paredes de Coura e vejo que o Will Oldham faz de polícia no capítulo 15. Espero que isto não estrague o divertimento de ninguém. Porra. Pareceu-me ser ele e depois googlei "Trapped in the Closet" e "Will Oldham" e confirmei. O maior, depois do vídeo do Kanye West, o Trapped in the Closet. Era a última fronteira. Há que lembrar, contudo, que já há anos que ele faz uma versão do "Ignition" do Kels ao vivo. Só é pena não ser "Ignition (Remix)", um dos melhores singles dos anos 2000.

quarta-feira, agosto 15, 2007

The plot gets thicker

O capítulo de hoje foi muito bom, dos melhores de sempre. Há umas variações na música, telefonemas com um tipo com grills, funcionam optimamente bem. Há cada vez mais revelações e este teve imensas, depois do de ontem que não teve muita coisa.
Há algo que me irrita em toda a publicidade e imprensa à volta do festival de Paredes de Coura. É dizerem que aquilo é "o festival mais alternativo do país". Por amor de Deus, aquele é um festival que quase não arrisca e nem sequer traz as bandas no momento exacto em que estão a dar. Isso foi, por exemplo, o que se disse quando trouxeram os Arcade Fire, um fenómeno totalmente de 2004, diga-se o que se quiser, à escala mundial, visto toda a gente do mundo ter internet, no verão de 2005, um ano depois, mais ou menos. Não que isso interesse muito ou que seja mau, mas é uma questão de se dizer a verdade. O cartaz deste ano é bastante fraco, só fico com pena de não ver a M.I.A. e talvez os Spoon. Mas vou ver os Sonic Youth pela segunda vez em dois meses e terceira vez no geral e também as Electrelane pela primeira. E gosto dos Peter, Björn & John, mas não o suficiente para estar muito feliz por vê-los. Claro que isto é bom, mas não é a melhor coisa do mundo, que não correm assim tantos riscos, já para não falar da vergonha que foi anunciarem aos bocados o cartaz que se mostrava cada vez mais fraco.

terça-feira, agosto 14, 2007

Kels

Regozijai, irmãos. Chegou o capítulo 13. De quê? Do Trapped in the Closet a maior história dos nossos tempos escrita, composta e interpretada pelo maior contador de histórias dos nossos tempos. Estou, claro, a falar do R. Kelly. O Kels. Antes de ser julgado definitivamente por várias acusações de pedofilia (não é ele no vídeo; ele não sabia que ela tinha 14 anos; porque é que não prendem o Akon e o T-Pain em vez dele?), toda a próxima dezena de dias terá um novo episódio do Trapped in the Closet por dia. O que é magnífico, porque é melhor entretenimento que qualquer outra coisa do mundo agora. Este décimo terceiro capítulo não é dos melhores da saga, não acontece nada muito grande nem há um clímax, nem sequer uma revelaçãozita, só se descobrem nomes de duas personagens que aí vêm, mas vale por ter o Kels com cabelo branco a fazer de velho. Não há nada melhor. Depois de "Same Girl" com o Usher, o single muito ao estilo da saga, só que com princípio, meio e fim, é óptimo ver novos episódios. E deve haver muito para acontecer, quer dizer, depois do stripper anão ainda há um mundo de oportunidades a serem narradas em falsete.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Reynolds on Moz

Ando a ler o Bring The Noise do Simon Reynolds (um dos meus críticos favoritos), depois de tê-lo pousado, e é óptimo voltar a ler a entrevista de 1988 ao Morrissey no Melody Maker. Acaba assim:

As I neurotically double-check if the tape is running, I mutter by way of apology, "I've had some bad experiences with tape recorders."
"Oh, I've had some bad experiences with people actually... you're very lucky."


Delicioso.

Allen on Bergman, Scorsese on Antonioni

Hoje no New York Times.

And yet the man was a warm, amusing, joking character, insecure about his immense gifts, beguiled by the ladies. To meet him was not to suddenly enter the creative temple of a formidable, intimidating, dark and brooding genius who intoned complex insights with a Swedish accent about man’s dreadful fate in a bleak universe. It was more like this: “Woody, I have this silly dream where I show up on the set to make a film and I can’t figure out where to put the camera; the point is, I know I am pretty good at it and I have been doing it for years. You ever have those nervous dreams?” or “You think it will be interesting to make a movie where the camera never moves an inch and the actors just enter and exit frame? Or would people just laugh at me?”

What does one say on the phone to a genius? I didn’t think it was a good idea, but in his hands I guess it would have turned out to be something special.


e

I used to have long phone conversations with him. He would arrange them from the island he lived on. I never accepted his invitations to visit because the plane travel bothered me, and I didn’t relish flying on a small aircraft to some speck near Russia for what I envisioned as a lunch of yogurt. We always discussed movies, and of course I let him do most of the talking because I felt privileged hearing his thoughts and ideas. He screened movies for himself every day and never tired of watching them. All kinds, silents and talkies. To go to sleep he’d watch a tape of the kind of movie that didn’t make him think and would relax his anxiety, sometimes a James Bond film.

Via filmes do Bond e tinha piada, o Bergman. Simpático.

(e o Scorsese)

sábado, agosto 11, 2007

Be Kind, Rewind

Já há trailer do novo do Michel Gondry. Grande, grande, grande. Melhor par cómico de sempre. Mos Def e Jack Black é uma dádiva dos Deuses. E, a julgar pelo trailer, a viagem do Gondry pelos sonhos/subconsciente ainda não se esgotou em nada. Parece que há-de ser o filme mais tipo entretenimento dele, mas vai ser certamente óptimo.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Ayooooooo

Esta história é interessante. Vou já encomendar todas as cópias que puder do Kanye. Gosto do "Ayo Technology" do Fitty, é o "My Love" menos canção em 2007, mas seria óptimo. E é a primeira vez que o Kanye parece uma pessoa equilibrada e sã numa discussão.

terça-feira, agosto 07, 2007

Imagens

Adorava ter fotografias em cada post, assim como o Sasha Frere-Jones, que nunca ninguém sabe bem o que quer dizer, nem com as fotografias nem com os textos. Isto porque em Inglaterra vi escrito num cartaz colocado à porta de uma igreja. Dizia "Jesus, the greatest comeback of all". Nada mais errado. Toda a gente sabe que o "greatest comeback of all" foi o dos Go-Betweens em 1999, ainda por cima com as Sleater-Kinney. Tirando isso, gosto do novo disco dos Go! Team, gostei dos Of Montreal e dos National pela segunda vez ao vivo e tenho uma imagem, mas não uma fotografia, porque eu não tenho uma máquina para tirar fotografias a tudo. Gostava de ter, um dia.

CIMENTO.

Pronto, é esta a imagem, mais publicidade.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Bergman on Antonioni

Quando a Joana me disse ontem, ao telefone, que o Antonioni também tinha morrido, pensei logo nisto:

[on Michelangelo Antonioni] "He's done two masterpieces, you don't have to bother with the rest. One is Blow-Up, which I've seen many times, and the other is La Notte, also a wonderful film, although that's mostly because of the young Jeanne Moreau. In my collection I have a copy of Il Grido, and damn what a boring movie it is. So devilishly sad, I mean. You know, Antonioni never really learned the trade. He concentrated on single images, never realising that film is a rhythmic flow of images, a movement. Sure, there are brilliant moments in his films. But I don't feel anything for L'Avventura, for example. Only indifference. I never understood why Antonioni was so incredibly applauded. And I thought his muse Monica Vitti was a terrible actress."

Está na página do IMDB do Bergman, na secção de trivia. É muito mais divertido do que qualquer homenagem que passe por "a forma como filmava e sentia o sofrimento e as imagens bonitas". Também não quero muito saber do sofrimento e das imagens bonitas, mas gostei do Sétimo Selo (não costumo usar nomes em português, mas há alguém no mundo que não seja sueco e saiba falar sueco?), o único filme que vi dele. Esta citação é gira porque morreram no mesmo dia e, apesar de não ter palavrões, tem o Bergman a chamar chato a alguém ("diz o roto ao nu"?).

M.I.A.

É impossível não adorar alguém que começa um disco de dança chunga com uma citação do Jonathan Richman, ainda por cima do tempo dos Modern Lovers. É impossível.

Kyp Malone

Kyp Malone

(e os meus pêsames para a Joana, para a minha mãe, para o João Bonifácio e para a Mafalda por causa da morte do Bergman)

quinta-feira, julho 26, 2007

How did this bitch get the remix?

Uma das piores actividades de quem escreve sobre o que quer que seja é transcrever entrevistas. Especialmente as que, como é o caso, demoram mais de uma hora. É uma tarefa extremamente aborrecida e, quando não há grande urgência, tem-se sempre tendência a adiar. Aconteceu-me isso com a entrevista que fiz ao Kyp Malone há quase duas semanas, que será publicada talvez na segunda ou assim, não sei, não vou estar cá para ver. Vou para Inglaterra amanhã. Não sei porquê, mas costumo assinalá-lo sempre que vou lá. No ano passado fi-lo, mas foi depois. Vou ver Os Mutantes, que não vi cá, porque é com muito mais coisas (com o Diplo, os Bonde do Rolê e a Amanda Blank). É só para dizer que fui a um concerto em Londres, a minha vontade de ver Os Mutantes não é assim tão grande, depois de ter visto as fotografias deles no Ípsilon e no New York Times na semana passada. Estão velhos. Mas a Amanda Blank é uma rapper que me parece divertida, pelo menos as rimas em canções dos Spank Rock ("Bump") e dos Plastic Little ("Crambodia", podia jurar que o sample é d'Os Mutantes, mas não tenho certezas, soa mesmo a isso) são muito apreciadas por mim, mesmo que ela não tenha um estilo muito idiossincrásico e se limite a dizer coisas porcas. É a maneira como ela faz que salva tudo, acelerando o discurso a meio, etc. Deve dar um espectáculo interessante, mesmo que eu não conheça absolutamente nada dela que não seja essas duas canções ("My rhymes are painfully fresh / my pussy's tastin' the best" está ao nível do "My Neck, My Back" da Khia, com "All you ladies pop yo' pussy like this" e "Do it now, lick it good, suck this pussy just like you should"). Deve ser divertido. Espero que seja divertido.

quarta-feira, julho 25, 2007

The Kings of Comedy

Três comediantes no mesmo vídeo. O Sasha Frere-Jones da New Yorker dizia, na Slate Magazine sobre o Kanye West, quando saiu o College Dropout, que ele era um comediante. Um entertainer é certamente, mas é uma noção interessante na mesma. Acontece que "Can't Tell Me Nothing" não é uma canção assim tão boa (nem assim tão má quanto eu pensava). Habituei-me a ela, o refrão é bom e cantarolável e já nem me importo muito com isso. Apareceu, no site dele, um novo vídeo para ela. É magnífico. Para além do comediante que fez a canção, outros dois aparecem, dois donos das melhores barbas do mundo: Zach Galifianakis e Will Oldham. O Will Oldham não tem barba aqui, escolhe apenas as patilhas e o bigode que dão sempre um bocadinho de classe à sua cara, mas quem não acha que ele é um comediante nunca o viu ao vivo. Quase melhor do que a música é o que ele diz quando não está a tocá-la, um tipo cheio de piada. No meio do campo e com dançarinas adolescentes, o Zach Galifianakis canta a letra com uma cara séria e o Oldham faz parvoíces com ele. É bastante divertido.