A melhor banda do mundo volta para o mês que vem mas já há um vídeo deles a tocar "Hate it Here" ao vivo no loft de Chicago onde gravam os discos e ensaiam e essas coisas todas. Está aqui e soam bem como tudo, como se Nels Cline sempre tivesse feito parte da banda e como se nunca tivessem saído mil membros desde que esta começou. É essa a chave de tudo. Mesmo que este último disco pareça não ter a mãozinha do Jim O'Rourke, tem óptimas canções que seguem quase sempre a estrutura canção normal e depois solo e às vezes canção outra vez. Só que uma "canção normal" é imenso vindo de quem vem, e o Jeff Tweedy nunca deve ter escrito uma realmente má desde que lançou o A.M.. Então é tudo mais ou menos normal, sem grandes artifícios de produção, e depois gloriosos solos. E, de alguma forma, eles conseguem ser bem sucedidos nisso. Parece ser um disco de rompimento de uma relação ou algo parecido, tendo todas as canções a ver com a saída de cena da amada, se é verdade, se não, não quero saber, já ninguém fazia um disco tão bom a partir disso desde o Get Lonely dos Mountain Goats.
sexta-feira, abril 13, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Panda Bera

4Taste, 4Real
E a Joana - que gosta da camisola - diz que aquilo é feito em fábrica. Assusta-me saber que alguém desenhou isso e depois alguém disse "é uma boa ideia, vamos fazer muitas".
domingo, abril 01, 2007
Don't quit your day job!
É o que o Consequence diz. O problema é que ele devia seguir o próprio conselho. Gosto da voz dele, sempre gostei, mas não aguento um álbum inteiro daquilo. As cenas com os A Tribe Called Quest, a nova vida nos dois discos do Kanye West, até aí tudo bem. Há coisas giras em Don't Quit Your Day Job!, mas é uma desilusão porque se torna tudo demasiado enfadonho e igual. É o primeiro disco do Kanye outra vez sem os convidados todos e as outras vozes e as produções magistrais e as canções enormes. Não que não tenha piada aqui e ali, mas, sinceramente, não me apetece.
Português/brasileiro
No AV Club do Onion há uma secção recorrente chamada "Random Rules". Para além de tirar o nome de uma canção óptima dos Silver Jews, tem celebridades a mostrar os conteúdos dos seus I-Pods, partindo do princípio básico de que toda a gente famosa tem um. Entre outras coisas, descobre-se que o Paul Rudd, que já foi um tipo irritante nos anos 90 e agora tem andado metido com a pandilha toda do Judd Apatow e essa gente que faz comédias divertidas e assim, é fã de Neutral Milk Hotel. E muitas outras coisas. Mas numa edição com o guitarrista dos Explosions in the Sky, surge isto:
Chico Buarque, "Acalanto"
MR: I want to say he's from Brazil, but he might be from Portugal. I'm just a sucker for melody in any respect. There's no one particular genre of music that I'm listening to, so whenever I hear something, even if it's in a foreign language, and it's got that hook, I'm looking for it. We played a few shows in Portugal a couple years ago, and whoever was driving us around in the car was playing Chico Buarque's record, and I'm like, "Who is this?" It was our friend Rodrigo, who's in the Spanish band Migala. When I voiced an interest in it, just out of the kindness of his heart, he gave me the record.
É a primeira vez que vejo isto acontecer. Interessante. E a melhor coisa de 2007 é a coluna semanal do Rob Corddry no Suicide Girls (e eu que pensava que aquilo servia outros propósitos).
Chico Buarque, "Acalanto"
MR: I want to say he's from Brazil, but he might be from Portugal. I'm just a sucker for melody in any respect. There's no one particular genre of music that I'm listening to, so whenever I hear something, even if it's in a foreign language, and it's got that hook, I'm looking for it. We played a few shows in Portugal a couple years ago, and whoever was driving us around in the car was playing Chico Buarque's record, and I'm like, "Who is this?" It was our friend Rodrigo, who's in the Spanish band Migala. When I voiced an interest in it, just out of the kindness of his heart, he gave me the record.
É a primeira vez que vejo isto acontecer. Interessante. E a melhor coisa de 2007 é a coluna semanal do Rob Corddry no Suicide Girls (e eu que pensava que aquilo servia outros propósitos).
segunda-feira, março 12, 2007
Batalhas
Pode parecer pouco, mas não é. Não me lembro de onde estava no dia 31 de Dezembro de 2003 da parte da noite. Lembro-me de todos os dias 31 de Dezembro da parte da noite de 1999 a 2006, tirando esse. É uma tragédia. Ninguém quer saber disso. Nem eu, realmente. Mas bloqueei aí. De qualquer forma, hoje é um dia em que o hino do mundo todo devia ser este.
É impossível ouvir isto e não dançar (o Christopher Walken escolheu a canção errada para dançar) e ficar com isto na cabeça, traulitando no meio da rua, algo que não era tão estranho numa canção desde talvez "Dracula Mountain" dos Lightning Bolt. Mas eu nunca gostei muito de Lightning Bolt, só dessa canção, e não me estampa um sorriso na cara assim tantas vezes. Há tudo aqui em "Atlas", a melodia, a batida, tudo. A letra não se percebe, mas em vez dos efeitos da voz soarem cómicos (longe da chipmunk soul de gente como RZA, Just Blaze, Kanye West ou até o idiota do Akon) e maus, complementam perfeitamente o resto. E dança-se.
Hoje também é o dia em que elejo como meu herói pessoal Greg Gillis, ou seja, Girl Talk. Night Ripper animou-me bastante em 2006, mas continua a fazê-lo. E só isso é digno de registo. Um homem que alterna assim de "Holland, 1945" dos Neutral Milk Hotel para "There It Go (The Whistle Song)" de Juelz Santana merece o mundo. E vou vê-lo daqui a poucos meses, pelo que vejo de vídeos (especialmente aqui), um concerto dele é uma festa, e ele dá uma performance do caraças para alguém que não tem mais nada que um laptop. É o que qualquer DJ devia ser (ele diz que não é DJ): um fã que se mostra visivelmente excitado por tudo o que passa e dança ao som disso.
E ainda não sei o que fiz na passagem de ano de 2003 para 2004. Lembro-me de 2002 para 2003, de 2004 para 2005, e de todas as outras. Mas não me lembro dessa. Continuo a não me importar com isso, mas continuo a importar-me na mesma. E, pela primeira vez neste blog, sou obrigado a concluir: foda-se, sou mesmo estúpido.
É impossível ouvir isto e não dançar (o Christopher Walken escolheu a canção errada para dançar) e ficar com isto na cabeça, traulitando no meio da rua, algo que não era tão estranho numa canção desde talvez "Dracula Mountain" dos Lightning Bolt. Mas eu nunca gostei muito de Lightning Bolt, só dessa canção, e não me estampa um sorriso na cara assim tantas vezes. Há tudo aqui em "Atlas", a melodia, a batida, tudo. A letra não se percebe, mas em vez dos efeitos da voz soarem cómicos (longe da chipmunk soul de gente como RZA, Just Blaze, Kanye West ou até o idiota do Akon) e maus, complementam perfeitamente o resto. E dança-se.
Hoje também é o dia em que elejo como meu herói pessoal Greg Gillis, ou seja, Girl Talk. Night Ripper animou-me bastante em 2006, mas continua a fazê-lo. E só isso é digno de registo. Um homem que alterna assim de "Holland, 1945" dos Neutral Milk Hotel para "There It Go (The Whistle Song)" de Juelz Santana merece o mundo. E vou vê-lo daqui a poucos meses, pelo que vejo de vídeos (especialmente aqui), um concerto dele é uma festa, e ele dá uma performance do caraças para alguém que não tem mais nada que um laptop. É o que qualquer DJ devia ser (ele diz que não é DJ): um fã que se mostra visivelmente excitado por tudo o que passa e dança ao som disso.
E ainda não sei o que fiz na passagem de ano de 2003 para 2004. Lembro-me de 2002 para 2003, de 2004 para 2005, e de todas as outras. Mas não me lembro dessa. Continuo a não me importar com isso, mas continuo a importar-me na mesma. E, pela primeira vez neste blog, sou obrigado a concluir: foda-se, sou mesmo estúpido.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Comediantes/Actores
Esqueci-me do tópico que o Jack Black e o Will Ferrell lançaram, mais ou menos. Tenho andado a reparar numa teoria do meu professor de inglês que diz que alguns dos melhores actores estão na comédia pela capacidade tremenda de encarnar personagens. Como a comédia inglesa. As pessoas do Little Britain ou de outras séries, como o League of Gentlemen, criam personagens com uma facilidade tremenda, andado a saltitar de sotaque em sotaque e personalidade em personalidade com uma facilidade brutal. E, diz ele, é mais do que o Jack Nicholson ou outros actores conseguem fazer. Mas também, "versatilidade" não é propriamente o nome do meio do Ferrell e do Black. Mas é o nome do meio de um Robin Williams ou de muitos outros.
Medley
Afinal o medley final acabou de passar de Berlin ("Take My Breath Away") para Vangelis. Era preciso registar isto nalgum lado.
Comentadores
"Como tínhamos previsto houve aqui uma distribuição das estatuetas."
"As pessoas vão ver cinemas."
É preciso apreciar. Bem, é tudo.
"As pessoas vão ver cinemas."
É preciso apreciar. Bem, é tudo.
Forest Whitaker
Segue à risca as dicas de Ellen DeGeneres. É um dos melhores actores da sua geração, o título da melhor canção do Brother Ali e apresentou os Wu-Tang Clan no VH1 Hip-Hop Honors de 2006. Para além disso, tem um tique óptimo nos olhos e fez o Ghost Dog. Dizem que o filme pelo qual ele ganhou é horrível. Que seja. Pode ser que o desempenho dele seja soberbo. E só pode ser. Segundo ano seguido em que actores mais ou menos secundários que eu adoro ganham. E ainda bem.
Comentador
O comentador nunca viu o Aviator, diz que o Departed , a ganhar um óscar, é só pela carreira e é o filme menos scorsesiano do Scorsese. Acho que foi o mesmo que disse "dissestes".
R.I.P. Bigode do Philip Seymour Hoffman 2007-2007
O homem fez o bigode que tinha nos Globos de Ouro. É um dia triste para todos os fãs.
Michael Mann
Como sempre, Mann estraga tudo com a banda sonora. Desta vez foram os Foo Fighters. Não é assim tãããããão mau para alguém que já usou Linkin Park numa banda sonora, portanto, e detesto admiti-lo, até é uma melhora.
Subscrever:
Mensagens (Atom)